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Estado de Minas BOLA MUNDI

Final da Libertadores no Chile: futebol não pode ser um mundo à parte

"De certo, só tenho uma certeza: essa ideia da Conmebol de adotar o modelo de decisão em jogo único é uma tremenda burrice"


postado em 31/10/2019 04:00 / atualizado em 30/10/2019 21:03

Local da final entre Flamengo e River Plate, em 23 de novembro, Santiago vive dias tensos, com confrontos entre população e policiais(foto: PEDRO UGARTE/AFP)
Local da final entre Flamengo e River Plate, em 23 de novembro, Santiago vive dias tensos, com confrontos entre população e policiais (foto: PEDRO UGARTE/AFP)


O futebol não pode ser visto como uma bolha em meio ao caos. Só assim consigo sintetizar a situação em que se encontra a final da Copa Libertadores, entre Flamengo e River Plate, marcada para 23 de novembro em Santiago, no Chile.

Com o país vivendo um clima tenso, envolto em manifestações populares que culminaram na morte de 18 pessoas, houve até a possibilidade de transferir a partida para outro local. Paraguaios e norte-americanos logo se candidataram. Entretanto, como existem muitos interesses comerciais envolvidos, a decisão foi mantida, ao menos por enquanto...

A ministra dos Esportes do Chile, Cecília Pérez, até afirmou que o futebol pode ser uma boa chance para unir o país. Se fosse a seleção local ou pelo menos alguma equipe local, até concordaria. O governo chileno diz apoiar e garantir medidas de segurança para a decisão, mas é melhor aguardar um pouco mais.

De certo, só tenho uma certeza: essa ideia da Conmebol de adotar o modelo em final única é uma tremenda burrice. Querer copiar o modelo europeu nem sempre é a saída. Temos que lembrar que vivemos em um continente com dimensões territoriais muito amplas, dificuldades de locomoção e sérios problemas econômicos e sociais. Que o digam nossos vizinhos chilenos...

Troco perfeito

Batido pela Ferroviária na final do Campeonato Brasileiro Feminino, a equipe do Corinthians deu o troco no melhor estilo possível. Na decisão da Copa Libertadores, disputada em Quito, no Equador, bateu o adversário por 2 a 0 e faturou o título. E de forma invicta (cinco vitórias e um empate). O mais incrível: completou 43 jogos sem perder na temporada! A equipe alvinegra já havia conquistado o continente em 2017.

Dono do trono

Sem fazer o estilo “politicamente correto” – e talvez até por isso –, Maradona segue idolatrado pelos argentinos. Na semana em que completou 59 anos, dom Diego, agora técnico do Gymnasia y Esgrima, ganhou homenagem inusitada: um trono à beira do gramado. E com um detalhe: no campo do adversário, o Newell's Old Boys, time pelo qual El Diez teve breve passagem em 1994. Homenagens à parte, a missão dele é quase impossível: o time é o vice-lanterna da competição, com sete pontos em 11 jogos (só cinco com Maradona)

Quem te viu, quem te vê

Liverpool e Tottenham decidiram o título da Champions na última temporada. Natural que fossem considerados favoritos a todas as próximas competições, certo? Nem sempre... Se o Liverpool segue soberano na Premier League (nove vitórias e um empate), o Tottenham é apenas o 11º, com 12 pontos (três vitórias, três empates e quatro derrotas). E a pressão sobre o técnico Mauricio Pochettino, que está no cargo há três anos, já existe, o que considero uma tremenda injustiça. Mas esse é o futebol,de herói a questionado em poucos meses.

Bela surpresa

Se no início da temporada algum apostador do Campeonato Espanhol resolvesse cravar suas fichas em algum clube diferente de Barcelona, Real ou Atlético de Madrid seria taxado de louco. Mas o Granada está provando que, de vez em quando, alguém pode se "intrometer" nesse trio. Com 20 pontos em 10 partidas, pode, no fim de semana, até assumir a liderança, hoje nas mãos do Barça (22 pontos). O time que subiu para a elite no ano passado não me parece ser apenas fogo de palha. Não disputará o título, claro, mas parece ter chegado para ficar.

De olho

Dejan Kulusevski

Habilidoso e dono de bom porte físico (1,86m), o armador sueco Dejan Kulusevski, de 19 anos, precisou de persistência para se destacar. Começou no modesto Brommapojkarna aos 6 anos, se transferiu para o Atalanta aos 16, mas praticamente não teve chances. Em julho deste ano, veio a mudança: foi contratado pelo Parma, onde tem sido titular. E com direito a gols e assistências. Descendente de macedônios, chegou a defender o país no Sub-15, mas acabou optando pela seleção nórdica. Em breve deve estrear pela seleção principal.


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