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Excesso de testosterona pode levar à cegueira


postado em 24/03/2019 05:05

A hipertensão intracraniana idiopática (HII) é uma enfermidade caracterizada por alta pressão no cérebro, que pode gerar dores de cabeça extremamente fortes e também a cegueira. Por meio de um experimento científico, pesquisadores ingleses descobriram que essa enfermidade, que atinge principalmente as mulheres obesas, pode estar relacionada ao aumento dos níveis de hormônios no corpo, como a testosterona. As descobertas foram publicadas na última edição da revista JCI Insight.

 

Os autores do estudo explicam que a HII foi originalmente identificada há mais de 100 anos, mas a causa da doença permanece desconhecida. Esse problema de saúde é considerado raro, mas está aumentando, provavelmente na esteira do aumento da obesidade. De acordo com os autores da pesquisa, houve um aumento de 150% na incidência de HII nos últimos 10 anos.

 

No estudo, os pesquisadores examinaram os níveis de andrógenos no sangue e na urina de voluntárias, além do fluido cerebral conhecido como líquido cefalorraquidiano (LCR). Participaram do experimento 55 mulheres com HII e idade entre 18 e 45 anos. Os investigadores compararam os resultados com os níveis observados em mulheres também obesas e na mesma faixa etária e um grupo de voluntárias com síndrome dos ovários policísticos (SOP), um problema associado a níveis altos de hormônios e que pode causar excesso de pelos e períodos menstruais irregulares.

 

A equipe descobriu que as pacientes com HII tinham perfil hormonal diferente do das participantes com SOP. Uma das condições mais notáveis foi o alto nível de testosterona detectado nas mulheres do primeiro grupo. “Por mais de 100 anos, a causa da hipertensão intracraniana idiopática é desconhecida. Essas descobertas marcam um passo-chave para a frente. Pela primeira vez, encontramos um padrão de desregulação androgênica que é exclusivo da HII e, potencialmente, um fator de pressão cerebral anormal em pessoas com a doença”, frisa Alex Sinclair, pesquisador da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, e um dos autores do estudo.

 

Os pesquisadores acreditam que os dados obtidos podem ajudar no desenvolvimento de tratamentos para a doença, que tem poucas opções terapêuticas atualmente. “Compreender a causa de uma enfermidade é um passo vital para, finalmente, aperfeiçoar os tratamentos, melhorar o atendimento ao paciente e os resultados”, diz Sinclair.


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