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Estado de Minas

Ator mineiro entra em 'A dona do pedaço' como advogado de Josiane

Formado no Cefart, do Palácio das Artes, Vandré Silveira deixou BH há 12 anos para tentar a carreira no eixo Rio-São Paulo


postado em 10/11/2019 04:00

 
Vandré Silveira deixou BH há 12 anos para tentar a carreira no eixo Rio-São Paulo. Sobre o papel na trama global, diz:
Vandré Silveira deixou BH há 12 anos para tentar a carreira no eixo Rio-São Paulo. Sobre o papel na trama global, diz: "Estou com muita esperança e torço para que outros personagens surjam após este trabalho" (foto: Fernanda Garcia/Divulgação)
Há 12 anos, o ator belo-horizontino Vandré Silveira decidiu tentar o sucesso no eixo Rio-São Paulo. Na última sexta, ele entrou na trama global das nove, A dona do pedaço, de Walcyr Carrasco, com direção de Amora Mautner, no papel de Tibério Requião, advogado de Josiane (Agatha Moreira). Pouco antes de ganhar o holofote do horário nobre da Globo, Vandré viveu Lázaro na recém-encerrada novela Jesus (Record) e engatou uma filmagem em São Luiz do Maranhão, como o caminhoneiro Eurípedes na série Amor dos outros, produzida pela Framme Produções, para o canal CineBrasil TV, da SKY, ainda sem data de exibição.

Vandré conta que está orgulhoso de seu personagem atual, que deve permanecer no ar até a próxima terça-feira (12). “O pai da Josiane desiste de defender a filha, porque ela quer alegar inocência, mas, na verdade, ela realmente matou aquelas pessoas, ou seja, o mordomo e o garoto de programa. Então, o pai indica o amigo Tibério para defendê-la, porque ele concorda em defendê-la sob a alegação de que é inocente. Assim, doutro Tibério tem uma missão quase impossível, ou seja, mesmo diante de tantas provas, ainda defender a criminosa Josiane. Para mim, é um desafio maravilhoso.”

O ator diz que o convite para atuar em A dona do pedaço partiu do diretor de elenco, Guilherme Gobbi. “Desde que me mudei para o Rio de Janeiro, faço algumas participações pequenas nas novelas globais, mas, ao mesmo tempo, foram surgindo outros trabalhos. Sempre fiz teatro e estive em cartaz na Cidade Maravilhosa. Os produtores de elenco acabam nos vendo em cena, o que nos proporciona outros convites e trabalhos.”

Como Lázaro em Jesus, Vandré participou de toda a trama. “Foi muito bom. Foi quando tive um contato grande com novelas, um aprendizado muito grande. Meu personagem era muito querido pelo público, pois, afinal, Lázaro era o melhor amigo de Jesus.”

Embora a participação do advogado na novela de Carrasco seja curta, o ator encara o personagem como uma grande oportunidade em sua carreira. “É o principal produto da casa, que é a novela das 21h, e o personagem é relevante nesta reta final da novela, que está num momento de muito sucesso. Estou com muita esperança e torço para que outros personagens surjam após este trabalho.”

Palco 
O foco principal do ator, no entanto, continua sendo o teatro. “Saí do Lázaro, que era um homem bom, e vim para o doutor Tibério, um advogado que defenderá uma pessoa má, uma assassina. É um grande desafio, mas estou preparado. Na verdade, o que me interessa como ator é ter personagens distintos que proporcionem desafios à minha carreira.”

Ainda em BH, Vandré se formou como ator no Cefart, do Palácio das Artes, e chegou a trabalhar no teatro com os diretores Carlos Gradim e Eid Ribeiro. Paralelamente, fazia o curso de comunicação social na UFMG. “O primeiro curso de teatro profissionalizante que fiz foi com o Rick Alves, na escola dele, Espaço Cênico. Foi lá que me descobri como ator. Logo depois resolvi fazer o curso profissionalizante no Cefart. Pouco depois que me formei, em 2005, me mudei para o Rio de Janeiro e fui fazer um curso com a Celina Sodré, que, posteriormente, dirigiu o meu monólogo Farnese de saudade.”

O monólogo é sobre o artista plástico mineiro Farnese de Andrade. “Já faço esse trabalho desde 2012. Até tentei levá-lo para BH, mas não consegui. Achei engraçado, pois é um ator mineiro, falando de um outro artista mineiro e não consegui até agora. Mas não perco a esperança, qualquer dia realizo meu desejo de encenar o Farnese na capital mineira.”

Ele lembra que o próprio Farnese custou a ser reconhecido no Brasil. “É um trabalho muito bonito, um projeto autoral, no qual sou o ator e fiz o cenário, mas a direção é da Celina. Estou com um projeto novo, que é A hora do boi. É também um monólogo e fala sobre a questão do animal, da crueldade humana, da exploração do animal. Francisco é o personagem, trabalha num abatedouro de bois e cria uma relação de afeto com o animal.”

A carreira de Vandré inclui também trabalhos com diretores como Cibele Forjaz e Wagner Antonio (O homem elefante, 2015). Na TV, atuou em séries como Amor Veríssimo (GNT, 2014, direção de Arthur Fontes) e A segunda vez (Multishow, 2014, direção de César Rodrigues). No cinema, está em cartaz no eixo Rio-SP com o longa-metragem Rio Mumbai (2018), com direção de Pedro Sodré. No teatro, sua última temporada foi no Rio de Janeiro, no Teatro Poeirinha, nos meses de março e abril de 2018, com Farnese de saudade (2012).


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