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Estado de Minas BOMBA DO JAECI

Ignorância e covardia contra o técnico Abel Braga

Faixas colocadas nos arredores da Toca II tentam atingir o treinador celeste em sua vida particular, o que é inadmissível e não ajuda em nada o clube a sair da situação em que se encontra


postado em 23/11/2019 04:00 / atualizado em 22/11/2019 23:57

O técnico Abel foi alvo de protestos que nada têm a ver com suas funções no Cruzeiro(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 28/10/19)
O técnico Abel foi alvo de protestos que nada têm a ver com suas funções no Cruzeiro (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 28/10/19)


O fato de o técnico Abel Braga (foto) gostar de bons vinhos e de tocar piano não tem nada a ver com a campanha do Cruzeiro no Brasileirão. As faixas, colocadas no muro da Toca II, são de mau gosto e não ajudarão o Cruzeiro em absolutamente nada. Abel foi treinador e jogador do Paris Saint-Germain, e treinou outras equipes na França. Domina o idioma e aprendeu a degustar bons vinhos por lá. Sempre se dedicou a tocar piano, o que é um mérito e não um demérito, como querem os agitadores de plantão. Cobrem de Abel um melhor desempenho do time em campo e vitórias. Mas, entrar em sua vida particular é mesmo coisa de gente à toa. Uma ignorância de facções, que se acham donas do clube.

Só o Grêmio
O Cruzeiro tenta hoje, na Vila Belmiro, uma façanha que só o Grêmio conseguiu: derrotar o Santos em sua casa. O tricolor gaúcho venceu por 3 a 0. O time, dirigido por Jorge Sampaolli, está voando no Brasileirão, com belíssima campanha, nenhum craque, mas um grupo bem homogêneo, que joga pra frente e, dificilmente, deixa de fazer gols. Numa situação gravíssima, só a vitória interessa ao time azul, que terá, com esse, três jogos fora de casa – os outros serão contra o próprio Grêmio e o Vasco – e dois em casa, contra o praticamente rebaixado CSA e contra o Palmeiras, na última rodada. A esperança do torcedor é de que o time chegue à última partida, longe de qualquer possibilidade de rebaixamento.

Parreira elogia Jesus
No meu programa GBA Sports, aqui em Miami, recebi o ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira, tetracampeão do mundo em 1994, aqui nos Estados Unidos. Perguntado se os treinadores brasileiros tinham inveja de Jorge Jesus, Parreira foi taxativo: “De jeito nenhum. Talvez alguma coisa ou outra, mal colocada, tenha causado essa desconfiança. Temos um almoço de ex-técnicos e técnicos no Rio de Janeiro, todos os meses, e o que tenho ouvido dos meus pares são elogios ao trabalho de Jesus, que realmente, é brilhante. O que não se pode dizer é que ele inventou o futebol agora. Muitos técnicos e times já fizeram o que ele está fazendo no Flamengo. Acho que isso é muito mais intriga de vocês, da imprensa, do que propriamente inveja dos treinadores brasileiros”. Parreira se aposentou, e, aos 76 anos, quer curtir a vida ao lado da mulher, Leila, das filhas e netas. Uma das filhas mora aqui em Miami, onde ele tem apartamento.

Coincidências
Em 1981, quando o Flamengo foi campeão da Libertadores pela única vez, o narrador era Luciano do Vale. Galvão Bueno narrou a final do Mundial Interclubes, no Japão, entre Flamengo e Liverpool. Escalado pela Globo para narrar a decisão de hoje, contra o River, sofreu um problema no coração e não estará no estádio. Recupera-se de um cateterismo, feito em Lima, capital peruana. Luís Roberto narrará o jogo. Mas, recuperado, Galvão poderá estar no Catar, narrando uma possível final entre Flamengo e Liverpool, caso o rubro-negro seja bicampeão da Libertadores. Coincidência ou não, 38 anos depois ele poderá narrar outra final entre o clube brasileiro e o inglês, que só se enfrentaram naquela única vez. E o Flamengo goleou o time da terra dos Beatles por 3 a 0. São as coincidências do futebol.

Gabigol quer a Europa
O Flamengo já tem em caixa os R$ 100 milhões para comprar os direitos econômicos do artilheiro Gabigol, da Inter de Milão. O problema é que o jogador não quer falar sobre isso antes do término do Brasileiro e do Mundial, caso o Flamengo chegue lá. Gabigol sonha em voltar à Europa, onde foi um fracasso, com um gol em um ano, na reserva do time italiano e do português Benfica. A pergunta que fica no ar é a seguinte: as defesas brasileiras são fracas e Gabigol deita e rola aqui, ou são os defensores europeus que têm mais qualidade que os brasileiros? Como “gato escaldado tem medo de água fria”, se eu fosse o artilheiro, ficaria quietinho na Gávea.


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