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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Na 'Toca 3', com a China Azul, Cruzeiro vence e é líder isolado

Com a promessa de contratações na janela de julho, não teremos dúvidas de que o Cruzeiro voltará ao seu lugar de origem


23/05/2022 04:00

Torcida celeste no Mineirão
Quase 60 mil torcedores lotaram o Mineirão e saíram de lá felizes com a vitória do Cruzeiro, líder da Série B (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)


O Cruzeiro derrotou o Sampaio Corrêa por 2 a 0, gols de Rafa Santos e Edu, reassumiu a liderança isolada do Brasileirão da Série B, com 19 pontos, e segue seu caminho rumo à elite do futebol brasileiro. Domingo de pouco frio e de jogo em horário maravilhoso e decente, às 11 da manhã. Mineirão lotado pela China Azul, na esperança de ver mais uma grande vitória, dessa vez, sobre o Sampaio Corrêa. Quando o jogo começou, o Cruzeiro era o segundo colocado, com a mesma pontuação do Bahia, mas com uma partida a menos e menor saldo de gols. Mas o vovô, a vovó, o tio, a tia, as crianças foram ao Mineirão na certeza de uma grande exibição do time azul e de fazer uma festa, como a torcida fez contra o Remo. Aquilo foi de arrepiar.

O Patrão não estava no Mineirão, pois, na Espanha, seu time, o Valladolid está próximo do acesso à elite. Mas é claro que o Fenômeno estava ligado e com o coração no Gigante da Pampulha. O técnico Pezzolano contava com a volta de jogadores importantes e isso era mais uma certeza de que eles não iriam decepcionar os 60 mil pagantes. Aliás, que torcida é essa? Em 31 horas foram vendidos 50 mil ingressos, ainda na quinta-feira. O torcedor azul tá dando um show, mostrando que o amor pelo clube independe da colocação ou da divisão em que esteja.

No primeiro lance do jogo, quase o Cruzeiro marca com Edu. O goleiro fez defesa milagrosa, e Jajá, no rebote, atingiu a mão do goleiro do Sampaio Corrêa. Mas, Edu estava impedido. É um Cruzeiro muito bem treinado, com organização e alguma qualidade, isso com R$ 35 milhões de orçamento. A gestão anterior queria gastar R$ 95 milhões, sem ter receitas. Uma irresponsabilidade!

Zé Ivaldo assustou Luiz Daniel, em um chute forte, que passou raspando a trave. A impressão era de que o Cruzeiro abriria o placar rapidamente, tamanha a sua pressão. O gramado do Mineirão, que eu sempre elogiei, estava péssimo. A bola não rolava, quicava. Jajá fez bela jogada e chutou na trave. A torcida foi à loucura. Edu tabelou com Jajá, que cara a cara com Luiz Daniel, chutou em cima dele. Que chance perdida! Lucas Araújo foi expulso e isso poderia facilitar as coisas para o Cruzeiro. Virou um jogo de ataque contra a defesa. O gol era mesmo questão de tempo. O problema era que o Cruzeiro alçava bolas na área e isso facilitava para a defesa do time maranhense. Precisava tabelar mais, por a bola no chão. Edu perdeu outra chance. A bola não queria entrar. O goleiro Luiz Daniel foi o grande nome do primeiro tempo, impedindo os gols cruzeirenses, principalmente no finalzinho, quando fez duas defesas gigantescas.

Se no primeiro tempo não deu, logo no começo da etapa final deu. Rafa Silva tocou para Jajá, que devolveu para ele. Com tranquilidade, Rafa Silva chutou no canto e fez Cruzeiro 1 a 0. O China Azul foi ao delírio. Que festa na “Toca 3”! O Cruzeiro queria mais, com um homem a mais, a chance de aumentar o saldo de gols era grande. Como é bom ver a organização do time azul. Muito bem comandado e um esquema de jogo seguro, principalmente na defesa, com três zagueiros. Tanto que o time não sofre gols há 6 jogos.

O jogo caiu um pouco em intensidade. Não me venham dizer que o desgaste no horário é grande, pois o jogador tem todo o conforto e é preparado para isso. Esse horário é espetacular. Só mesmo a TV, que detém os direitos, defende jogos no imoral horário das 21h30, num país tão violento como o Brasil. Depois da parada para hidratação, Edu fez Cruzeiro 2 a 0. A vitória estava sacramentada. Cruzeiro, mais líder do que nunca, e a China Azul foi para casa, almoçar, feliz da vida. Com a promessa de contratações na janela de julho, não teremos dúvidas de que o Cruzeiro voltará ao seu lugar de origem, a Série A, onde conquistou os maiores títulos para a sua história e de Minas Gerais.



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