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Estado de Minas BAPTISTA CHAGAS DE ALMEIDA

Em meio a disputas para presidente, prevalece uma sensatez bem mineira

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro é questionado por opositores devido ao avanço descontrolado dos indicadores da COVID-19, diplomacia do Senado busca vacinas


21/03/2021 04:00 - atualizado 21/03/2021 07:15

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, tem confrontado o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro sobre a COVID-19(foto: Evaristo Sá - 14/4/20)
Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, tem confrontado o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro sobre a COVID-19 (foto: Evaristo Sá - 14/4/20)
Bolsonaro agora deveria estar de joelhos no milho, rezando, com um oratório bem grande. Porque se tiver uma variante, com essa quantidade de vírus que está circulando no Brasil, e essa variante for resistente à vacina, e fazer o mundo voltar à estaca zero por conta desse negacionismo dele, acho que ele vai ser levado diretamente daqui para Haia.”

O contra-ataque partiu do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, depois de ter sido alvo, provavelmente por ciúme. É que Mandetta foi atacado pelo presidente da República. E Jair Messias Bolsonaro não deu o braço a torcer, muito antes pelo contrário. O presidente visitou ontem o Bairro de Chaparral, em Taguatinga, no Distrito Federal (DF). E foi lá que aproveitou para gravar vídeo com os moradores locais e, como não poderia deixar de ser, condenar as medidas de distanciamento social. “Chaparral, Taguatinga, local onde os efeitos do fique em casa são os mais sentidos.” Óbvio que é efeito Mandetta. Nada saudável, né?

A resposta está em Minas Gerais, que recebeu, ontem, isso mesmo, ontem, mais 542.550 doses de vacinas contra o coronavírus. O lote será destinado ao grupo de idosos com idades entre 70 e 74 anos. As doses que chegaram são da CoronaVac, o imunizante que veio da China e fez parceria com Instituto Butantan, em São Paulo.

Diante da COVID-19, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi mais rápido. Ele já tinha feito o pedido à vice-presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Kamala Harris. E nem dá para falar em implicância sobre a demora de o Palácio do Planalto se mexer. O fato é que o pedido feito pelo senador mineiro era a autorização para comprar doses de vacina contra o coronavírus estocadas e ainda sem uso.

“Desde 13 de março, isso mesmo, uma semana atrás, o governo brasileiro, por meio do Itamaraty e da embaixada em Washington, em coordenação com o Ministério da Saúde, está em tratativas com o Governo dos EUA para viabilizar a importação pelo Brasil de vacinas do excedente disponível.” Dessa vez, é oficial, veio do Ministério das Relações Exteriores. Ou seja, nada foi sacramentado.

Que tal mudar de assunto, tentar encontrar alguma notícia que agrade? Parece brincadeira, mas teve uma. Ontem foi o Dia da Felicidade. A data foi criada em junho de 2012 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo dela é conseguir encontrar a felicidade e a alegria entre os povos do mundo, evitar conflitos e guerras sociais, étnicas ou qualquer outro tipo de comportamento que ponha em risco a paz e o bem-estar das sociedades.

Sendo assim, mesmo que um pouco atrasado, comemore. Aproveite o dia com a família e junto com os bons amigos. Bom dia a todos!

Sem internet

O presidente Jair Bolsonaro vetou, integralmente, o Projeto de Lei 3.477/20, que prevê o acesso à internet, com fins educacionais, a alunos e professores da rede pública de educação. O texto, aprovado em fevereiro pelo Congresso, define que o governo federal destine recursos para estados e municípios aplicarem em ações que garantam internet gratuita, em razão da adoção do ensino remoto durante a pandemia da COVID-19.

Fala quem pode

“Volto a falar sobre essa doença que já toma conta do Brasil, colocando-o em primeiro lugar no mundo em número de mortes. Isso decorre por vários fatores que envolvem a falta de consciência das pessoas sobre aglomerações e uso de máscaras, mas também a incompetência de um governo negacionista, que não conseguiu sequer assumir a liderança do combate à doença. Faltam vacinas, falta responsabilidade. Mas, apesar de ser tarde, ainda podemos fazer nossa parte.” Quem diz é o médico e deputado Mário Henringer (PDT-MG).

Ainda em MG

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Assembleia Legislativa (ALMG) para apurar a vacinação irregular de grupos não prioritários no estado, vai investigar também o baixo investimento na ampliação de leitos para o enfrentamento da pandemia da COVID-19 e a não aplicação do mínimo constitucional em serviços públicos de saúde. O presidente da CPI, deputado João Vítor Xavier (Cidadania), afirmou que dezenas de requerimentos foram apresentados pelos parlamentares. O relator é Cássio Soares (PSD).

Nada educado

Em mensagem aos parlamentares publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU), Bolsonaro diz que a medida é inconstitucional e contraria o interesse público ao aumentar a “alta rigidez do Orçamento, o que dificulta o cumprimento da meta fiscal e da Regra de Ouro”. Além disso, contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois o texto não apresenta a estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro.

De máscara

“O presidente veio foi na Chaparral. Fala se ele não tem coragem? Ele tem é coragem, parceiro. Não é esses presidentes aí que não têm coragem. Qual foi o presidente que teve coragem de vir na favela? Tem não, parceiro. O cara tem coragem.” Quem disse não se identificou, mas a notícia que interessa, de fato, é que ele se referia ao presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Para deixar claro, Bolsonaro usou máscara. Uai, mudou de postura? Melhor esperar. Quem estava com ele era Onyx Lorenzoni o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Pinga-fogo

E teve mais um pouco do deputado Mário Heringer: “Com urgência: evite aglomerações, use máscara, só saia de casa quando necessário. Cuide-se!”. Fala quem sabe, já que a medicina é, além da política, a praia dele.

“Hospital aqui de Manhumirim tá lotado, o de Manhuaçu está recusando pacientes porque não tem mais leito disponível.” Dessa vez, quem diz é a médica Amélia de Jesus, se referindo ao colega Heringer em sua publicação.

Ainda na praia da saúde: medicamentos do chamado kit intubação poderão ter o transporte efetuado antes mesmo de finalizar os testes sobre o controle de qualidade. O fato alegado é que a medida tem como objetivo evitar o desabastecimento. A informação oficial veio da Anvisa.

“Eu tenho a convicção de que o Supremo Tribunal Federal tem um encontro marcado com a Lei de Segurança Nacional. Uma lei editada antes da nova Constituição, da Constituição cidadã.” Começou assim o ministro Ricardo Lewandowski. Bastaria, mas teve mais de Lewandovski: a lei é um “espectro vagando pelo mundo jurídico” e o STF precisa saber se terá que “exorcizá-lo ou colocá-lo na sua devida dimensão”. Diante de tudo isso, só resta um caminho. É encerrar por hoje. FIM!

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