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Estado de Minas

Você é da turma do pega bem? De respeitar a faixa de pedestres?

Se sim, também pega bem, sobretudo, reverenciar a língua. Mensagens econômicas tem dois mandamentos: menor é melhor e menos é mais


24/11/2020 19:39

Recado
 
“Se você for contratado para varrer a rua, faça-o como Shakespeare escreveu, 
como Beethoven compôs e como Michelangelo esculpiu.”

Michael Jordan
 
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
 
 
A turma do pega bem
Que tal entrar na turma do pega bem? Pega bem dar bom-dia ao entrar no elevador. Pega bem pedir desculpas ao perturbar alguém. Pega bem usar o cinto de segurança. Pega bem respeitar a faixa de pedestres. Pega bem, sobretudo, reverenciar a língua.

Dois mandamentos
A internet revolucionou a leitura e a escrita. É tal a avalanche de informação que ser lido tornou-se o luxo do luxo. Olho vivo! Mensagens que enchem a tela dão preguiça. São deletadas. Os esbanjadores verbais têm de se conter e abrir passagem para mensagens econômicas. Elas obedecem a dois mandamentos. Um: menor é melhor. O outro: menos é mais.

Acaricie os ouvidos
Quem fala quer ser ouvido, entendido e apreciado. Tem, por isso, de pronunciar as palavras como manda o dicionário. Dizer récord? Nem pensar. Recorde rima com concorde. Referir-se ao Prêmio Nóbel? Valha-nos, Deus. Nobel soa como anel, painel e papel. E ruim? Ruim joga no time de Serafim e Joaquim. A sílaba tônica é im (ru-ím). Rubrica é paroxítona como fabrica, lubrifica e sacrifica. Subsídio pertence à equipe de subsolo. Com a duplinha, o z não tem vez. Xô!

Ops!
Você é aficionado por mídias sociais? Se a resposta for positiva ou negativa, guarde isto: aficionado tem só um c.

Economize o artigo
Não bobeie. Expressões construídas com pronome possessivo se usam sem artigo: a meu ver, a meu lado, a seu pedido, a nosso bel-prazer (não: ao meu ver, ao meu lado, ao meu pedido).
Olho vivíssimo, moçada. A ponto de, no sentido de prestes a, segue o mesmo princípio: Esteve a ponto de disputar a eleição. Chegou a ponto de morrer. Mas escapou.

Bom apetite
Não se precipite. Você quer aquela carninha medianamente assada, que dá água na boca? Peça sem medo de errar um bife… ao ponto.

Agradeça com classe
Seja grato. Agradeça. Mas agradeça com elegância. O verbo pede objeto direto de coisa e indireto de pessoa. Assim: Agradeceu a promoção. Agradeceu ao diretor. Agradeceu a promoção ao diretor. Agradeceremos ao diretor pela promoção.
Na substituição do alguém pelo pronome, é a vez do lhe: Agradeço-lhe pela colaboração. Agradeço-lhe a atenção. Agradeci-lhe os cuidados com os servidores.

Diga o suficiente
Há pleonasmos e pleonasmos. Alguns estão na cara. É o caso de subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora. Outros não parecem, mas são. Um deles: panorama geral. Todo panorama é geral. Basta panorama. Outro: pequeno detalhe. Todo detalhe é pequeno. Basta detalhe.
Mais um: planos para o futuro. Todo plano é para o futuro. Basta planos. Outros: elo de ligação, país do mundo, ainda continua, manter a mesma. Elo, país, continua e manter dão o recado no tamanho certo – sem mais nem menos.

Sem humilhação
A crase não foi feita pra humilhar ninguém. Mas atrapalha. Uma regrinha evita confusões. Em expressões com palavras repetidas, o acentinho não tem vez: cara a cara, gota a gota, uma a uma, ponta a ponta, frente a frente.

Leitor pergunta
Hora ou ora? Confundo sempre
n Maruan Abi, Santos

O h é letra muda. Não fala, mas confunde. É o caso de hora e ora. Hora tem relação com relógio e horário: São duas horas. Não sei as horas. A que horas começa a reunião?
No sentido de agora, até o momento, ora pede passagem: Por ora, pouco posso fazer. O futuro dos candidatos, por ora, está incerto. O cliente, por ora, está satisfeito.

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