Publicidade

Estado de Minas PóS-QUARENTENA

Como será o 'novo normal' depois do isolamento social?

Certas experiências pelas quais fomos obrigados a passar não serão esquecidas. Na verdade, algumas serão incluídas em nossa vida


postado em 28/05/2020 04:00 / atualizado em 28/05/2020 07:24

Acrobata faz performance durante live em teatro fechado de Wuhan, na China(foto: China Out/AFP/ST)
Acrobata faz performance durante live em teatro fechado de Wuhan, na China (foto: China Out/AFP/ST)

Neste período de confinamento, o mais me incomoda é não saber o que vai acontecer, quando vai acontecer e como viveremos daqui pra frente. Esse noticiário a conta-gotas é, em alguns momentos, angustiante, exigindo muito controle de todos nós. No mundo artístico, estamos seguindo o movimento das Lives com todos os tipos de artistas.

Já fui perguntado se este tipo de show continuará a ter relevância no “novo normal”, como está sendo chamado o nosso futuro após o confinamento. Acredito que continuaremos num formato parecido como acontece no Pay Per View do futebol. As pessoas poderão assistir a um grande show internacional que está acontecendo em Londres, no conforto de suas casas, por um preço mais acessível. Como exemplo, cito a Broadway, circuito de musicais de Nova York, que já conta com a BroadwayHD e a Broadway On Demand, para quem quer assistir aos shows favoritos sem sair de casa. Você pode inclusive fazer assinatura destes canais.

Dentro deste conceito, as plataformas de venda de ingresso já se movimentaram criando seus sistemas para shows On Demand, com cobrança de ingresso. Como artista, digo que teremos que mudar a forma de fazer os nossos shows. Teremos mais opções de interação e acesso a um volume maior de pessoas. Precisaremos aprender a interagir mais com as câmeras pois elas serão os olhos deste novo publico que as Lives estão proporcionando.

Certas experiências pelas quais fomos obrigados a passar não serão esquecidas. Na verdade, algumas serão incluídas em nossa vida. O conceito de educação à distância, por exemplo, se propagou de forma rápida e com mais eficiência do que a maioria das pessoas imaginavam. Esse efeito levará as pessoas a ter pelo menos uma tela grande em casa para assistir a cursos e ler as questões apresentadas pelos professores. Ninguém merece assistir à aula numa minúscula tela de celular.

O costume de falar com familiares à distancia, via teleconferência (para evitar o contágio), fará com que os fabricantes de SmarTV’s coloquem câmeras e microfones em seus aparelhos, incluindo aplicativos de comunicação. Eu adoraria poder ligar para minha mãe, sentado no sofá da sala da minha casa, e vê-la em uma tela grande. Isso me lembraria o desenho dos Jetson’s.

A mobilidade humana será alterada porque já chegamos à conclusão de que não precisamos viajar tanto para fazer uma reunião ou ter acesso a alguma coisa que não conseguimos comprar em nossa cidade. Um outro motivo é por razões de controle sanitário. Sou dos que acredita que o mundo será mais controlado com a inclusão de algum documento ou passaporte sanitário avisando quais doenças tivemos, que vacinas tomamos e por onde passamos. A tecnologia está aí pra ajudar neste controle.

Tudo o que mudamos em nossas vidas nesta pandemia, com o passar do tempo, acabaremos esquecendo ou incluiremos em nossa vida normal; mas qual normal?

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade