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Estado de Minas LITERATURA

Letrista, Murilo Antunes agora vai de poesia

Um dos maiores autores do Clube da Esquina, escritor mineiro faz evento unindo literatura e música, levando convidados especiais ao lançamento de Breve balada para viola e sangue


postado em 07/12/2019 06:00 / atualizado em 07/12/2019 09:58

Com músicos convidados, Murilo Antunes lança Breve balada para viola e sangue(foto: Eduardo Gontijo/Divulgação)
Com músicos convidados, Murilo Antunes lança Breve balada para viola e sangue (foto: Eduardo Gontijo/Divulgação)
Conhecido como um dos maiores letristas do Clube da Esquina, o poeta e escritor mineiro Murilo Antunes faz o lançamento do livro Breve balada para viola e sangue (Grupo Editorial Caravana) neste sábado (7), às 21h, no Bentealtas Musical Bar. Como convidados, Antunes chamou os músicos Beto Lopes (violão, guitarra e trompete), Bárbara Barcelos (voz) e Vitor Santana (violão), seu parceiro desde os anos 2000. Com 20 músicas, o repertório traz, além das canções em parceria com Flávio Venturini, Tavinho Moura, Lô Borges e Toninho Horta, outras inéditas feitas com Nivaldo Ornelas e Ennio Morricone. “É um show de poesia e música”, define Antunes.
Ele conta que já vinha escrevendo vários poemas desde a década de 1990 e agora resolveu reuni-los em um livro. “Na obra estão poemas variados, sendo que alguns foram feitos quando estavam acontecendo chacinas, como a do Carandiru, dos meninos da Candelária, dos índios ianomâmi e de Vigário Geral. Tudo isso aconteceu em sequência e acabou que fui escrevendo um poema para cada acontecimento. O livro é dividido em duas partes, sendo que a primeira se chama Balada de sangue, e a segunda, Viola rude. Aliás, são todos poemas.”

Antunes ressalta que sua intenção é que as pessoas levem para casa não apenas versos e canções na lembrança, mas encarnem o sentimento poético. A apresentação é do poeta Lucas Guimarães, que diz no texto: “Viola rude é quase um rasqueado na roça, um balaio de lembranças no balanço da memória. Poemas anteriores e atuais. O que os une à Balada de sangue é a indignação, a perplexidade. O resgate de versos pescados na bacia das almas. Poemas quase perdidos no emaranhado dos papéis de uma vida entrecortada de desilusões e alegrias”.

O autor adianta que o lançamento oficial do livro deverá ser no ano que vem. A Caravana Editorial ainda não marcou a data, mas antecipa que será numa das livrarias da cidade, porém, somente para autógrafos, sem show.  



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