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Estado de Minas COLUNA

A pandemia fez você pensar se tem um plano B para a sua vida?

Se permita e gaste o tempo que você ganhou nesta pandemia para experimentar. Tenho certeza que você achará coisas interessantes que jamais imaginou


16/07/2020 04:00 - atualizado 16/07/2020 07:22

Paul Stanley, guitarrista e fundador da banda Kiss, disse que nunca teve um plano B, pois sempre sonhou em ser artista(foto: Kevin Winter/AFP)
Paul Stanley, guitarrista e fundador da banda Kiss, disse que nunca teve um plano B, pois sempre sonhou em ser artista (foto: Kevin Winter/AFP)


Esta semana assisti à live do Paul Stanley, guitarrista e fundador da banda Kiss, para o bluesman Joe Bonamassa. Um detalhe me chamou a atenção. Ele disse, com muita firmeza, que nunca teve um plano B em sua vida. Sempre sonhou em ser artista.

Acho a banda Kiss uma das ideias mais geniais. Eles fazem uma apresentação circense baseada em música, com show pirotécnico, dependurados em cabos de aço, cuspindo sangue falso e, a cada turnê, apresentam novidades para os seus fãs. Começaram a carreira sempre mascarados e ninguém os conhecia. Tentaram tirar suas fantasias, mas descobriram que a magia das máscaras e suas apresentações apoteóticas eram o charme da banda. Resumindo: são um produto da indústria do entretenimento, com boas canções e agradando seu público há mais de 40 anos. E o mais importante: não têm vergonha de dizer isso. São originais!

Em um contraponto, estou lendo o livro The originals, no qual Adam Grant diz, com todas as letras, que você não deve tentar realizar seus sonhos colocando todas as fichas na mesma cesta. Citou exemplos de Steve Jobs e Bill Gates, que só largaram as universidades quando seus negócios já estavam crescendo. Aí fica a dúvida: arriscar tudo para alavancar o seu sonho ou ser mais equilibrado nas decisões?

Já disse aqui na coluna que sou formado em Economia e que trabalhei como analista de sistemas antes de largar tudo para me dedicar à música. O que me ajudou bastante foi a forma como fiz essa transição. Meu chefe na época da Belgo Mineira Sistemas, Alípio Lessa, me deu a opção de deixar a empresa aos poucos. Primeiramente, gastando as minhas férias, por causa das ausências sucessivas e, na sequência, me tornando um consultor externo, antes de deixar a empresa definitivamente.  Sou eternamente grato por essa sabedoria e ajuda.

Em tempos de pandemia, estamos na fase de pensar em como transformar um saco de limão numa bela limonada. Isso é, fazer algo novo e criativo, com limitações de execução e com possibilidades de tudo mudar na próxima semana. É muita novidade ao mesmo tempo. Para entender tudo o que está acontecendo, estou conversando com amigos de todas as áreas. Assim, passo a saber o que eles estão pensando ou fazendo. Como durmo tarde, estou adorando bisbilhotar as lives no Instagram e escutar assuntos que normalmente não me interessariam.

Hora de prosear, trocar ideias e se conectar.  Se você tem um plano B ou não, isso está fazendo pouca diferença neste momento. Se permita e gaste o tempo que você ganhou nesta pandemia para experimentar. Tenho certeza que você achará coisas interessantes que jamais imaginou. É como diz a palestrante Leila Navarro: “Permita-se experimentar. Ninguém pode garantir que dará certo, mas, se você errar o alvo, poderá experimentar um alvo novo”.


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