Jornal Estado de Minas

OPINIÃO SEM MEDO

Os pais dos pobres: Lula e Bolsonaro pertencem ao 1% mais rico do Brasil

Político que não defende - ao menos nos discursos inflamados e nos palanques - os pobres, não tem muito futuro em Banânia, não. Muitos são multimilionários, o que, se forem honestos e trabalhadores, não é demérito algum. Ao contrário. Contribuem para o crescimento do País, pagam fortunas em impostos, geram empregos etc. Duro, porém, é ver este pessoal jurar amor às causas sociais e se dizer defensor dos pobres. Em época de eleição, então, todos se transformam em Madre Teresa de Calcutá.





Lula e Bolsonaro possuem muito mais semelhanças que diferenças. São autocratas, populistas, enrolados até o pescoço com a Justiça, trabalham em prol de si mesmos - e de seus filhos!! - e, surpresa nenhuma, são milionários. O meliante de São Bernardo, por exemplo, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de 7,5 milhões de reais. Já o verdugo do Planalto disse ser possuidor de 2,3 milhões de reais. Ambos, portanto, pertencem ao seleto grupo do 1% mais rico do Brasil. Viva os pais dos pobres!

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para fazer parte do 1% mais rico do Brasil é preciso uma renda mensal de 15 mil reais. Obviamente, tanto o líder do petrolão como o patriarca das rachadinhas ganham muito mais do que isso. Além do mais, é necessário um patrimônio superior a 300 mil dólares, aproximadamente 1,6 milhão de reais - moleza para os dois!! Ainda segundo o Instituto, os 50% mais pobres possuem uma renda mensal de apenas 453 reais. Desigualdade pouca é bobagem, né, não? 

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Enquanto isso, mais de 70% da população brasileira tem patrimônio menor que 50 mil reais. E estes são os felizardos, pois 78% das famílias estão endividadas, ou seja, possuem patrimônio negativo, e 67 milhões de pessoas estão inadimplentes, com os nomes sujos. Ao declararem suas fortunas (e sabemos que as somas são muito maiores, seja pela não correção dos valores ou ‘outras cositas más’), o chefão petista e o devoto da cloroquina deveriam ser excluídos, de saída, do rol ‘povo’. Quiçá, representantes dele (povo). 

Passaram a vida (política) vivendo como reis. Se um dia foram pobres, foi quando não estavam pendurados nas tetas da vaca pública, leia-se, o dinheiro que os otários aqui produzem. Lula, quando trabalhador, não foi capaz de enriquecer. Bolsonaro, idem. Bastaram entrar para a política e… ulalá! Deu-se a multiplicação dos pães.Em nome de Jesus, claro.

Na boa, se estes sujeitos representam alguém, ou alguma coisa, são as elites empresariais e políticas do País, isso sim, ainda que tomem tubaína e comam macaxeira em véspera de eleição. Cínicos duma figa!