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Escolas de samba querem discutir o carnaval de BH com o prefeito Kalil

Márcio Eustáquio Antunes de Souza, presidente da Liga, cobra a participação efetiva da Secretaria Municipal de Cultura na gestão da folia em BH


postado em 15/09/2019 04:00 / atualizado em 13/09/2019 15:18

(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)


O carnaval ainda vai demorar, mas os bastidores da folia estão agitados. O presidente da Liga das Escolas de Samba do Estado de Minas Gerais, Márcio Eustáquio Antunes de Souza, informa que já começaram as reuniões com o presidente da Belotur, Gilberto Castro, para desenvolver um plano de trabalho. “O Gilberto tem consciência de que são necessárias melhorias significativas. 
Ele tem se mostrado parceiro e bastante receptivo a nossas propostas”. Por mais que repasses do poder público sejam significativos, a Liga vai trabalhar pelo apoio da iniciativa privada e por recursos de leis de incentivo. “É importante o empenho da Secretaria Municipal de Cultura, pois ela não se posiciona com relação ao carnaval, não discute com agentes e escolas de samba, não investe”, diz. De acordo com o presidente da Liga, é imprescindível a prefeitura construir uma cultura carnavalesca perene na capital. “Não é mais possível que o Fundo Municipal de Cultura não tenha rubrica para o carnaval e (a prefeitura) permaneça omissa, embora assistindo a Belo Horizonte ser um dos maiores destinos no período do carnaval. Pedimos uma agenda com o Kalil, para que o prefeito nos diga se a secretaria permanecerá sem se envolver com a cultura carnavalesca”, diz.

COM A PALAVRA
Márcio Eustáquio Antunes de Souza 
Presidente da Liga das Escolas 
de Samba de Minas Gerais

(foto: Júlia Lanari/Divulgação)
(foto: Júlia Lanari/Divulgação)



O carnaval de rua de BH ganhou projeção, é um dos mais procurados do Brasil. Você acredita que o desfile das escolas, um dia, ganhará destaque?
Tenho certeza. No período em que estive na Belotur, pude fazer importantes visitas técnicas para entender a dinâmica e as estruturas ideais para que BH consiga elevar, novamente, seus desfiles como o segundo maior carnaval de passarela do país. O grande problema é almejar um espetáculo grandioso e não ter verba para tal. Se o poder público investir de fato no carnaval de passarela, certamente os resultados serão maiores, inclusive em relação ao fluxo de turistas.

Como o senhor espera driblar a crise econômica para atender aos pedidos das escolas de samba de Belo Horizonte?
Com muito trabalho e criatividade. Este ano, temos boas ideias que vão envolver toda a cadeia produtiva do carnaval, a cidade, os atores da cidade. Queremos trazer o governo do estado para essa discussão, apesar do momento difícil que passamos em Minas Gerais. Vamos buscar o apoio da iniciativa privada, fundamental nesse processo.

Quais os pontos positivos do carnaval das escolas de samba de Belo Horizonte? O que precisa ser melhorado? 
O primeiro é o fato de o carnaval conseguir unir diversas vertentes da arte para criar, como a própria imprensa diz, o maior espetáculo da Terra. Se já tem arte, já vale muito a pena. O segundo é o envolvimento da população. É o momento em que é possível dar protagonismo às pessoas comuns que participam dessa construção. Isso, do ponto de vista de entrega social, é fantástico. Em terceiro, vem o trabalho. É preciso evidenciar as cadeias produtivas do carnaval, valorizando o quanto ele gera de riqueza, impostos e consumo de bens e serviços. Entre as melhorias possíveis – e são muitas –, poderíamos pensar em uma Cidade do Samba ou Usina do Carnaval. Lá poderiam ser produzidos carros alegóricos, como acontece no Rio de Janeiro, o que facilita muito. O terceiro ponto é conseguirmos profissionalizar o carnaval daqui. Além de cultura, carnaval é mercado, custa dinheiro e gera riqueza. Portanto, precisa de gestão e investimento adequados. Precisa ser pauta. Por último, temos de atrair o belo-horizontino para o carnaval de passarela, o folião que desfila nos grandes blocos. Queremos fazê-lo se apaixonar pelas construções que o carnaval de passarela possui, entendendo que isso é produção de cultura, entretenimento. Ele pode ajudar, pode participar, pode desfilar, tocar, ajudar a produzir ou simplesmente assistir àquele espetáculo maravilhoso. Com a folia diurna que Belo Horizonte tem, tentaremos trabalhar para que a terça-feira à noite seja o grande apogeu do carnaval.

Qual é a situação das escolas de samba de BH?
Estamos dialogando com a Belotur para que, por meio da Liga, em outubro seja repassada a primeira parcela da subvenção às escolas, já discutindo um plano de trabalho. Com relação a 2020, as escolas já estão preparando enredos, ensaiando. Para que todo esse planejamento saia com a menor dificuldade possível, há a necessidade de verba, claro.


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