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Adeus de Jean-Paul Gaultier ao mundo fashion continua a repercutir

Gente da moda, artistas, empresários, beldades e milionários prestigiaram a badalada festa de despedida do estilista. Choveram pedidos para que ele reveja sua decisão


postado em 09/02/2020 04:00

Com meio século de carreira, Jean-Paul Gaultier deixou o mundo da moda no início deste ano(foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP)
Com meio século de carreira, Jean-Paul Gaultier deixou o mundo da moda no início deste ano (foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP)

Continua a repercutir a monumental festa de despedida da alta-costura do estilista Jean-Paul Gaultier, dito l'enfant terrible da moda mundial, realizada no Théâtre du Châtelet, em Paris, com presença de mais de 800 pessoas. O evento marcou os 50 anos de carreira do francês e sua saída do cenário fashion internacional por vontade própria. No público, gente da moda, artistas de cinema, empresários, beldades internacionais, milionários e sabe-se lá o que mais. Houve choros e protestos para Gaultier reconsiderar sua decisão. O que pode até acontecer.

METRÔ DE BH
FATOS E PERSPECTIVAS 

O secretário estadual de Infraestrutura e Mobilidade, Marco Aurélio Barcelos, em palestra na Sociedade Mineira de Engenheiros, abordou pontos importantes relativos a obras que o governo do estado pretende realizar em BH e em Minas Gerais. Um dos assuntos focalizados foi a expansão do metrô da capital. Disse o secretário que nunca o estado esteve tão perto de realizar essa meta. E deu a receita. Em primeiro lugar, haverá o fatiamento da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), empresa federal que cuida das obras do metrô. Barcelos afirmou que a CBTU é ineficiente, inchada e sediada no Rio de Janeiro, onde não faz coisa alguma.

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Com o fatiamento, haverá uma CBTU dedicada especialmente a Minas Gerais, que passará a ser controlada pelo governo do estado. De acordo com Barcelos, em seguida, haverá a privatização da CBTU. A empresa particular que arrematá-la em hasta pública terá a responsabilidade de realizar as obras de expansão do metrô de BH. Aí então ficará tudo resolvido.


DIVÓRCIOS E CASÓRIO
MERCADO MOVIMENTADO

Dados de 2019 sobre casamentos e divórcios no Brasil ainda não foram coligidos, mas os de 2018 acusam que o país registrou 1,053 milhão de casórios civis, contra 1,070 milhão em 2017, 
queda de 1,6%. Por outro lado, fato a se destacar é o aumento impressionante de casamentos de pessoas do mesmo sexo registrado em 2018, que foi de 61,7%. Moças e rapazes, com a legalização do processo, dispararam a se casar. Em 2018, houve 9.520 enlaces entre pessoas do mesmo sexo, contra 5.887 em 2017.

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Outro fato a se realçar: as mulheres estão ganhando dos homens. O aumento de uniões femininas foi de 64,2%. Passou de 3.387, em 2017, para 5.562, em 2018. Tudo indica que em 2019 o aumento será maior. Por outro lado, o brasileiro está se divorciando cada vez mais. O número de divórcios oficializados em 2018 foi de 385.246, contra 373.216 em 2017.

AGROTÓXICOS
DECISÃO DO STF

Em medida criticada por ambientalistas e defensores da agricultura sadia, o governo Jair Bolsonaro liberou a utilização de 500 agrotóxicos no Brasil, país que mais lança mão desse recurso no mundo para estimular a agricultura. A esse respeito, em 20 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal coloca em julgamento a redução do ICMS para agrotóxicos, proposta do governo com o objetivo de facilitar o uso desses produtos no campo. A redução do ICMS chega a 60% da base do cálculo do imposto nos estados. A concessão fiscal vem sendo considerada anticonstitucional, acusada de violar os direitos fundamentais à saúde e afrontar o meio ambiente.

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Anualmente, o comércio de defensivos agrícolas no Brasil atinge valores que chegam perto de R$ 20 bilhões, sendo que mais de 90% desse mercado é controlado por empresas de capital estrangeiro. A esperança é que o Supremo anule a decisão do governo Bolsonaro.

ENCHENTES
PREVENÇÃO EM FOCO

O senador mineiro Carlos Viana (PSD) é o relator do projeto apresentado pelo ex-deputado Chico Alencar que estabelece regras e mecanismos para prevenir enchentes e deslizamentos de terra nos municípios, medida das mais necessárias. Em tramitação no Senado, a proposta prevê que o plano diretor dos municípios amplie áreas de preservação e proteção ambiental, também controlando e eliminando assentamentos urbanos irregulares. Como diz o vulgo, o projeto é uma beleza. No entanto, colocá-lo em execução depois de aprovado vai ser dureza. Botar o guizo no gato sempre foi um problema.

MEIA-ENTRADA
ETERNO DILEMA

Chamou a atenção, há poucos dias, o encontro de um grande grupo de cantores sertanejos com o presidente Jair Bolsonaro. Um dos assuntos tratados foi a eliminação da meia-entrada, embora o tema não constasse da pauta. A meia-entrada nos espetáculos de todo o tipo tem sido um ponto de constante polêmica, pois esse artifício para beneficiar a juventude estudantil (depois estendido a idosos, etc) vem sendo criticado por artistas. É considerado ineficiente, porque para compensar o desconto, provoca o aumento da inteira.

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A classe estudantil não admite o fim da meia-entrada. Ao mesmo tempo, tem gente que considera o privilégio injusto. Jovens de baixa renda, que são os que têm menos recursos para frequentar espetáculos, não são beneficiados. Jovens que ganham salário mínimo, de famílias de pequena renda ou sem mesada não são considerados dignos da meia-entrada, o que, de certa forma, é um disparate.
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O jornalista e economista Joel Pinheiro da Fonseca, filho do filósofo e economista mineiro Eduardo Giannetti da Fonseca, fez uma abordagem interessante do assunto. Para corrigir a injustiça em 
relação aos jovens de baixa renda, ele propõe uma medida do tipo Stanislaw Ponte Preta: “Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos”. Sugere que jovens de baixa renda paguem apenas 25% do valor do ingresso. O que diria a classe artística?

COINCIDÊNCIA
CARMEN E ARY

Coincidência ligando dois grandes artistas, um pouco conflitante, mas coincidência quand même. A data de hoje, 9 de fevereiro, marca os 111 anos de nascimento de Carmen Miranda em Canaveses, Portugal. De prestígio internacional, a cantora e atriz luso-brasileira se projetou interpretando canções do compositor Ary Barroso, mineiro de Ubá. Coincidentemente, em 9 de fevereiro de 1964, Ary morreu de cirrose hepática, no Rio de Janeiro. Carmen gravou 30 composições do mineiro, de quem era grande amiga. Aquarela do Brasil é a canção nacional que mais rende direitos autorais no exterior. Mais do que Garota de Ipanema.

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