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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

A fortaleza do Cruzeiro virá das arquibancadas

Mesmo com a quebra da promessa da diretoria celeste em manter os ingressos mais baratos até o final do ano, a China Azul precisa deixar as polêmicas de lado nesse momento e lotar mais uma vez a Toca 3


postado em 23/10/2019 04:00 / atualizado em 22/10/2019 22:41

O Cruzeiro precisa do Mineirão lotado para buscar a terceira vitória seguida no Brasileiro(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
O Cruzeiro precisa do Mineirão lotado para buscar a terceira vitória seguida no Brasileiro (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)


Semana vazia, sem rodada no meio dela, é usina para o diabo. No caso do mundo contemporâneo, a tal usina é a internet. Onde os diabinhos se fantasiam de youtubers, influencers (um tipo de colunista social de TV sem copo de uísque na mão), torcedores de Champions League e sofá. Nesse inferninho moderno, as maldades nem são tão perversas. Estão mais para polêmicas picantes, recheando linguiça sem gosto.

As duas dessa semana foram a decisão da diretoria do Cruzeiro de majorar os ingressos, à revelia da promessa de manter setores populares, e as declarações do Réver “6 a 1” cheias de chororô e ranço.

Cá na minha Mariana, cidade onde Olimpic, Flamengo, Juma, Atléticos diversos, Guarany e Marianense lutam pelo título de segunda maior torcida, assisti a tudo isso como se tentasse um sono bom e viesse aquele pernilongo insolente zunindo no ouvido. Uma chatice de dar nos nervos de tão boba. Polêmicas pequenas e fora de hora, mas, como é sabido, esse tipo de inseto não nos deixa em paz enquanto não recebe uma boa resposta.

Quanto aos ingressos, infelizmente, não há nada de novo nesse jogo. Nós torcedores sempre fomos vistos como meros “cartões de crédito” pelas diretorias, principalmente em momentos decisivos e de euforia. Na atual circunstância vexatória na qual os ventríloquos do suposto presidente nos colocaram, o quase milagre de duas vitórias seguidas nada mais foi do que a decisão esperada para nos meterem a mão.

Por isso, para mim, por mais revoltante, não devemos desviar a concentração, alimentar polêmicas em likes e retwittes ou transformar pernilongo em pterossauro. Precisamos mesmo é fazer o que só nós torcedores somos capazes: nos unir em prol do amor comum, o Cruzeiro.

Peeeemmm! Mas fica aqui o alerta aos passadores de pano. Se o Conselho Paquiderme Deliberativo e a oposição “ghost” (que só assombra e é corajosa no submundo, mas nunca coloca a cara para defender a torcida) não tiveram coragem de bancar o anseio das arquibancadas por uma mudança estatutária radical no clube, saibam que nós, ao final de todo esse drama, não nos esqueceremos (nem nos calaremos). Wagner Nonato Pires Machado de Sá, a gangue vinda no seu vácuo e os conselheiros omissos e/ou cúmplices ainda terão de explicar centavo por centavo.

Quanto à segunda polêmica, a raquetada no mosquitinho falante será ainda mais cirúrgica. Vai em forma de bilhetinho mesmo:

“Réver, sem necessidade, você tentou justificar um vídeo bobo usando de desprezo ao seu eterno fantasma, o Cruzeiro. Ao contrário do seu pensamento, o cruzeirense não SACANEIA mais. Ele CONQUISTA mais. Ele não se ilude com o mantra da ‘aldeia’ e da elite de caráter abalado que tentam transformar em ‘rival’ um clube perto de completar MEIO SÉCULO sem um campeonato brasileiro e passar UM SÉCULO inteiro sem bicampeonatos. Mas sim, Réver. Você tem razão. O Atlético de Lourdes mudou desde quando você foi seis vezes buscar a bola dentro da rede em Sete Lagoas, naquele jogo onde os seus ‘fanáticos’, num patético delírio, acreditaram (e acreditam até hoje) que você e seus companheiros entregaram a paçoca. Quando, na verdade, zagueirão, você e nós cruzeirenses sabemos que a lapada de 6  a 1 veio porque vocês, jogadores, já tinham resolvido a sua parte do rebaixamento e se lixaram para o “fanatismo” da Turma do Sapatênis. Portanto, freguês, seja menos mosquitinho”. 

Polêmicas e tentativas de nos dividir de lado, que tal voltarmos foco, alegria e energia para o duelo decisivo do próximo sábado? Será uma pedreira. Temos uma história multicampeã para defender. Lotemos a Toca da Raposa 3 de modo a não restar dúvida sobre quem é o gigante e quem é o mosquito em Minas Gerais.



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