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Estado de Minas

Combate à aftosa mira 10 milhões de cabeças

Essa é a meta do IMA para a 2ª etapa anual da vacinação obrigatória, neste mês, em todo o estado. Imunização contempla os rebanhos bovino e bubalino


postado em 04/11/2019 04:00 / atualizado em 03/11/2019 20:15

Henry Milleo %u2013 Gazeta do Povo - 1/11/05
Os produtores que não imunizarem seu rebanho ficam sujeitos à autuação de 25 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais por animal, o equivalente a R$ 89,83 por cabeça (foto: Henry Milleo %u2013 Gazeta do Povo - 1/11/05)
Minas Gerais detém o segundo maior rebanho bovino do país, com cerca de 23,4 milhões de cabeças – o que representa 10,7% do gado brasileiro. A garantia da boa saúde animal ganha importância neste mês, com a campanha de vacinação contra a febre aftosa, aberta na sexta-feira. A imunização é gerenciada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que fiscaliza a vacinação por parte dos produtores rurais.

A segunda etapa anual da vacinação contra a doença é realizada em novembro, dando seguimento à outra fase, ocorrida em maio. De acordo com o IMA, deverão ser vacinados nessa etapa  10 milhões de bovinos e bubalinos, de zero a 24 meses, em todos os 853 municípios mineiros. O Instituto alerta para o fato de que a campanha é obrigatória. O produtor que não imunizar o seu rebanho estará sujeito à autuação de 25 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) por animal, o equivalente a R$ 89,83 por cabeça.

O produtor deverá acessar o site  https://www.sidagro.ima.mg.gov.br/portaldoprodutor para imprimir a declaração de vacina. Com o documento em mãos, ele deverá adquirir a vacina e fazer a vacinação neste mês. O criador deverá comprovar a imunização do seu rebanho, com a entrega da declaração preenchida ao IMA até 10 de dezembro.

O descumprimento da norma sujeita o produtor à autuação de cinco Ufemgs, o equivalente a R$ 17,96 por animal. O IMA também solicita que o produtor entregue a cópia do Cadastramento Ambiental Rural (CAR) no momento da declaração. A documentação deverá ser apresentada em um dos escritórios do órgão no estado.

O gerente de Defesa Sanitária Animal do IMA, médico-veterinário Guilherme Negro, ressalta a importância da vacinação para manutenção da saúde do rebanho e do reconhecimento internacional como zona livre com vacinação, obtido pelo estado junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “Este status favorece o agronegócio e o acesso da carne bovina e dos produtos da bovinocultura de Minas a mercados internacionais, contribuindo de forma significativa para o Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto da produção de bens e serviços do estado) mineiro”, diz.

Eficácia O coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa no IMA, médico-veterinário Natanael Lamas Dias, chama a atenção para a necessidade de engajamento dos pecuaristas na campanha de vacinação, de forma a garantir eficácia na imunização dos animais dentro do prazo estabelecido. “Entre os cuidados, é necessário manter as vacinas contendo a dose de 2 ml armazenadas em temperatura entre dois e oito graus centígrados, desde o momento em que for adquirida em estabelecimento registrado, até a hora da aplicação”, explica.

Concentrando o segundo maior rebanho bovino nacional, Minas Gerais detém o status de área livre de aftosa com vacinação desde 2001, concedido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Em 2018, o estado ocupou o quarto lugar no ranking nacional das exportações de carne bovina, com receita de US$ 604 milhões, ou 9,2% do total nacional. A China é o principal comprador do produto mineiro, respondendo por 59% do total das vendas externas.

Paraná é único estado livre

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A vacina sofreu alterações neste ano e houve a redução na dosagem de aplicação, agora de 2ml (foto: Sindan/Divulgação %u2013 1/11/05)

Na segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa, iniciada na última sexta-feira, deverão ser imunizados em todo país cerca de 87 milhões de cabeças, de um total de 216 milhões de animais do rebanho nacional. Os números são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
De acordo com o Ministério, a maioria dos estados deve vacinar animais com idade de até 24 meses, como é o caso de Minas Gerais. A exceção são Acre, Amapá e Espírito Santo, que precisam vacinar o rebanho de todas as idades, conforme o calendário nacional de vacinação do Mapa.
 
Pela primeira vez desde o início da vacinação contra a aftosa no país, o Paraná não participará da campanha. A suspensão da imunização do rebanho paranaense faz parte do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a ampliação gradual de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país. Até então, o único estado que não vacinava o rebanho era Santa Catarina, área livre da doença desde 2007. A unidade da Federação que conta com o maior rebanho bovino é o Mato Grosso, que espera vacinar mais de 30 milhões de animais, de acordo com informações da Associação de Criadores do Estado (Acrimat).
 
Neste ano, a vacina teve alterações na formulação, com redução na dosagem de aplicação, de 5 ml para 2 ml – a vacina passou a ser bivalente, permanecendo a proteção contra os vírus tipo A e O e removido o tipo C. De acordo com estudo do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), o último foco de febre aftosa com o sorotipo C nas Américas ocorreu em 2004. Com as mudanças, as apresentações comercializadas agora serão de 15 e 50 doses. A composição do produto também foi modificada com o intuito de diminuir os nódulos nos animais vacinados. (LR)


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