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Estado de Minas

Resgate: overdose de adrenalina para enfrentar o tédio da quarentena

Chris Hemsworth, conhecido por seu papel como Thor, interpreta o mercenário contratado para livrar um garoto das garras de traficante indiano. Longa de Joe Russo estreia na sexta (24), na Netflix


postado em 23/04/2020 04:00

Chris Hemsworth, conhecido por seu papel como Thor, e Rudhraksh Jaiswal protagonizam a nova atração da Netflix (foto: Jasin Boland/divulgação)
Chris Hemsworth, conhecido por seu papel como Thor, e Rudhraksh Jaiswal protagonizam a nova atração da Netflix (foto: Jasin Boland/divulgação)

Cenas de ação coreografadas de tal maneira que, por mais de um momento, você prende o ar com a volúpia de explosões, tiros e perseguições (a pé, de carro, de helicóptero, por água). Se essa não for a sua praia, esqueça, pois é o que o longa-metragem Resgate, que estreia nesta sexta (24) na Netflix, tem a oferecer em quase duas horas.

No DNA do filme está a franquia Vingadores. Ele foi criado por Joe Russo (também diretor das duas últimas partes da franquia), estrelado pelo australiano Chris Hemsworth (o mitológico Thor) e dirigido por Sam Hargrave (coordenador de dublês de Guerra infinita e Ultimato, aqui estreando na direção). O próprio Russo é autor da graphic novel Ciudad, que deu origem ao longa.

ÍNDIA 

O maior traficante da Índia versus o maior traficante de Bangladesh. No meio deles, um garoto de 14 anos é feito de joguete. E um mercenário sombrio, que não tem nada a perder, entra no jogo. Esse é basicamente o enredo da trama, ou melhor, a desculpa para a ação incessante – há poucos momentos de respiro, pode acreditar.

Ovi Mahajan (Rudhraksh Jaiswal) é filho de um traficante indiano que, mesmo atrás das grades, cerceia a liberdade do menino. Numa de suas escapadas, Ovi se vê nas mãos de gente ainda pior. Amir Asif (Priyanshu Painyuli) controla não só o tráfico, mas a polícia e o governo de Daca, a capital de Bangladesh. Enviado para o centro da confusão, o menino só tem uma chance: o mercenário Tyler Rake (Hemsworth), contratado pela família para resgatá-lo.

A missão é aparentemente suicida. Rake entra de cabeça, corpo e alma, é o que fica claro na sequência inicial, quando assistimos ao personagem bastante ferido, no meio de uma ponte. Se no começo da missão ele tinha uma equipe e só pensava no lucro ao resolver o caso, já no meio da história o protagonista se envolve emocionalmente com a situação, deixando de lado o pragmatismo. É uma figura torturada, não é difícil entender o seu drama. O acerto de contas final é surpreendente e com algum humor.

Rodado na Índia e na Tailândia, Resgate foi criado para o streaming. Fica a curiosidade de saber como esse filme funcionaria numa sala de cinema. O coração do longa-metragem é a sequência de 11 minutos rodada para parecer um único take.

Perseguições de carro, colisões, correrias em becos mínimos de um cortiço, embates corpo a corpo, é tudo feito para soar sensacional. E é, pelo menos neste momento, pois Resgate garante um pouco de adrenalina em meio à letargia do sofá durante o confinamento imposto pelo novo coronavírus.

RESGATE

. Filme
. Direção: Sam Hargrave
. Com Chris Hemsworth, Rudhraksh Jaiswal e Priyanshu Painyuli
. Estreia sexta-feira (24), na Netflix



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