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Estado de Minas

Cruzeiro a um empate do título


postado em 15/04/2019 05:05 / atualizado em 15/04/2019 08:45

O Cruzeiro derrotou o Atlético por 2 a 1, gols de Marquinhos Gabriel e Leo, descontando Ricardo Oliveira, e inverteu a vantagem para ser campeão mineiro. No sábado, jogará pelo empate para levantar a taça. Mesmo sendo derrotado, o Galo teve postura melhor, com mais garra, mais organizado e com mais qualidade. Perdeu com dignidade, dividindo os espaços do campo de igual para igual. Avisei que Levir Culpi estragou o Atlético, causando grande prejuízo. Bastou um técnico dos juniores para ajeitar a casa e fazer o time ter comportamento de equipe grande. O Cruzeiro venceu muito mais por sua superioridade técnica, pelo grupo e pelo treinador que tem. Achei a partida de ontem muito igual. Talvez o resultado mais justo tivesse sido o empate.

Um primeiro tempo morno. O Galo administrando o resultado, mas, bem organizado. O Cruzeiro meio desinteressado, esperando para dar o bote e inverter a vantagem do alvinegro. Tivemos apenas três lances relevantes antes do gol azul: um chute de Luan, que Fábio espalmou, e outro de Rodriguinho, que passou raspando a trave, além de cabeçada do próprio Luan, que bateu no travessão. Para quem viu o Atlético na quarta-feira, foi um alento. A equipe tinha a organização que jamais teve com Levir Culpi, técnico ultrapassado e ranzinza. Conseguiu marcar em seu campo, não dando espaços ao Cruzeiro. Adilson colou em Rodriguinho e não o deixou andar. Pela esquerda, Egídio era a grande opção, mas não conseguia achar os atacantes bem colocados. Fred estava isolado entre os zagueiros do Atlético. Ricardo Oliveira também era presa fácil. Aliás, os dois atacantes discutiram e levaram cartão amarelo. Cazares saiu, machucado.

Como o Galo, por ter feito melhor campanha, jogava por igualdade no saldo de gols, o empate no jogo de ida o favorecia. Porém, num lance de sorte, Marquinhos Gabriel recebeu na área e chutou cruzado. A bola desviou em Leonardo Silva, e enganou Victor: 1 a 0. Confesso que o favoritismo era do Cruzeiro, como coloquei durante a semana, mas, naquele momento, o resultado era injusto.

O Cruzeiro começou o segundo tempo querendo definir. Fred recebeu passe de Marquinhos Gabriel e foi travado por Igor Rabello. Mas o melhor lance foi do Galo. Ricardo Oliveira foi lançado na área, dividiu com Fábio, e a bola sobrou para Vinícius, que fuzilou em Leo. No lance seguinte, Chará ganhou de Dedé, cruzou e Ricardo Oliveira, livre, chutou de canhota para fazer 1 a 1. Mas o Cruzeiro não estava entregue. Córner pela direita, Robinho bateu, procurando Dedé, a bola passou por ele, mas sobrou para Leo, de canhota, tocar para o gol. Cruzeiro 2 a 1. Na verdade, a câmera mostrou que não foi escanteio, pois a bola bateu por último em Marquinhos Gabriel. Essa foi a grande reclamação de Fábio Santos.

O jogo caiu de produção. As faltas se tornaram constante. Não gostei do árbitro, inseguro e confuso. Pedro Rocha fez sua estreia. Não há como negar que, pelo péssimo jogo que fez contra o Cerro Porteño, o Galo era outro. Com postura de time, com mais disposição e qualidade. Teve outra boa chance com Ricardo Oliveira, cara a cara com Fábio, mas o atacante isolou a bola. Uma bobeira do Atlético, o Cruzeiro fez bela tabela com Fred e Pedro Rocha, a bola sobrou para Marquinhos Gabriel, que fuzilou. Victor fez grande defesa, a escanteio. Na cobrança, Fred subiu mais que Leonardo Silva e fez 3 a 1. Nesse lance, entrou em ação o VAR. O árbitro foi conferir no monitor, se houve toque de mão do Fred, e anulou o gol, pois realmente, a bola tocou no braço do atacante.

Com isso, o placar em 2 a 1 estava mantido. Geuvânio fez grande jogada pela direita, cruzou e Chará perdeu o gol de empate. Incrível! Rafinha ainda foi expulso, nos acréscimos, numa irresponsabilidade total. Adilson, do Galo, também foi expulso.

O Cruzeiro acabou vencendo, invertendo a vantagem, e, agora, joga pelo empate para ser o campeão mineiro. Se o Galo vencer pelo placar mínimo será o campeão. O Cruzeiro era o favorito e confirmou seu favoritismo com grande vitória. Este negócio de que em clássico não há favorito é balela. Coisa de jornalista ultrapassado ou que gosta de fazer média. O Cruzeiro tem a vantagem e mantém o favoritismo para sábado, mas, se o jogo for no Horto, a coisa muda de figura. Lá, o Galo é mais forte e tem condições de conquistar a taça.


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