Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Temas polêmicos dominam debates da Câmara dos Deputados esta semana

Proposta de emenda à Constituição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, puxa o fio de uma agenda cheia na Casa, com discussão sobre a prisão em 2ª instância e projeto para expulsar invasor de terra rural


postado em 26/11/2019 04:00 / atualizado em 26/11/2019 07:51

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, diz que não está brigando por protagonismo, mas não convenceu interlocutores(foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados)
Rodrigo Maia, presidente da Câmara, diz que não está brigando por protagonismo, mas não convenceu interlocutores (foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados)

A novela da força de querer, que antecedeu a dona do pedaço nem vai precisar do amor de mãe, que começou esta semana. Quem cuidou disso foi o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao anunciar que já está pronto o debate sobre a prisão em segunda instância.

Para deixar claro de uma vez, a proposta de emenda à Constituição (PEC) de Maia altera os artigos 102 e 105 da Constituição, acabando com os recursos especiais e extraordinários para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF). “Não estou brigando por protagonismo meu, não”. Faz de conta que dá para acreditar.

O rasgo de sensatez veio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que pretende reunir hoje, logo de manhã, deputados e senadores em busca de conseguir uma solução que seja consensual entre os parlamentares.

E o senador incluiu ainda o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, colocando o Palácio do Planalto no caminho, embora o presidente Bolsonaro tenha evitado o assunto e terceirizado a tarefa ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Ele, sim, o filho, vem dando declarações favoráveis ao fim da prisão após condenação em segunda instância já faz algum tempo. Obviamente, Eduardo obedece a cartilha definida pelo paí presidente da República. É uma maneira familiar de esperar as decisões do Legislativo antes de tomar a sua própria postura diante da questão.

Mudando de assunto, tem o senador Márcio Bittar (MDB-AC), integrante e um dos líderes da bancada ruralista, que diminuiu na Câmara dos Deputados, mas em sentido contrário aumentou entre os senadores. “No agronegócio, somos nós e eles. O que está em jogo é a defesa que a Europa faz dos seus produtos, a defesa que os Estados Unidos fazem dos seus produtores rurais”. É, entre os senadores ela continua atuante. O exemplo está aí.

Já bastaria, mas Bittar pegou ainda mais pesado: “O que está em jogo, porque nesse campo os Estados Unidos não são nossos aliados, ao contrário, nesse campo, os Estados Unidos são nossos adversários, porque competimos no mundo globalizado”. E resumiu: “É chantagem. Não se trata do meio ambiente, mas dos interesses econômicos e principalmente o protecionismo”.

Então, basta guardar o passaporte, mesmo que seja diplomático, já que Donald Trump, o presidente americano, disso entende muito pouco. Diplomacia nunca foi o seu forte, muito antes pelo contrário.

E tem a GLO

Já que tratamos da bancada ruralista, mais uma carona no presidente Jair Bolsonaro. “Quero inclusive adiantar para vocês, quero uma GLO para o campo”, declarou ele quando saía do Palácio da Alvorada, que é a residência oficial da Presidência da República. E ele próprio detalhou: a GLO rural serviria “para chegar e tirar o cara – se referindo a um suposto invasor – da propriedade”. Isso tudo para anunciar que enviará ao Congresso um projeto para a Garantia da Lei da Ordem. A turma ruralista deve ter adorado. Com Amazônia ou sem.


Ainda no voo

“A Força Aérea Brasileira, em nome do presidente da República, Jair Bolsonaro, dá as boas-vindas ao time do Flamengo e felicita a equipe campeã que tão bem representou o Brasil para a conquista da Copa Libertadores da América. Brasil acima de tudo”, diz a mensagem lida por um integrante da FAB antes de a aeronave pousar do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio. É claro que o presidente tinha que parabenizar, mas, para registro, ele é palmeirense em São Paulo e botafoguense no Rio de Janeiro.

Ex-impeachment

A decisão foi publicada ontem no sistema do Supremo Tribunal Federal (STF). A ex-presidenta Dilma Rousseff  (PT) deve ter ficado chateada com o ministro Alexandre de Moraes e também com o ex-presidente Michel Temer (MDB), que o indicou para a mais alta Corte de Justiça do país e pegou o seu lugar, já que era vice-presidente em sua chapa. O fato novo é que a ação, um recurso para reverter o seu impeachment, perdeu o objeto, uma vez que o mandato para o qual Dilma foi reeleita em 2014 acabou em 2018. O ministro Alexandre de Moraes detalhou: “O que, consequentemente, faz surgir, na espécie, hipótese de prejuízo, dada a perda superveniente de objeto”.


A nova atriz

A novela foi encenada pela ministra da Mulher, da Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Ela havia convocado uma entrevista coletiva à tarde no Palácio do Planalto. Chegou pontualmente, mas deu as costas e não respondeu às perguntas dos jornalistas. Com o semblante parecendo abalada, voltou para dentro do palácio. Nada tinha, mas foi legal o seu objetivo. “Era mostrar como o silêncio da mulher incomoda, se uma mulher perde a voz, todas perdem”. O avisou foi feito por sua assessoria, ressaltando que era “pura encenação”.

Quatro décadas

Esse foi o tempo que demorou para um governador de Minas Gerais pisar na sede da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, a CBTU. Ontem, Romeu Zema foi ao prédio da companhia conhecer o projeto da linha 2 do metrô – que algum dia vai chegar à região do Barreiro. Deputados e técnicos do governo de Minas ficaram surpresos ao ouvir dos funcionários mais antigos do órgão que era a primeira vez, desde que foi inaugurada a sede na capital mineira, que um governador mineiro estivesse no local. Zema teria sido o primeiro. Se as obras tão esperadas para a ampliação do metrô sairão realmente do papel já é outra história.

Pinga-fogo

Antes tarde do que nunca, mais um registro sobre a GLO: o dispositivo foi usado pela primeira vez em 1992, durante a organização da Eco 92 — a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente no Rio de Janeiro.

Era a Cúpula do Clima, e nada mais, nada menos, que 570 militares foram deslocados para fazer a segurança do evento… Afinal, reuniu mais de 100 chefes de Estado para debater o desenvolvimento sustentável, um conceito novo à época.

O deputado federal e presidente estadual do PSDB-MG, Paulo Abi-Ackel, e o secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, também tucano, fizeram palestra a empresários sobre a reforma previdenciária.

Eles participaram também de um encontro com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, (Fiemg), Flávio Roscoe. Na pauta da conversa, nada de previdência. O papo gerou foi em torno de muita política.

Diante de tudo isso, só resta um jeito. O melhor é encerrar por aqui. A semana está apenas começando e promete mais sustos no meio do caminho. Melhor aguardar para ver e crer, quem sabe muda um pouquinho, para melhor, claro.
 


Publicidade