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Estado de Minas

Pandemia do Coronavírus: Qual a melhor rede social para se fazer live?

Para entender melhor, é preciso voltar à origem de cada uma delas


postado em 17/04/2020 04:00 / atualizado em 17/04/2020 10:00

 O cantor Andrea Bocelli se apresentou para o mundo em uma Live pelo Youtube, diretamente de Milão, na Itália(foto: Youtube/Reproduçãoália)
O cantor Andrea Bocelli se apresentou para o mundo em uma Live pelo Youtube, diretamente de Milão, na Itália (foto: Youtube/Reproduçãoália)

A pergunta que mais recebo atualmente é: “quando o Skank fará uma live?”. Esta é a pergunta que todos os artistas estão se deparando.
 
A palavra live, até agora, foi utilizada como Hashtag no Instagram 88 milhões de vezes.
 
Em uma tradução simples para o português, o termo significa “vida”. Se alguém sonhou em algum dia viver fora do planeta Terra, estamos tendo uma experiência parecida. Confinados em nossas casas, estamos iguais aos astronautas. Para sair de nosso ambiente controlado, precisamos de todo um aparato, praticamente um traje espacial.
 
Esta situação nos mostrou que o trabalho feito de forma remota, em casa,  funciona. Só precisamos ajustar quando começa ou quando acaba o horário de trabalho. Se podemos parar um pouco para brincar com os filhos, precisaremos de uma maior flexibilidade para responder demandas fora do horário normal.
 
Com foco em diminuir o nível de estresse, a classe artística está se desdobrando para criar opções de diversão alimentando os sonhos, ativando as emoções, ou fazendo sua audiência refletir sobre algum texto interessante.
 
Fiz uma pequena pesquisa para saber qual a melhor rede social para se fazer uma transmissão. Para entender melhor, é preciso voltar à origem de cada uma delas. O Facebook foi criado para que você encontre os seus amigos; já o Twitter, para enviar mensagens curtas; o Instagram, para postar imagens com pequenos textos. A plataforma que foi desenvolvida para vídeos é o Youtube, e por isto as grandes transmissões estão sendo feitas por ela.
 
Eu costumo dizer que a inovação tecnológica chega, cria novas opções e, em determinado momento, acaba necessitando de novas regulações para evitar abusos. Algumas LIVES já estão sofrendo críticas exatamente por ultrapassarem limites de convivência ou excesso de publicidade. Esta é a famosa capacidade de adaptação do ser humano. O melhor exemplo disto é a criatividade das pessoas para criar máscaras personalizadas.
 
A palavra globalização sempre foi muito utilizada, principalmente voltada para o livre-comércio. Agora, chegou o momento em que um vírus, ser invisível ao olho humano, que veio do outro lado do mundo, muda os nossos costumes. Viramos interdependentes nos processos produtivos, mas também de nossos hábitos.
Aceleramos demais as nossas vidas sem nos preocuparmos com as consequências.
 
Já estou completando um mês dentro de casa. Até agora, aprendi várias coisas.  Como utilizar minha máquina de lavar-roupas, aspirador de pó e cozinhar, por exemplo. A atividade que prefiro é lavar os pratos. É a hora que reflito sobre o que estamos vivendo e como podemos ajudar quem mais precisa. Até poucos dias, as informações sobre pessoas que estavam morrendo por corona chegavam pela mídia. Desde a semana passada, comecei a perder pessoas conhecidas. Esta é uma guerra mundial em que o inimigo não tem ideologia, classe social ou fronteira. Temos que continuar fazendo a nossa parte, e aqui cabe um lembrete: como já dizia Thomas Hobbes, a razão é o passo e a ciência é o caminho.

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