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Estado de Minas

Museu de BH promove exposição inédita de fósseis do seu acervo

Mostra ficará aberta à visitação até setembro, na Praça da Liberdade. Oficina paralela ensinará a construção de réplicas dos fósseis


postado em 26/06/2019 04:09

Acervo ficará aberto à visitação até setembro. Oficina paralela ensinará a construção de réplicas dos fósseis(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
Acervo ficará aberto à visitação até setembro. Oficina paralela ensinará a construção de réplicas dos fósseis (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)

A partir desta quinta-feira (27), o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal oferece uma longa viagem no tempo aos seus visitantes. O espaço conhecido por guardar a história de componentes minerais do planeta desta vez oferecerá aos belo-horizontinos um traçado do começo da vida na Terra, por meio de uma coleção de aproximadamente 100 fósseis, que ajudam a remontar a Era Paleozoica, iniciada há 540 milhões de anos. Com uma proposta inclusiva e interativa, a exposição Fósseis: do mar à conquista da Terra ficará aberta até setembro.

O trajeto dos visitantes começa “no mar”, onde surgiram os primeiros organismos do planeta. “Nosso objetivo é mostrar a evolução da vida nesse período, de uma vida muito primitiva, que só existia nos oceanos, até o começo da vida na Terra, com a evolução de fauna e flora nos continentes”, explica a geóloga Andrea Ferreira, que também é curadora de geociências do Museu.

Nessa primeira seção, é possível visualizar fósseis de invertebrados marinhos, como as trilobitas, do Período Devoniano. Painéis e outros materiais didáticos complementam a exposição, que é acessível para portadores de deficiências sensoriais e de locomoção. “Todo o conteúdo é disponibilizado em braile e libras e também há réplicas de alguns fósseis que podem ser tocadas para que todas as pessoas possam absorver esse conhecimento”, diz a geóloga.

Saindo do ambiente oceânico primitivo, o público entra numa fase caracterizada como um pântano, onde o foco é a transição da vida aquática para a terrestre, ainda na Era Paleozoica. Ali são vistos registros de vegetais e dos primeiros peixes e anfíbios. Por fim, chega-se a um estágio que simula uma floresta, representando a entrada na Era Mesozoica, quando surgem os primeiros animais terrestres, com um destaque especial para a paleontologia nacional.

ARARIPE Embora parte dos fósseis e réplicas fossilíferas do catálogo – que compunha o acervo municipal do antigo Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães e foi cedido pela Prefeitura de Belo Horizonte ao MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal – tenha sido encontrada em outras partes do mundo, as peças principais vieram da Chapada do Araripe, compartilhada entre Ceará, Pernambuco e Piauí, no Nordeste brasileiro.

“Nessa exposição, mostramos como a evolução foi acontecendo devagar. E o destaque é quando saímos da Era Paleozoica e entramos na Mesozoica. Aí falamos sobre a Chapada do Araripe, onde fica um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo”, diz Andrea Ferreira, ao ressaltar a relevância dos espécimes encontrados na região, que um dia já foi mar, para o entendimento do começo da vida animal na Terra.

Paralelamente à mostra, será oferecida uma prática interativa ao público, primeiramente nestas quinta (27) e sexta-feira (28), e depois entre os dias 2 e 10 de julho. Trata-se de uma oficina de criação de réplicas dos fósseis em exposição, além da manipulação de algumas amostras de minerais.

Fósseis: do mar à conquista da terra
Desta quinta-feira (27) a 8 de setembro. De terça a domingo, das 12h às 18h; quintas, das 12h às 22h. Local: MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal (Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários). Entrada franca. Mais informações: (31) 3516-7200.

Oficina “Fósseis”
Quinta-feira (27), das 16h às 21h, e sexta (28), das 13h às 17h30. De terça-feira (2/7), a sexta (12/7), das 13h às 17h. Entrada franca.


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