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Série Dirty John alerta para as armadilhas do amor tóxico

Com oito episódios, atração da Netflix se baseia em caso real envolvendo o psicopata John Meehan, que enganou várias mulheres nos Estados Unidos


postado em 05/04/2019 05:09

John Meehan (Eric Bana) manipula perigosamente Debra Newell (Connie Britton), em Dirty John(foto: BRAVO MEDIA/DIVULGAÇÃO)
John Meehan (Eric Bana) manipula perigosamente Debra Newell (Connie Britton), em Dirty John (foto: BRAVO MEDIA/DIVULGAÇÃO)

Crimes reais são uma verdadeira obsessão da produção televisiva. Seja em adaptações ficcionalizadas, em documentários ou ainda em programas de reconstituições, eles estão em toda parte. Série em oito episódios, Dirty John – O golpe do amor se volta para a audiência ávida por histórias de pessoas comuns que ganham tons grotescos. E podem ocorrer com a família da casa ao lado.

A produção do canal norte-americano Bravo chegou ao Brasil via Netflix no início deste ano. Recupera a história do casal John Meehan (Eric Bana) e Debra Newell (Connie Britton, indicada ao Globo de Ouro pelo papel). Os dois se conheceram por meio de um aplicativo de encontros. Ele se apresentou como anestesiologista para ela, bem-sucedida designer de interiores de Newport Beach, Califórnia.

Vinda de quatro casamentos, Debra vive com duas filhas: a mais velha, Veronica (Juno Temple), é apresentada como uma patricinha histérica – capaz de guardar no cofre suas bolsas Chanel e Prada. Logo no primeiro encontro da mãe, a garota implica com John. Afinal, como um cara que vai sair com Debra aparece em sua casa de bermuda, tênis e camiseta? O tempo provará que, a despeito da futilidade de Veronica, ela estava absolutamente certa em desconfiar de John.

Dirty John chegou à televisão graças ao podcast homônimo, lançado em 2017 pelo jornalista Christopher Goffard, do Los Angeles Times. O sucesso foi imediato – os seis episódios em áudio foram baixados 10 milhões de vezes nas seis primeiras semanas do lançamento.

John Imundo foi o apelido que John Meehan ganhou de colegas na faculdade de direito. Pois a verdade é que de anestesiologista ele não tem nada. Tornou-se, devido à primeira mulher, enfermeiro anestesista. Ao conhecer Debra, havia acabado de deixar a prisão. A designer não demora a descobrir que Meehan é um golpista da pior espécie, capaz de se deixar ser atropelado para processar seguradoras e de perseguir mulheres ricas e roubá-las.

Os episódios vão descortinando o passado de Meehan a tal ponto que Debra, a despeito da paixão à primeira vista (clichê dos clichês, com dois meses de namoro em Las Vegas), vê que deve dar um fim ao relacionamento. Eric Bana um tanto envelhecido (e meio canastrão) interpreta o personagem-título. Connie Britton está ótima como a mulher madura e independente que, apesar de não ter de prestar contas a ninguém, acaba presa num relacionamento tóxico, para usar o termo em voga.

A repercussão da adaptação televisiva já garantiu o segundo ano da série. Não com os personagens da primeira. Dirty John será uma série de antologia (cada temporada explora uma história) baseada em crimes reais.

Para quem se interessou, vale assistir ao documentário Dirty John – A verdade nua e crua. Também disponível no catálogo da Netflix, ele vai além da série, apresentando outros crimes praticados por Meehan. Entre as vítimas está a brasileira Marileide Andersen, paraense que vive há décadas nos EUA. Foi roubada no único mês em que durou o relacionamento com o golpista, em 2013. Ainda que traumatizada, conseguiu colocá-lo, temporariamente, na cadeia.


DIRTY JOHN – O GOLPE DO AMOR
• Oito episódios
• Primeira temporada
• Netflix


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