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Estado de Minas COLUNA

Março está chegando e abre alas para Marte, o deus da guerra

Entenda por que Márcio, Márcia, as lutas marciais e até a beligerância que se espalha pelo mundo têm a ver com a antiga divindade romana


27/02/2022 04:00 - atualizado 27/02/2022 07:42


Ilustração mostra Marte, o deus da guerra, segurando o escudo na mão direita e a lança na mão esquerda
(foto: Reprodução )

Marte e março

Adeus, fevereiro. Bem-vindo, março. O nome do mês tem origem pra lá de especial. O pai dele é nada mais, nada menos que Marte. O deus da guerra é forte, valente e mau. Está sempre preparado pra luta. Dia e noite usa armadura e capacete. Na mão esquerda, carrega um escudo. Na direita, uma espada. Onde há confrontos, lá está ele. Agora estacionou na Ucrânia. Aparece de surpresa, num carro puxado por quatro cavalos. No campo de batalha, fica no meio dos soldados e luta com vontade. Todos morrem de medo dele. Em homenagem ao temido senhor, o planeta Marte se chama Marte. O homem verdinho que nasce lá é marciano. O terceiro mês do ano se denomina março. Judô, caratê e aiquidô são lutas marciais. Márcio e Márcia pertencem à família. São guerreiros.

Luta marcial

Por que judô, caratê e aiquidô são lutas marciais? Eis a razão: há muiiiiiiiiitos anos, os guerreiros japoneses e chineses não tinham armas. Para o ataque ou a defesa, usavam o próprio corpo. Aprendiam, então, as lutas de guerra. Elas mesmas – as marciais.

O casal

Belona se casou com Marte. Tornou-se a deusa guerreira. Nos campos de batalha, mistura-se aos soldados. É valente que só. A língua portuguesa, que lhe reconhece o valor, criou várias palavras para homenageá-la. Todas começam com bel. E têm a ver com guerra. Beligerante é a pessoa que está em guerra. Ou faz guerra. Belicosa, a criatura louca por uma guerrinha. Bélico é o que se refere à guerra. Material bélico, por exemplo, é material de guerra. E belonave? Nada menos que navio de guerra.

Russo

Ucrânia e Rússia estão em guerra. Depois de infindáveis vaivéns, Moscou atacou o país vizinho. Com isso, o adjetivo russo ganha relevo. Aparece em todos os noticiários. Como lidar com ele? Nos adjetivos pátrios, escreve-se com hífen. No mais, é tudo coladinho: russo-brasileiro, russo-americano, russo-ucraniano, russomania, russofalante, russofobia.

Sem confusão

Russo e ruço se pronunciam do mesmo jeitinho. Mas a grafia e o significado não se conhecem de cumprimento:

Ruço quer dizer pardacento ou complicado: O conflito ficou ruço. A coisa está ruça. O ataque da Rússia à Ucrânia deixou a situação ruça.

Russo significa natural ou originário da Rússia: Os russos adoram vodca. Tanques e mísseis russos assustam o mundo. Você conhece comidas russas?

A indesejada

Os russos não dizem que invadiram a Ucrânia. Dizem que “realizaram uma operação militar especial no país vizinho”. Viu? Recorreram ao eufemismo. Em outras palavras: adocicaram o termo. A palavra que dá nome aos bois às vezes choca, causa dor ou provoca imagens desagradáveis. A saída? Apelar para outra, mais branda.

Artimanha

Muitos não gostam de pronunciar a palavra morte. Sentem medo. O que fazem? Recorrem a eufemismos. Manuel Bandeira chamou-a de “a indesejada das gentes”. Outros dizem falecimento, viagem, ida para a companhia do Senhor, passagem desta para melhor, espichar a canela, vestir paletó de madeira. E por aí vai.

Outro medão

Diabo não fica atrás. A língua oferece mil artimanhas para fugir do vocábulo: demo, cão, bicho, anjo rebelde, anhangá, beiçudo, canhoto, coisa ruim, coxo. Etc. e tal.

Leitor pergunta

A entrega é em domicílio ou a domicílio?
Rafael Valente, Porto Alegre

Em domicílio é a forma correta. A entrega é feita em casa, em escolas, em lojas, em hospitais. E, claro, em domicílio.





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