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Estado de Minas COLUNA

'Confina vírus': empresas liberam entretenimento gratuito

Várias plataformas de comunicação e streaming liberaram canais e ferramentas on-line para que as pessoas tenham opções para trabalhar e se divertir em casa


postado em 19/03/2020 04:00 / atualizado em 19/03/2020 07:45


Em 1938, Orson Wells criou pânico em Nova York ao narrar, via rádio, uma adaptação do livro A guerra dos mundos, em que alienígenas estariam invadindo a terra. Na época, Marte estava no imaginário popular como um lugar  misterioso e essa tentativa de promover um filme gerou uma polêmica desnecessária. No fim da semana passada, quando  começou o tsunami de informações sobre o coronavírus, não consegui entender o que estava acontecendo e por alguns momentos achei que estávamos passando por uma onda gigante de fake news que me fez lembrar o fato citado acima. Agora, todos sabemos que a situação é séria e que precisamos ser organizados e metódicos para resolver esta crise.

Várias plataformas de comunicação e streaming liberaram canais e ferramentas on-line para que as pessoas tenham opções para trabalhar e se divertir em casa. Estamos vendo muita solidariedade das empresas neste momento.

A área artística está sofrendo bastante com toda essa paralisação. Como não podemos fazer eventos ou encontros com muitas pessoas, foram criados vários festivais virtuais nos quais os artistas farão  apresentações em seus estúdios ou em casa para uma audiência via streaming. Já vi festivais portugueses, espanhóis, alguns brasileiros e até grandes marcas criando conteúdo para seus clientes confinados. Os nomes são bem sugestivos, como “#EuFicoEmCasa”, “Isolamento Acústico” e “Música em casa”.

O grande problema é que a maioria das ideias acaba tendo como ferramenta uma transmissão on-line. A nossa internet não tem estrutura para tanto acesso via streaming. Anotei uma sugestão no Twitter bem interessante. Tirar as velhas tecnologias do armário, como DVD, CD, livros impressos e utilizá-las.

Acho que estamos reagindo de forma rápida, ajudados pela alta velocidade de propagação das informações. Em um primeiro momento, recebemos uma avalanche de mensagens confusas vindas dos alarmistas de plantão. Logo em seguida, chegaram os informativos mais estruturados  de como devemos agir.

Uma coisa eu tenho certeza: o mundo será outro depois que controlarmos este gigantesco problema que estamos passando. Teremos aprendido a trabalhar e se divertir de outras maneiras. Esta é uma experiência única. Não existe manual de instrução para o que está acontecendo. Adoro filmes de ficção e já vi alguns em que o nosso futuro é definido por problemas da área biológica (como este que estamos vivendo), pelo controle de nossas vidas, pelas máquinas, ou pela nossa preguiça de cuidarmos do planeta. Todos são consequências de nosso descaso em situações limítrofes.

O meio artístico está fazendo a sua parte ao tentar criar diversão e entretenimento para esse confinamento forçado. Tenho certeza de que, se cada um agir da maneira correta, na minha próxima coluna, daqui a 15 dias, estarei falando de algo bem mais agradável.

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