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Estado de Minas

Dia de panos quentes supremos do ministro

A autenticidade e a veracidade desse material. Quando se coloca a conta-gotas não é possível ter uma visão de conjunto%u201D, ministro Alexandre de Moraes


postado em 18/06/2019 06:00 / atualizado em 18/06/2019 10:26

De manhã, bem de manhãzinha, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se encontrou com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na agenda oficial, deveria ser às 15h, mas o presidente antecipou. Se o assunto não foi a questão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, mudou de nome, ops, de horário. Afinal, o agora ex-presidente do BNDES se demitiu em pleno domingo e pelas redes sociais.

“É uma covardia sem precedentes”, também logo de manhã, ressaltou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em evento promovido pela Bandnews. E acrescentou: “Levy veio de Washington para trabalhar no governo. Está errado, não pode tratar as pessoas deste jeito”. E acrescentou: “Eu queria que o Marcos Pinto pudesse ser aproveitado em uma área com viés social. Ele é um dos melhores do Brasil que entende desta área, é uma pena que foi feito desta forma”.

Bem, melhor tratar de outros assuntos. Afinal, mesmo com festas juninas no meio do caminho, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no BNDES, marcou para a semana que vem, dia 26, o depoimento de Joaquim Levy, o agora ex-presidente do banco. Só que ele vai falar como testemunha com o dever de contar tudo o que sabe. Se o motivo é esclarecer tudo o que sabe, vai dar ibope. Das festas juninas, o que pode ter é Levy acender uma fogueira ardente na CPI.

E o tempo na política anda tão quente que nem precisaria. Afinal, tem também o Intercept no meio do caminho, aquele site que já dispensa apresentações. A notícia nova é que ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes entrou no caso.

Embora alegando ser necessário antes que todo o material seja divulgado, ressaltou atestar “a autenticidade e a veracidade desse material. Quando se coloca a conta-gotas não é possível ter uma visão de conjunto, nem da veracidade, nem da autenticidade”.

O ministro Alexandre Moraes deixou isso bem claro. A declaração dele fala por si. “As invasões que ocorreram nos telefones de agentes públicos são criminosas. Falo com absoluta tranquilidade que vazamentos, fake news, falsidade em notícias divulgadas é questão de polícia. Esses hackers que, eventualmente, invadiram devem ser alcançados, punidos e presos”.

Enfim, se a Odebrecht pede concordata, o nome antigo da recuperação judicial, e o motivo são dívidas que somadas ultrapassam R$ 65 bilhões, o jeito é voar por, já que, óbvio, envolve a Lava-Jato.
 


Vitória


(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press %u2013 2/9/17)
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press %u2013 2/9/17)

E foi socialista. É isso mesmo. Embora faça oposição ao governo, o PSB acertou e conseguiu acordo em, pelo menos, alguns pontos da reforma da Previdência. Entre elas, está um que faz todo sentido, como ressalta o deputado Júlio Delgado (foto) (PSB-MG), um dos que se empenharem nas negociações. Basta um deles, o que tratava de aumentar a tributação dos lucros e dividendos bancários. Os socialistas conseguiram emplacar uma boa ideia. Nem precisa dizer o motivo, basta ver o tamanho dos juros não é mesmo?


A propósito


Dos socialistas, vale mais um registro que remete a Minas Gerais. Segunda-feira que vem, o deputado federal Vilson da Fetaemg é um dos três parlamentares do PSB convidados para falar no debate “Reforma da Previdência e cortes na educação”. O evento será realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará e ele estará na sua praia. Como é um dos vice-líderes da Minoria na Câmara dos Deputados, vice-presidente das Frente Parlamentares de Agricultura Familiar e, o que interessa de fato, de educação do campo.


O anti-PT


O inferno astral do agora ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, esquentou um pouco mais ontem, com a decisão do presidente Bolsonaro de indicar o economista e também engenheiro Gustavo Henrique Montezano. É que a indicação foi feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que já tinha birra de Levy por causa do fato de ele ter continuado no cargo, mesmo tendo sido ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Montezano, para que fique claro, era quem tratava da Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Fazenda.

Misturou


Tudo o tal site petista. Registra que a empreiteira Odebrecht, que já foi a maior empresa do país, e empregava mais de 200 mil pessoas, chega ao capítulo mais dramático de sua história. Uai, não era por causa das benesses dos governos petistas? Só que, mesmo assim, a resposta deve ser: “alvo da Lava-Jato, a empresa entrou em recuperação judicial e anunciou o maior calote da história do país, no momento em que o ex-juiz e hoje ministro Sérgio Moro e o procurador da Operação Deltan Dallagnol são acusados de fraudar acusações contra o ex-presidente Lula”. Afinal, Marcelo Odebrecht diz que pagamentos a Lula vão além dos lançados na planilha Italiano, a do Palocci.

Por fim…


Tem a piada pronta. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vetou a gratuidade de despacho de malas nos aviões com capacidade de até 23 quilos. Antes, esteve com outra solenidade com o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, o ex-juiz da Lava-Jato, a operação da Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). Pelo jeito, apesar de toda pressão, Moro não vai precisar de cuidar de preparar a bagagem, pelo menos por enquanto.


PingaFogo


O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque,  fará a palestra magna do 2º Debate Público Energia de Fontes Renováveis – A Construção do Desenvolvimento Sustentável. O presidente da Cemig, Cledorvino Belini, também foi convidado para o evento.

O debate será no Auditório José Alencar Gomes da Silva, às 13h30, e atende a requerimento do deputado Gil Pereira (PP), presidente da Comissão Extraordinária das Energias Renováveis e dos Recursos Hídricos na Assembleia Legislativa (ALMG).

Se o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), já admite adiar a questão capitalização da Previdência, é sinal de que ele está jogando toalha. Se vai ficar para o segundo semestre, é sinal de que não será fácil.

A tal caderneta de poupança que ele pretende emplacar, aquela em que trabalhador seria obrigado a poupar para garantir a aposentadoria no futuro, é sinal de que não há mesmo atualmente os votos necessários para ser aprovada.

Sendo assim, o jeito é ficar por aqui. Em dia que teve Petrobras, Odebrecht, Lava-Jato e por aí vai, melhor esperar por notícias menos complicadas e difíceis aos contribuintes. Quem sabe depois das festas juninas melhore.







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