
A proposta do governo do presidente Luiz Inácio da Silva para a agropecuária está clara na espécie de mantra que ele repetiu exaustivamente durante a campanha eleitoral e que já está assimilado pelo novo titular do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, que é incentivar o aproveitamento de áreas degradadas para ampliar o volume de terra agricultável e de pastagem do país sem que haja a necessidade de desmatamento para ampliar a fronteira agrícola. Estima-se que existam no país, entre terras abandonadas que são mal utilizadas ou estão em processo de erosão, 140 milhões de hectares de áreas degradadas. Esse volume é quase o dobro da área plantada na safra 2022/2023, de 76,8 milhões de hectares, e que, segundo estimativas de novembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), devem gerar uma produção de 313 milhões de toneladas de grãos.
