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Estado de Minas

Apologia ao crime, trilha sonora e a liberação das comemorações de 31 de março

Erasmo Carlos explica: 'Já gravei um disco voador, disse a Castro Alves seu valor, em Copacabana não tem argentino, vi Papai Noel na favela, o Brasil não gosta de novela'


postado em 31/03/2019 08:18 / atualizado em 02/04/2019 11:57

(foto: EM/D.A Press )
(foto: EM/D.A Press )

Projeto de Lei 1.798/2019, de autoria do vice-líder do PCdoB, deputado pelo Maranhão Márcio Jerry. O Congresso Nacional decreta em seu artigo 1º: o Decreto-Lei 2.848 (7 de dezembro de 1940), do Código Penal passa a vigorar com a seguinte redação. “Apologia de crime, criminoso e ditadura militar. Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime, apologia à tortura, ao retorno de ditadura militar ou a pregação de rupturas institucionais. (NR) Pena: detenção, de três a seis meses, ou multa. Artigo 2º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação”.

A proposta foi apresentada na quarta-feira da semana passada e, claro, tem como objetivo tentar barrar, diante da ordem baixada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que os quartéis comemorassem, como fizeram, o 31 de março, a data antecipada para este dia para que não sofresse eventuais efeitos do 1º de abril, reconhecido como o Dia da Mentira.

Melhor deixar o cantor e compositor Erasmo Carlos explicar: “Já gravei um disco voador, disse a Castro Alves seu valor, em Copacabana não tem argentino, sou mais moço que um menino, vi papai Noel numa favela, o Brasil não gosta de novela”. Tem mais: “Passa todo mundo no vestibular, o amor vai se acabar, o carnaval agora é um dia só, sem censura”.

Diante do deputado Jerry, vale mais um registro: Jair Alves de Souza lançou o seu primeiro disco em português, antes de outros em italiano, intitulado Um grande amor. E seu nome artístico era Jerry Adriani. Quando na vida se perde um imenso amor, a gente pensa que esquece e não dá valor.E ao sentir que perdi de uma vez o seu carinho, foi que eu acordei e senti, que era tarde, era tarde demais. A canção é “Pela última vez”. Melhor obedecer.

De volta a Márcio Jerry, ele justifica o seu projeto: “A matéria vem suprir a necessidade de coibir reações extremas em um grave momento da história brasileira, que vive patente momento de ameaça à democracia”. Acrescenta ainda que a matéria “vem suprir a necessidade de coibir reações extremas diante de uma patente momento de ameaça à democracia”.

Então, ficamos assim, bem democraticamente ameaçados diante de tanta besteira. Afinal, com a decisão da desembargadora de plantão, Maria do Carmo Cardoso, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que liberou as comemorações de 31 de março, o fato já estava praticamente consumado, com raras exceções. Se um dos motivos é fuso horário, chegou a hora de encerrar. Já basta.



Esclarecimento

O deputado estadual Coronel Sandro (PSL) divulgou nesta sexta-feira, nas redes sociais, um vídeo em que ataca o Estado de Minas e classifica de “mentirosa” e “fake news” uma matéria publicada no site, na sexta-feira, mostrando que ele gastou pouco mais de R$ 9 mil para custos do gabinete. A reportagem mostrou que, em 4 de fevereiro, ele publicou um texto no Facebook dizendo que abriria mão do auxílio-moradia de R$ 4.377,73 e da ajuda de custo de R$ 27 mil. No portal da Assembleia Legislativa, a verba de R$ 27 mil refere-se a quota que o deputado tem direito, mensalmente, para custear gastos do gabinete. O parlamentar partiu então para ataques ao jornal e à jornalista. “Vejam a estupidez gigantesca do Estado de Minas”, escreveu na postagem em que acusa o jornal de não saber distinguir as diversas verbas recebidas pelos parlamentares.

‘Arredondamento’

O argumento do deputado Coronel Sandro (PSL) é que o post escrito por ele em 4 de fevereiro traz também um vídeo em que ele se compromete a abrir mão do auxílio-moradia e da verba do paletó. De fato, são benefícios distintos: a verba indenizatória de R$ 27 mil é usada para despesas do gabinete, enquanto a verba do paletó é paga no início e no final do mandato, equivalente a dois salários mensais, totalizando R$ 50.644,50. Mas parece que a confusão veio do próprio parlamentar. Se a economia a que ele se referia era exclusivamente da chamada verba do paletó, deveria ter informado em seu post que deixaria de gastar R$ 50.644,50 (valor da verba do paletó), e não R$ 27 mil (verba indenizatória). Questionado sobre esses valores, informou que tratou-se de um “arrendondamento” do valor do auxílio-paletó. Em tom exaltado, voltou a fazer críticas ao jornal e à reportagem.

Tiro ao alvo
Lucro bruto da Taurus atinge R$ 307,6 milhões em 2018, mais de três vezes superior a 2017. A
empresa comemora os resultados e inicia este ano com a confiança renovada. No mercado brasileiro, o aumento de 43,7% do volume de vendas em 2018 comparado a 2017 permite identificar, de forma mais contundente, a retomada da credibilidade pela marca. Será efeito Bolsonaro? Resposta rápida: “Reconquistamos a credibilidade dos consumidores, que responderam de forma muito positiva à qualidade dos produtos e à diversidade do portfólio”, fez questão de ressaltar o presidente da Taurus, Salesio Nuhs.

(foto: Arquivo/EM)
(foto: Arquivo/EM)

Que ironia!
“Houve um clamor para que o Brasil não se tornasse um país comunista, pois aqui se organizava a tomada do poder. A nação se salvou a si mesma, como meu tio-avô – general Humberto de Alencar Castelo Branco (foto) - gostava de dizer”. A frase é do deputado estadual em São Paulo Castelo Branco (PSL), em referência ao primeiro presidente da ditadura militar implantada em 1964 que durou até 1985, quando Tancredo Neves venceu no colégio eleitoral, mas quem governou foi José Sarney, diante de sua morte. A ironia está no plenário da Assembleia Legislativa (Alesp). O nome é Juscelino Kubitschek, o ex-presidente que teve a sua candidatura abortada com de Carlos Lacerda, Leonel Brizola e Jânio Quadros pelo golpe militar de 1964


PINGA FOGO

“O pacote Ctrl C Ctrl V, aquele que institui a licença para matar, é uma peça de campanha eleitoral. Não pode ser referendado pelo Congresso”. A frase é do líder do PT no Senado Humberto Costa (CE), integrante do Bloco Parlamentar da Resistência Democrática.

A carne Halal e a transferência da embaixada do Brasil para Jerusalém. O presidente Jair Bolsonaro vai se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Tomara que calcule o prejuízo nas exportações brasileiras de carne tanto bovina quanto de frango.

Antes de Bolsonaro e seu amigo Trump privilegiarem Israel, um registro: o Brasil tem sido o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, o segundo maior de frangos e o líder mundial nas vendas de carne Halal, a que não desrespeita as leis do alcorão.

Prezado jornalista, como seu leitor diário permito-me uma pergunta: por que essa reação da mídia contra as comemorações do dia 31 de março? Será que alguém em sã consciência pode pensar que se a esquerda tivesse ganho alguém teria o direito de a estar criticando hoje? É muita ingenuidade. Com apreço, Marco Antonio Soares.

Retribuindo com um forte abraço diante do apreço do leitor, o melhor a fazer é encerrar por hoje, sem levantar voo para Israel e aproveitar o domingo com direito a almoço em família e o mesmo desejo a todos.


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