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Estado de Minas

Séries que viraram fenômeno de público e 'acabaram' em 2019 já preparam volta

Produtores vão levar à TV, cinema e outras plataformas desdobramentos de Game os Thrones, Star Wars e Vingadores


postado em 03/01/2020 04:00

Sequência do recordista histórico Game of thrones tem chance de ganhar outro nome no retorno: The house of the dragon(foto: HBO/DIVULGAÇÃO)
Sequência do recordista histórico Game of thrones tem chance de ganhar outro nome no retorno: The house of the dragon (foto: HBO/DIVULGAÇÃO)


Em abril, os Vingadores lançaram seu Ultimato e liquidaram o embate apocalíptico contra o todo poderoso vilão Thanos, travado desde 2008, ao longo de extensa lista de outros filmes. No mês seguinte, a guerra dos tronos de Game of thrones encerrou sua última temporada, depois de oito anos que mudaram a história da TV. Em dezembro, foi a vez de A ascensão Skywalker chegar às telonas e dar o ponto final à saga de Star  wars, iniciada em 1977 e retomada em 2015, em outra trilogia no cinema. O recém-terminado 2019 encerrou com ele as tramas que configuram os três maiores ícones da cultura pop mundial na atualidade, mas não as possibilidades criativas e comerciais que elas representam. De olho nas numerosas legiões de fãs, a indústria do entretenimento já se movimenta para estender em 2020 esses universos para outras histórias na TV, no cinema e em outras linguagens.
 
Vingadores: Ultimato emocionou e agradou ao público. O longa dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo superou Avatar e virou a maior bilheteria de todos os tempos, coroando os investimentos feitos pelos estúdios Marvel desde O Homem de Ferro, de 2008. Já Game of thrones teve final desagradável para boa parte do público, motivando até petição online internacional exigindo a refilmagem da oitava e última temporada pela HBO. Ainda assim, a sequência final de episódios rendeu 12 troféus no Emmy do ano passado, a maioria em categorias técnicas, mas também em Melhor Série Dramática, com 32 indicações, novo recorde da premiação. Seu último episódio, visto por 20 milhões de espectadores nos EUA, também foi o mais acompanhado na história da TV do país.
 
Em cartaz desde 19 de dezembro, o novo Star wars ainda vem construindo sua relação junto a público e crítica. Por enquanto, as opiniões na imprensa internacional são divididas, mas as notas nos sites dedicados à avaliação popular, como o Rotten Tomatoes, são as mais baixas entre os três filmes mais recentes da franquia.
 
Aclamado ou criticado, qualquer produto midiático associado a esses três universos de múltiplas possibilidades narrativas atrai a atenção. Star wars, por exemplo, além dos nove episódios, como são chamados os longas-metragens que compõem sua saga principal, já deu origem a dois filmes, dezenas de livros, quadrinhos, além de um longa e uma série de animação. Em 2020, o público brasileiro conhecerá a nova trama estrelar que já empolga os fãs no exterior. The mandalorian é a principal atração no catálogo do Disney TV+, serviço de streaming lançado em novembro nos EUA pela empresa detentora dos direitos autorais de Star wars.

CAÇADOR A plataforma tem previsão de chegada ao mercado brasileiro em novembro e os entusiastas da ficção criada por George Lucas esperam ansiosamente pelo seriado estrelado por Pedro Pascal. Ele interpreta caçador de recompensas mandaloriano que busca suas missões além dos limites da Nova República, poucos anos depois da queda do Império Galático, mostrada em O retorno de Jedi (1983). O criador da série, Jon Favreau, já confirmou o desenvolvimento de uma segunda temporada. Mesmo sem a presença dos personagens mais conhecidos da história cinematográfica, a atração garantiu grande número de assinantes nos primeiros meses nos EUA (mais de 60 milhões). No Brasil, a curiosidade sobre a trama e o já popular “baby Yoda” pode gerar efeito parecido.
 
Criador da série, Jon Favreau já confirmou segunda temporada para The mandalorian, derivado de Star wars(foto: Disney/Divulgação)
Criador da série, Jon Favreau já confirmou segunda temporada para The mandalorian, derivado de Star wars (foto: Disney/Divulgação)
 
 
 
Outro nome, mesmo espírito
 
Para aficionados com Game of thrones, 2020 pode ter novo final e novo começo. A série de TV criada por David Benioff e D. B. Weiss se baseou na literária As crônicas de gelo e fogo, publicada por George R. R. Martin entre 1996 e 2011, até a sexta temporada, exibida em 2016. Porém, na sétima e oitava, avançou em relação ao romance, já que Martin ainda não havia concluído os volumes seguintes, inicialmente previstos para aquele ano. Apesar das reações negativas aos capítulos finais daquela que se tornou a maior produção da história da TV, a HBO pretende colher mais frutos da história que ao longo da década quebrou recordes de audiência e alavancou o número de assinantes da emissora, gerando receitas na casa dos bilhões de dólares. Em outubro passado, depois de cancelar uma divulgada, já em fase de edição, a emissora confirmou outra série derivada do universo fantástico de Game of thrones, que já tem até nome: The house of the dragon.
 
A nova produção contará sobre o começo da dinastia Targaryen (à qual pertence Daenerys, personagem de Emilia Clarke na TV) em Westeros, 300 anos antes dos fatos narrados nos livros e na TV. A história será baseada em Fire and blood, também escrito por Martin e lançado em 2018. Ainda não há confirmação de datas de estreia ou elenco, mas o ano que chega deverá ser de gravações e novidades. O seriado será um chamariz especial no catálogo do HBO MAX, novo streaming da empresa, que será lançado em maio nos EUA e um ano depois no Brasil. No entanto, dificilmente a série terá episódios disponíveis antes de 2021.
 
Quem tem chance de chegar antes ao mercado são os volumes finais de As crônicas de gelo e fogo. Ou pelo menos um deles. Logo após o fim da trama da TV, Martin publicou mensagem em seu blog autorizando os fãs a “interná-lo em uma cabana isolada do mundo” para terminar a escrita, caso The winds of winter (Os ventos do inverno), título do próximo livro, não seja finalizado em 2020. A publicação foi uma resposta à ação de uma companhia aérea neozelandesa, que convidou o autor a ir ao país, com tudo pago, para se inspirar e concluir a obra, cujo lançamento os otimistas esperam para julho.

NOVIDADES A conexão entre páginas e telas fez também de Vingadores sucesso arrebatador. Nos cinemas, a Marvel se valeu do amplo arcabouço intertextual dos quadrinhos e lançou 22 filmes nos últimos 11 anos, entre os dedicados a um único personagem e aqueles que reúnem todo o “time” de super-heróis. Vingadores: Ultimato encerrou um ciclo para vários deles, mas esse universo ficcional seguirá oferecendo novidades, não apenas nos cinemas. A Disney também tem direitos sobre os produtos Marvel e o streaming da companhia prepara séries originais.
 
Uma já confirmada é Falcão e o soldado invernal, protagonizada por Anthony Mackie e Sebastian Stan, responsáveis pelos dois personagens no cinema, respectivamente. Serão seis episódios em única temporada, possivelmente no segundo semestre. Para 2021, a empresa ainda pretende lançar seriado exclusivo para o personagem Loki e outro para a dupla Wanda e Visão. Entretanto, o próximo reencontro do público será no cinema e com a Viúva Negra, personagem de Scarlett Johansson. O filme contará a origem da popular ex-agente da KGB Natasha Romanoff, que se juntou aos Vingadores, e chega às salas de todo o mundo em 30 de abril. 


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