(none) || (none)
UAI

Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

Comum, mas desconhecida


postado em 12/11/2018 05:06


No Dia Mundial do Diabetes – quarta-feira, 14 de dezembro –, a celebração vai destacar a conscientização da família na gestão da doença. Isso porque dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o diabetes não para de crescer no mundo. O envolvimento familiar ajuda portadores a controlar os principais fatores de risco: sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e alimentos calóricos.
O Atlas da OMS aponta que a prevalência global do diabetes é de 8,8%, totalizando 425 milhões de casos. Prevê que, em 2040, a doença atinja uma em cada 10 pessoas. No Brasil, 8,1% da população tem diabetes – 16,8 milhões de cidadãos. Entre as mulheres, a incidência é de 8,8%, contra 7,4% dos homens.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, a mulher tem maior tendência a se tornar diabética porque na maternidade pode ganhar peso – 16% contraem o diabetes gestacional, que, embora desapareça depois do parto, pode se tornar um mal permanente.

“O problema é que se trata de uma doença progressiva, aumentando em até 25 vezes o risco de perda da visão” alerta o especialista. Isso se deve ao fato de a doença afetar toda a circulação, inclusive dos delicados vasos sanguíneos do fundo do olho, sem dar qualquer sinal de alerta no início. Por isso, todos os diabéticos devem fazer exames oftalmológicos periódicos. Caso enxerguem manchas escuras, a pessoa deve consultar o especialista imediatamente.

A evidência do maior risco de cegueira entre diabéticos foi comprovada por recente pesquisa desenvolvida em 41 países, incluindo o Brasil. Ela mostra que metade desses pacientes só foi diagnosticada anos depois de conviver com a doença. Quanto mais tardio o diagnóstico, maior a chance de perder a visão. Pior: um terço dessas pessoas – 31% – nunca receberam informações sobre retinopatia e edema macular decorrentes do diabetes, importantes causas de perda definitiva da visão entre pessoas de 20 a 60 anos.

Queiroz Neto destaca que, no Brasil, o primeiro diagnóstico de diabetes costuma ocorrer durante o exame de fundo de olho, pois o brasileiro não tem o hábito de fazer checape. A visão, ressalta ele, responde por 85% de nossa integração com o meio ambiente. Por isso, determina a independência conforme envelhecemos.

O diabetes dobra o risco de contrair catarata, aponta estudo realizado no Reino Unido com cerca de 50 mil pessoas. Queiroz Neto explica que isso ocorre porque os depósitos de glicemia nas paredes do olho somados às constantes oscilações dos níveis glicêmicos aumentam a formação de radicais livres, acelerando o processo de envelhecimento do cristalino.

O especialista adverte: o adiamento da cirurgia é contraindicado, pois torna o procedimento mais perigoso e porque a catarata avançada impede o bom acompanhamento de alterações na retina causadas pelo diabetes, podendo levar à perda irreparável da visão. O especialista explica que 10% dos casos de diabetes são do tipo 1, causada por uma alteração no sistema imunológico, o que dificulta a produção de insulina pelo pâncreas. A falta de insulina, hormônio que transforma a glicose dos alimentos em energia, cria depósitos de glicemia no sangue.

O tratamento para reequilibrar o organismo é feito com reposição de insulina.“Nos outros 90% dos casos, o diabetes é do tipo 2, resultante da resistência das células à insulina relacionada à hereditariedade, sedentarismo, obesidade e estresse”, explica o oftalmologista. O tratamento é feito com medicamentos que estimulam a produção de insulina, mas a manutenção da dieta equilibrada é fundamental. O problema é que 44% dos participantes da pesquisa afirmaram ter dificuldades para manter a dieta correta.

Tratamentos da retinopatia diabética e edema macular combinam mais de uma terapia. O laser ainda é o recurso mais utilizado. Cerca de 29% dos participantes da enquete afirmaram ter dificuldade para pagar os exames. A boa notícia é que, no Brasil, planos passaram a cobrir dois procedimentos por determinação da Agência Nacional de Saúde.

Queiroz Neto destaca que a Tomografia de Coerência Óptica – OCT –, exame de imagem usado no diagnóstico, e a terapia anti-VEGF têm cobertura dos planos de saúde. Por isso, mais cidadãos podem proteger sua visão das doenças na retina.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)