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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Bolsonaro e o passeio de moto sem máscara

Com COVID, chefe do Executivo brasileiro chegou a conversar com garis no entorno do Palácio da Alvorada


24/07/2020 04:00 - atualizado 24/07/2020 07:12

Jair Bolsonaro segue descumprindo recomendações das autoridades de saúde, mesmo contaminado pelo coronavírus(foto: EDU ANDRADE/FATORPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
Jair Bolsonaro segue descumprindo recomendações das autoridades de saúde, mesmo contaminado pelo coronavírus (foto: EDU ANDRADE/FATORPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

A comissão especial que estuda a elaboração do novo Código Brasileiro de Energia Elétrica vai se reunir no dia 31, às 10h, isso mesmo, em plena sexta-feira da semana que vem, para discutir o relatório do deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG). “A ideia é desatar o cipoal de normas que o setor possui, levando segurança jurídica aos investidores”, ressaltou o parlamentar mineiro.

Lafayette de Andrada acrescentou que o setor elétrico movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano e é a espinha dorsal do desenvolvimento do país, concentrando um terço dos investimentos brasileiros. “Em um momento como esse de pandemia, é fundamental movimentar a economia, para que geremos renda e mais empregos”. Será que ele teve uma premonição presidencial? Já que o mineiro falou em movimento...

De tardinha e sem usar máscara, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, conversou com garis perto do Palácio da Alvorada, em Brasília, logo depois de tirar o capacete que usava quando estava fazendo um passeio praticamente em casa. Isso mesmo, ele estava de moto e pilotava dentro da área externa que circunda o Palácio da Alvorada.

Pelo jeito, estava elétrico, depois de tanto tempo. Além do passeio de moto, ele conversou, sem máscara, para não variar, com os garis encarregados da limpeza do Palácio da Alvorada. Há duas semanas, o próprio presidente avisou ter contraído a COVID–19. Desde então, trabalha de forma remota a partir da residência oficial dos presidentes, o Palácio da Alvorada. E pelo jeito, deve andar com saudades do seu amigo Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA). É de lá o registro, já que “a necessidade de isolamento na pandemia do coronavírus tem moldado o comportamento dos compradores de imóveis nos Estados Unidos”.

E tem mais informado pela consultoria americana Oxford Group: “A pandemia tem estimulado a busca por casas maiores, com áreas ao ar livre, com suítes e piscinas privativas. Tudo pelo fim da aglomeração em espaços coletivos”. Aliás, melhor, não. Para o economista Carlo Barbieri, que preside a Oxford Group e atua nos EUA há mais de 30 anos, o momento é de oportunidade para investir em imóveis sobretudo no estado da Flórida. Ele deve ser tucano, afinal acrescentou que “não se trata de desinvestir no Brasil e sim aumentar a segurança das empresas e empresários, com sua segurança feita em dólar”.

Ah! Me poupe este norte-americano. E também o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, já que ele avisou: “Ao evitar fraudes, bloqueamos as contas agora e temos que revalidar. Acreditamos que faremos rápido, mas gera algum desconforto”. Então, tá! Ficamos assim.

O toque mineiro

O senador Antônio Anastasia, decano do assunto, lembrou que a atual organização do serviço público brasileiro segue o modelo francês do século 19. Para ele, a modernização do Estado no Brasil exige coragem para a discussão aberta dos problemas atuais, ouvindo todos os lados envolvidos, e acreditando na capacidade brasileira de chegar aos mesmos resultados positivos já alcançados por outros países. O registro do tucano mineiro foi no debate promovido pela Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa, na manhã de ontem. Quem conduziu os trabalhos foi o seu presidente deputado Tiago Mitraud (Novo–MG).

De paraquedas

Em entrevista a um programa de TV, ontem, o ex-ministro democrata (com direito a trocadilho) Mandetta comentou, citando a especialidade como paraquedista do atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello: “É como se eu criticasse que ele não dobra o paraquedas dele da maneira que eu gostaria. Como eu não entendo de paraquedas, ele não entende de saúde, então a minha crítica ficaria vazia, portanto acho que a crítica dele é vazia também”.

A homenagem

O senador Jean Paul Prates (PT–RN) considerou uma feliz coincidência o fato de que a aprovação do novo Fundeb pela Câmara dos Deputados tenha ocorrido na semana em que é festejado o centenário do nascimento do sociólogo e político Florestan Fernandes. “Florestan Fernandes foi um gigante do qual o Brasil tem muito do que se orgulhar. Tenho certeza de que hoje ele está sorrindo em algum lugar do universo”. Detalhe: A perspectiva é a de que o presidente Davi Alcolumbre (DEM–AP) dedique todo o mês de agosto para que o Fundeb seja debatido pela Casa e só depois disso leve o projeto ao plenário.

Sambódromo

Será que vai dar mesmo samba? “Como candidato, ou carregando o porta-estandarte do candidato em que eu acreditar. Mas que eu vou participar das eleições, eu vou”. A declaração é do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM–MS). A propósito, vale o registro, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, está no cargo há mais de dois meses. Chapa presidencial com o também ex-ministro Sergio Moro? “Vai que rola”, já havia declarado Mandetta no mês passado.

2021? Esqueça!

“Não podemos mais fazer gambiarras”. Bastaria esta frase do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM–RJ), para resumir o debate promovido pela Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa. Maia fez questão de ressaltar ter solicitado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que o leve até o Palácio do Planalto, na companhia de líderes do Congresso, para pedir ao presidente Jair Bolsonaro que envie a proposta do governo ao Congresso. E fez questão de dar o aviso: “Temos 12 meses para fazer as coisas. Se apresentar a reforma em 2021, esquece”.

PINGA FOGO

  • Em tempo: ainda do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia: o Simples Nacional é um sistema tributário diferenciado criado em 1996 cujo objetivo é facilitar o recolhimento de contribuições das microempresas e médias empresas.

  • E teve mais: “Essas distorções todas acabam gerando injustiças no nosso país que precisam ser enfrentadas”. Para deixar claro, tudo isso foi em transmissão no Instagram, na quarta-feira, com o economista Renoir Vieira.

  • O Brasil esteve representado na reunião virtual da Comissão de Infraestrutura, Transportes, Recursos Energéticos, Agricultura, Pecuária e Pesca do Parlamento do Mercosul, pelo deputado federal Ricardo Barros (PP–PR) (foto).

  • A hidroxicloroquina: Neither HCQ nor HCQ+AZTH showed a significant effect on the viral load levels in any of the tested compartments. Ou seja, Nem o HCQ e também o HCQ AZTH mostraram efeito significativo nos níveis de carga viral em nenhum dos compartimentos testados.

  • Fica só o registro, nada mais é necessário acrescentar sobre este assunto na política nacional. O melhor a fazer é desejar a todos que tenham um bom dia. Afinal, hoje é sexta-feira!

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