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Estado de Minas Baptista Chagas de almeida

A Câmara e o Senado trabalham e o presidente ignora a CPI

Melhor o próprio Bolsonaro deixar claro: 'para mim não pega nada, estou ignorando. Vou me preocupar com a CPI, por exemplo?


20/10/2021 04:00 - atualizado 20/10/2021 00:18

Câmara vai exigir carteira de vacinação no retorno do trabalho presencial na Casa
Com a volta do trabalho presencial na Câmara, o presidente da Casa, Arthur Lira, informou que serão tomadas todas as medidas administrativas e sanitárias para a prevenção contra a COVID-19 (foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 10/8/21)


“A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu que os trabalhos presenciais serão retomados a partir da próxima segunda-feira. Serão tomadas todas as medidas administrativas e sanitárias no retorno das atividades, entre elas, a apresentação da carteira de vacinação”. O registro partiu do presidente Arthur Lira (PP–AL) usando o twitter.

Os trabalhos presenciais na Casa foram suspensos em março do ano passado, em razão da pandemia da COVID–19. Desde então, as atividades têm sido realizadas de forma híbrida. Para lembrar, em setembro o presidente Arthur Lira chegou a anunciar que a Casa retornaria às atividades presenciais em 18 de outubro, mas a decisão foi adiada.

Agora, entre outras medidas, será exigida a apresentação do passaporte da vacinação para entrar nas dependências da Câmara Federal. O fato é que a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu que os trabalhos presenciais serão retomados a partir da próxima segunda–feira.

Se tem trabalhos no meio do caminho, vale o registro do presidente da Câmara, Arthur Lira: ele recebeu, também ontem, em visita oficial, o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez. A secretária de Relações Internacionais da Câmara Federal, deputada Soraya Santos (PL–RJ), também participou do evento. Ela, que é advogada, conversou com o presidente colombiano sobre a representação feminina no Parlamento nos dois países.

Chega de gente estrangeira, o Brasil, diante do presidente da República sempre dá um jeito de aparecer nas notícias. Desta vez, foi na saída do Palácio da Alvorada a um apoiador que apontou perseguição ao chefe do Executivo.

Melhor o próprio Bolsonaro deixar claro: “para mim não pega nada, estou ignorando. Vou me preocupar com a CPI (a Comissão Parlamentar de Inquérito), por exemplo? Brincadeira. Tem acusação do Renan, suspeita de corrupção. Do Renan...” As reticências falam por si. É o estilo próprio do presidente da República.

Só que teve mais. “Vai chegar mais. Combustível, energia elétrica, alimentação. Agora, a pior coisa que tem é desesperar, achar um responsável pelo seu insucesso? Responsável é quem adotou essa política do politicamente correto”.
E para finalizar, o presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, ainda sem partido, registrou: “vou cumprir o meu mandato sem problema nenhum, fazer o que é possível, mas analisem”. Sendo assim, sem analisar porque não faz muito sentido, já basta.


Na contramão

Economistas realçaram, ontem, a importância do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em uma eventual retomada da economia depois da pandemia de COVID–19. O debate foi promovido pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados. E eles foram unânimes ao avaliar que o Brasil “está na contramão do resto do mundo” para eventual retomada. Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e China optaram por investimentos com recursos públicos.

Liberal demais

Já o Brasil adota receituário liberal que fracassou em crises anteriores. O encontro de ontem analisou cenários possíveis para o crédito a empresas e consumidores e para os juros no futuro. Foi coordenado pela deputada Da Vitória (Cidadania–ES) e o deputado Francisco Jr. (PSD–GO) sobre o estudo “Retomada econômica e geração de emprego e renda no pós-pandemia”. Para os países emergentes, como o Brasil, o problema é ainda maior diante dos riscos do capital externo, que, em geral é voláteis e sempre atrelado ao dólar.

Sabatina de indicado do governo para a vaga de Marco Aurélio tem sido seguidamente adiada
Vaga de Marco Aurélio de Mello no STF é disputada pelo ex-ministro André Mendonça (foto: Victoria Silva /AFP %u2013 4/4/18)

Faltou clareza

A maioria dos ministros do STF votou pela rejeição da ação em que o PSOL aponta que discursos e comportamentos do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de ministros de Estado comprometem a democracia e o enfrentamento à COVID–19. Em sessão virtual do plenário, sete ministros acompanharam o voto da relatora, ministra Rosa Weber (foto). Eles entendem que a ação não tem condições processuais de tramitar, na medida em que o pedido é genérico e não aponta com precisão e clareza quais seriam os atos questionados. Dois ministros ficaram vencidos.

Vale aderir

A campanha vai compreender uma série de ações junto à imprensa. Já que é assim: ela tem um foco em informar a população sobre o que são as doenças reumáticas, a sua importância e sobre o trabalho do reumatologista, que é o médico especializado em manejar e tratar essas doenças. O objetivo é mostrar à população a importância de não perder tempo no diagnóstico e tratamento dessas enfermidades, o que implica em sofrimento e dor para o paciente. A rapidez na identificação da doença reumática é fundamental. Fica aí então a ajudinha.

O que houve?

A assessoria de imprensa do Ministério da Cidadania informou o cancelamento e não forneceu detalhes sobre nova data para o evento. O salão nobre do palácio, onde costumam ocorrer cerimônias do tipo, havia sido organizado para o evento, mas não havia nenhuma placa alusiva ao Auxílio Brasil. O evento estava previsto para 17h de ontem no Palácio do Planalto. No meio do caminho, o Auxílio Brasil, aquele programado para substituir o Bolsa-Família. A estrutura havia sido montada e alguns convidados até chegaram à sede do governo. Quando será?

Pinga Fogo

Articuladores do Palácio do Planalto tentam destravar a indicação do ex–ministro André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF) até novembro no Senado. O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM–AP), resiste a marcar a sabatina e mantém o nome na geladeira desde agosto.

Sabatina de indicado do governo para a vaga de Marco Aurélio tem sido seguidamente adiada
Vaga de Marco Aurélio de Mello no STF é disputada pelo ex-ministro André Mendonça (foto: Victoria Silva /AFP %u2013 4/4/18)

Túnel do tempo: em 7 de julho de 2021, o presidente Jair Messias Bolsonaro anunciou publicamente a intenção de indicar Mendonça para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga aberta pela aposentadoria do ministro Marco Aurélio de Mello (foto).

A Comissão Parlamentar de Inquérito da COVID–19 informa: “na leitura do relatório final da CPI, que ele esteja à altura dos brasileiros, em homenagem aos mortos, aqueles que foram acometidos, e sobretudo que ele esteja à altura do Brasil. Que Deus nos proteja nessa missão”.

Já deu para perceber que se trata do vice–presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede–AP), que, como o relator já avisou, confirmou que o relatório vai indicar pelo menos 11 crimes para o indiciar o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido).

A novela está perto de acabar. Sendo assim na espera dos últimos capítulos já basta, né... FIM!





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