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Você prefere ser baleia ou sereia?

Realidade sempre é muito melhor que a utopia. O mundo virtual é terra de ninguém e, ao mesmo tempo, de todo mundo


17/06/2021 04:00 - atualizado 16/06/2021 21:18


O mundo virtual é terra de ninguém e, ao mesmo tempo, terra de todo mundo. Qualquer pessoa pode publicar o que quiser e ninguém consegue imaginar por quem aquela postagem será vista. Quando menos se espera, falas, depoimentos, vídeos – engraçados ou sérios – de pessoas “anônimas”, no que diz respeito à popularidade, viralizam.

O mais interessante são os diálogos virtuais. Uma pessoa vê um conteúdo postado por alguém, discorda e grava um vídeo ou escreve um texto rebatendo ou contestando o tal post. E chovem comentários e curtidas. 

Há alguns meses, ocorreu um fato desses que deu o que falar. Minha irmã mais nova, do segundo casamento do meu pai, gravou um vídeo sobre abuso infantil e pedofilia. Só fiquei sabendo porque viralizou – não sou daquelas que conseguem acompanhar todo mundo que conhece diariamente nas redes sociais, muito antes pelo contrário, sobra pouco tempo para eu navegar, mas o que viraliza, não sei como, aparece na nossa tela.

Outro caso de diálogo unilateral ocorreu por conta de um post do Porta dos Fundos, um vídeo de humor debochando de uma pessoa na faixa dos 60 anos. Cris Guerra, publicitária, jornalista, escritora e blogueira muito conhecida – e das boas, que admiro muito –, gravou vídeo excelente contra o etarismo. Está lá no feed do seu Instagram. Deu o maior ibope, mais de 575 mil visualizações, mais de 8 mil comentários e centenas de milhares de curtidas.

Dois dias depois, ela gravou outro video comentando a grande repercussão de seu post. Seu segundo comentário teve mais de 70 mil visualizações e mais de 1,3 mil comentários. O bacana foi o posicionamento lindo da jornalista, sem acusações, apenas ponderações muito equilibradas. Provavelmente, Fábio Porchat não ficou sabendo de nada – tomara que tenha visto –, e se viu, fingiu que não, porque não deu as caras. Se alguém da equipe do Porta dos Fundos viu, também não deu para saber, mas o assunto rendeu.

Mas não era disso que pretendia falar aqui hoje, apenas dei dois exemplos de repercussões e diálogos entre pessoas que não se conhecem e que rendem e viralizam. É assim que textos e vídeos correm mundo, ficam famosos, perdem sua autoria, são creditados a escritores famosos (quando fazem sucesso) e acabam virando lenda, sem saber se o fato foi verdade ou ficou na casa da piada. Mas, como respostas inteligentes e principalmente divertidas agradam, decidi publicar uma por aqui, que já rodou bastante, mas vale a pena relembrar.

Uma academia de ginástica colocou um anúncio que dizia: “Neste verão, o que você quer ser? Sereia ou baleia?”. Uma mulher postou a seguinte resposta: “Ontem vi um anúncio com uma foto de uma menina escultural, de biquíni, e com a frase: 'O que você vai ser? Sereia ou baleia?' Resposta: As baleias estão rodeadas de amigos, têm uma vida sexual ativa, ficam grávidas e têm lindos bebês, e amamentam. As baleias estão por aí percorrendo os mares e conhecendo lugares interessantes, como a Antártida e os arrecifes de coral da Polinésia. Elas têm amigos golfinhos e comem camarões. As baleias jogam jatos de água e brincam muito. As baleias são enormes e quase não têm predadores naturais. São bem resolvidas, são bonitas e amadas. Ao contrário, as sereias não existem, se existissem, viveriam em crise existencial: 'Sou um peixe ou um ser humano?'. Não têm filhos porque matam os homens que estão encantados por sua beleza. Sua reprodução seria como os peixes, sem contato físico, sem amor. São lindas, mas vivem tristes e sozinhas sempre. Estimada academia, prefiro ser uma baleia.”

É isso aí, a realidade sempre é muito melhor que a utopia. (Isabela Teixeira da Costa/Interina)

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