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Novidade perigosa


postado em 28/03/2019 05:11






De onde menos se espera, vem o perigo. Todos sabem que a carreira atual mais rendosa é das influenciadoras digitais, que ganham uma boa grana para divulgar de tudo um pouco – sem ter que pagar Imposto de Renda, o que realmente é uma felicidade. Quem não quer ter trabalho, ou não tem preferências próprias, gosta de seguir essas cabeças. E a última novidade é que elas passaram a divulgar cirurgias plásticas com a mesma desenvoltura que divulgam moda, e também que fazem muitas plásticas, trocando de próteses de silicone como se trocassem de camisa.

O cirurgião plástico Bernardo Ramalho, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, acredita que a maioria delas é feita em troca de divulgação nas redes sociais e que isso é um risco para elas e para os seguidores que acabam sendo influenciados. O médico pontua as medidas necessárias para uma operação com menos riscos. “Para maior segurança e diminuir os riscos, é fundamental escolher um cirurgião renomado, especialista em cirurgia plástica (credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), operar em hospital que tenha CTI, e fazer o procedimento em centro cirúrgico e com anestesista. E no caso das próteses de silicone, colocar (escolher) uma prótese de qualidade (boa marca). Vemos muitas blogueiras e digital influencers reoperando as mamas, pois a grande maioria faz por parceria com o médico. Sendo que a maioria não sabe se o mesmo é um bom profissional, se a marca da prótese que colocará é boa... e pior, ainda influenciam as pessoas com isso. Atualmente, existe uma desvalorização da saúde, sempre em busca do menor preço ou de uma parceria de esquina”, analisa.

Ramalho diz que próteses de silicone não precisam ser trocadas. “Antigamente, era recomendada a troca a cada 10 anos. Porém, necessitam de uma reoperação, caso haja algum problema (como contratura capsular, ruptura ou infecção)”, explica o médico, que ainda alerta para o perigo de próteses de grande volume de silicone:“Elas provocam absorção de tecidos adjacentes (inclusive de parte óssea, quando colocadas atrás da musculatura). No Brasil, a maioria dos cirurgiões plásticos opta por colocar os implantes subglandulares (na frente do músculo)”. Segundo Ramalho, algumas cirurgias plásticas não deveriam ser realizadas. E que, em alguns casos, para evitar riscos e frustrações, o melhor é não realizar o procedimento. “Cerca de 30% das pacientes que pretendem operar, eu nego as cirurgias. Ou pelo excesso de peso ou devido à expectativa irreal do resultado que a plástica pode oferecer. Não existe mágica.”

O cirurgião afirma que não é tão simples reparar uma plástica malsucedida. “Sem dúvida, a primeira cirurgia sempre será mais simples do que as cirurgias subsequentes (secundárias ou terciárias). Isso ocorre devido à fibrose, que são cicatrizes ‘internas’ que todas as cirurgias provocam. Logo na primeira vez que a paciente vai operar, o plano anatômico está intacto. A partir da segunda cirurgia, já com a fibrose, o plano anatômico está modificado, dificultando o cirurgião. Por isso, é importante escolher bem o cirurgião plástico para operar apenas uma vez”, completa.


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