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Estado de Minas Atlético

Com Sérgio Coelho, José Murilo Procópio e os quatro Rs, o Galo voltará a ganhar taças


21/11/2020 04:00 - atualizado 21/11/2020 19:20

A nova diretoria do Atlético terá a missão de voltar a dar títulos ao clube como nos tempos de Ronaldinho(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press %u2013 30/7/14)
A nova diretoria do Atlético terá a missão de voltar a dar títulos ao clube como nos tempos de Ronaldinho (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press %u2013 30/7/14)
O maior presidente da história do Atlético é sem dúvida nenhuma Dr. Elias Kalil, que foi pentacampeão mineiro, seguidamente, em época que os torcedores se lixavam para o Brasileirão, e montou o maior time da história do Galo, com Cerezo, Reinaldo, Éder e cia. Décadas depois, veio um dos maiores da história, e o mais vencedor, Alexandre Kalil, que conquistou a Libertadores, Copa do Brasil e Recopa, e repôs o clube no caminho das vitórias. Com ele era preto no branco, com jogadores de alto nível e a cereja do bolo, Ronaldinho Gaúcho, dado como acabado para o futebol, que se reergueu no alvinegro.

Visionário, Kalil preparou seu clube para não ter volta ao passado, e tornar-se sempre campeão. Foi sucedido por Daniel Nepomuceno, que foi vice-campeão brasileiro e idealizou o estádio do Galo, mas não ganhou as principais competições, apenas dois mineiros. Porém, lutou como um apaixonado para a realização do sonho da casa própria, e conseguiu convencer conselheiros e o próprio Kalil. Daqui a dois anos, verá o grande sonho realizado.

O Atlético, a partir do dia 11 de dezembro, viverá uma nova fase, com certeza de vitórias e conquistas. Sérgio Coelho e José Murilo Procópio formam a chapa de consenso, que deverá ser eleita, sem oposição. Com eles, os quatro Rs, responsáveis diretos pela grande campanha no Brasileiro e pela vinda de Jorge Sampaoli e vários jogadores, ao custo de R$ 170 milhões. Rubens e Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador.
Esse último, será o homem-forte do futebol do Galo. Atualmente, já contrata e acerta financeiramente com os indicados de Sampaoli. O técnico argentino só conversa com Andreata, seu homem de confiança, e Renato Salvador. Diante disso, Sérgio Coelho pretende contratar um gerente de futebol, para ajudá-lo nas questões de logística, e serem o elo entre comissão técnica, jogadores e a diretoria.

Sou a favor de diretor de futebol remunerado. Acho que Renato Salvador, que é apaixonado pelo clube, assim como toda a família Salvador, dona do nosso respeitado hospital Mater Dei, dos melhores do país. Doutor José Salvador, o patriarca, é meu fã confesso e não perde uma coluna minha. Obrigado pela audiência, doutor. Voltando ao comando do futebol, Sérgio Coelho está convencido de que o atual diretor de futebol está sem função, e, por isso mesmo, não vai continuar gastando uma fortuna por mês para mantê-lo. Além disso, ele não foi indicado pelos quatro Rs e sim pelo atual presidente, que está de saída.

Outra coisa já determinada por ele é que durante sua gestão terá auditoria do primeiro ao último dia. E explica o motivo: “Veja bem, Jaeci. Eu sou o presidente. Digamos que num dos clubes sociais seja necessário comprar 50 litros de um produto para a sauna, por mês, por exemplo. Se alguém comprar 200 litros, terá que explicar o por quê, além do preço. Isso é um exemplo pequeno, mas que pesa no bolso do clube. Transparência será a nossa marca”.

A realidade é que só o conselho deliberativo pode pedir auditoria. Aliás, doutor Castellar Guimarães, presidente do conselho deliberativo, pedirá auditoria dos três anos da gestão que está acabando. Não tenho dúvidas de que foi uma gestão que tentou sanear o clube e fazer o melhor. O Atlético caminha, a passos largos, para se tornar novamente vencedor e levantar taças. O clube está pacificado com o candidato de consenso, e isso será importante demais para o futuro nas competições.

Conheço Sérgio Coelho há 34 anos. Um sujeito sério, correto, que pautou sua vida pela lisura e decência, tornando-se um dos empresários mais bem-sucedidos do estado. Além disso, tem um trabalho filantrópico excepcional, cuidando de crianças. Um cara desses tem que ser abençoado. Foi diretor do Atlético nos anos ruins, mas isso serviu para seu aprendizado. Tenho a certeza de que ele volta muito mais maduro, mais sereno, entendendo que as críticas fazem parte do processo, desde que sejam ao cargo e não à pessoa, e que os elogios também virão na mesma proporção, pelo menos da minha parte. Sempre fui assim e não vou mudar. Sei que já perdi alguns “amigos” por essa postura, mas aqueles que só querem viver sob elogios, realmente não são amigos. O futebol é assim. O amigo de hoje pode ser o inimigo de amanhã. O traidor de ontem pode ser o traído de hoje, e segue a vida. Não deveria ser assim, já que o futebol, ou o esporte em geral, serve para aproximar povos, gente, e não para afastar.

Sérgio Coelho está como uma criança realizando um sonho. Tenho conversado muito com ele, mas não quero o privilégio de uma entrevista exclusiva, agora. Ele dará uma coletiva, dia 27, e é sempre importante respeitar o momento. Não posso usufruir de sua amizade e tirar proveito disso. Teremos tempo para fazermos entrevistas exclusivas, ao longo dos seus três anos de gestão. Caberá a ele inaugurar o estádio, sonho da massa, e levar o Galo à Libertadores ou, quem sabe, ao título do Brasileirão, que o clube não vê há 49 anos.

Desde que os quatro Rs entraram no Atlético, investindo e contratando, os torcedores estão esperançosos por dias melhores e conquistas de taças. Não tenham dúvidas de que com Sérgio Coelho isso acontecerá. E ele tem a humildade de dizer que vai gerir o clube com José Murilo Procópio, a equipe dos quatro Rs e com o presidente do conselho, Dr. Castellar Guimarães. É um grande caminho essa abertura e essa transparência. E tenho a certeza de que Sérgio Coelho não trairá nenhum deles. Essa palavra, não faz parte do seu dicionário. Gratidão e lealdade, sim. Podem apostar nisso. Ele tem recebido apoio de todos os lados. Como sempre foi um cara do bem, que se entrosa com todos, e não é arrogante, tem tudo para fazer história no clube que ama. Boa sorte, presidente Sérgio Coelho. Não se esqueça de que você vai conduzir uma nação de 8 milhões de fanáticos.

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