Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

'Creed II' é meio clichê, mas tem cenas que fazem você dar soco no ar

Novo filme da franquia que dá sequência à história de Rocky Balboa, agora com Michael B. Jordan como protagonista, estreia nesta quinta (24)


postado em 24/01/2019 05:02

Viktor Drago (Florian Munteanu) e Adonis Creed ( Michael B. Jordan) disputam a luta de suas vidas em Creed II. Longa estreia hoje(foto: WARNER/DIVULGAÇÃO)
Viktor Drago (Florian Munteanu) e Adonis Creed ( Michael B. Jordan) disputam a luta de suas vidas em Creed II. Longa estreia hoje (foto: WARNER/DIVULGAÇÃO)

Rocky IV (1985) é o filme de maior bilheteria da franquia protagonizada por Sylvester Stallone. Carregou, por 24 anos, o título de filme sobre esporte mais bem-sucedido financeiramente – foi batido somente em 2009 por Um sonho possível, com Sandra Bullock.

Foi na última década da Guerra Fria (1945-1991) que o mundo acompanhou o embate, também nos ringues, entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética. Na verdade, foram duas lutas de vida e de morte. No enredo, o boxeador soviético Ivan Drago (Dolph Lundgren) chega aos EUA para desafiar o atual campeão mundial, Rocky Balboa (Stallone). Este cede o lugar para seu amigo, o ex-campeão Apollo Creed (Carl Weathers), que queria voltar a lutar.

Drago é impiedoso com Creed, que morre no segundo round. Rocky, para vingar o amigo e devolver o título ao seu país, vai para a Sibéria para um treinamento extenuante. Acaba com Drago na luta final, como não poderia deixar de ser.

Com estreia nesta quinta (24) nos cinemas brasileiros, Creed II, novo filme da franquia protagonizada por Michael B. Jordan, que vive Adonis, o filho de Apollo, recupera tal história. Agora detentor do título de campeão mundial de pesos-pesados, Adonis é provocado pelo filho de Ivan, Viktor Drago (papel do boxeador romeno Florian Munteanu).

VINGANÇA Ivan Drago caiu em desgraça depois de perder para Rocky. Foi banido de Moscou, perdeu o prestígio e até a mulher, Ludmilla (Brigitte Nielsen, lançada ao estrelato com o filme de 1985). Vive atualmente como trabalhador braçal com o filho em Kiev, na Ucrânia. Quer vingança de toda maneira.

Lançado em 2015, Creed: nascido para lutar foi o filme que catapultou a carreira de Michael B. Jordan (agora com ainda mais prestígio graças ao vilão Erik Killmonger, de Pantera Negra) e recuperou a de Stallone (que venceu o Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar pelo papel).

Hoje uma estrela, Jordan é o protagonista inconteste da sequência. Se no filme anterior Rocky ainda tinha questões a ser resolvidas – era um triste viúvo que resolve, no início a contragosto, ajudar o filho do amigo morto e se tornar um profissional dos ringues – neste ele aparece menos. O papel de Stallone é servir de apoio para o personagem de Jordan, este, sim, cheio de pendências.

Não é difícil imaginar onde o enredo vai parar. Contra tudo e todos, Adonis aceita as provocações de Viktor, um lutador bem maior do que ele. Sozinho em suas (más) decisões, ele acaba machucado nos ringues e deprimido na vida civil. Somente com a ajuda de Rocky conseguirá se recuperar.

Ainda que o enredo seja previsível, Creed II vai agradar à nova geração – o carisma de Jordan é inconteste – e também àqueles que assistiram a Rocky IV. São várias as referências – se Rocky foi para a Sibéria para treinar, Adonis tem seus treinos, também sob péssimas condições, no deserto. O encontro entre Rocky e Ivan Drago é outro bom momento. Para não entregar mais, vale dizer que personagens do longa de 1985 reaparecem neste.

Mesmo atualizado, Creed II carrega nos clichês e autorreferências – as célebres escadas da Filadélfia, o sentimentalismo e a trilha sonora. Quando os primeiros acordes de Gonna fly now (Bill Conti), a música-tema de Rocky, tocam no ringue, não há como não vibrar. E dar uns socos no ar acompanhando os jabs e diretos dos personagens, mesmo que da cadeira do cinema saibamos, de antemão, quem sairá vitorioso do ringue.


Publicidade