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Técnica para rejuvenescer a pele nunca sai de cena é o peeling

Especialistas alertam que tratamento deve ser feitos no inverno e com indicação médica


03/05/2021 04:00

Especialistas alertam que peelings médios e profundos devem ser feitos no inverno e com indicação médica(foto: Guto Rodrigues/Divulgação)
Especialistas alertam que peelings médios e profundos devem ser feitos no inverno e com indicação médica (foto: Guto Rodrigues/Divulgação)

Apesar das grandes inovações tecnológicas, uma técnica para rejuvenescer a pele nunca sai de cena: o peeling. “Essa forma de tratamento deve ser realizada por indicação médica e consiste na aplicação tópica de substâncias capazes de remover a epiderme ou até mesmo chegar à derme profunda. Isto depende do tipo de substância utilizada, sua concentração e a região a ser tratada”, explica a médica Roberta Padovan, médica pós-graduada em dermatologia e medicina estética.

Com o procedimento, há uma renovação da estrutura cutânea, com consequente proliferação de queratinócitos, fibroblastos e novos vasos na área tratada. “O peeling é usado sempre com o intuito de reparar e tratar uma alteração inestética, promovendo elasticidade, firmeza, melhora da textura, da coloração e das linhas de expressão”, acrescenta a dermatologista.

Com relação às substâncias, é possível utilizar os ácidos retinoico, tricloroacético, glicólico, salicílico, málico, mandélico, lático, kójico em associações para promover benefícios sobre a estrutura da pele. “Essas substâncias são usadas apenas no consultório médico. Os peelings químicos mais superficiais apresentam menos complicações, pois atuam apenas na epiderme e promovem descamação mais superficial com menor tempo de recuperação e podem ser utilizados em peles claras e morenas, melhorando a textura, poros, manchas superficiais, cicatrizes de acne superficiais e controlando o melasma epidérmico”, explica Roberta.

De acordo com a médica, todo e qualquer peeling químico deve ser precedido de preparo, principalmente os mais profundos e de intensidade média. “Se os ácidos com efeito peeling forem utilizados em casa, associados ou não a clareadores, com orientação médica, não podemos deixar de lembrar da forte fotoproteção diariamente, além da hidratação com a finalidade de evitar manchas e hipercromias, promover cicatrização mais rápida e reparo tecidual”, recomenda.

Com relação à esfoliação, ela diz que essa técnica é muito superficial e ocorre pelo uso de ativos com ação queratolítica removendo apenas o estrato córneo e epiderme superficial sem agredir as camadas mais profundas. “A esfoliação traz pequena melhora para os poros e a textura, deixando a pele mais homogênea, luminosa e receptiva para os cremes de tratamento”, conta a médica.

Também em casa, o uso de ácidos esfoliantes pode trazer benefícios para diversos tratamentos. Os AHAs (alfa-hidroxiácidos), por exemplo, são geralmente de origem natural, feitos de açúcar, leite e frutas e variam em tamanho molecular. “Quanto menor a molécula, maior sua penetração na pele. O ácido glicólico é o menor de todos os AHAs, por isso penetra mais profundamente na pele e oferece os melhores resultados quando se trata de antienvelhecimento, ação esfoliante e ação coadjuvante para conter a pigmentação”, detalha o dermatologista Daniel Cassiano.

Mas também pode causar irritação, por isso os tipos de pele sensíveis devem usá-lo com moderação. “Os ácidos láctico e málico são moléculas maiores, por isso são mais suaves e também ajudam a hidratar a pele seca. Enquanto o ácido cítrico tem um efeito antioxidante na pele e ajuda a construir o colágeno também. O ácido mandélico é o menos irritante. Ao contrário de outros AHAs, é atraído pelo óleo, por isso esfolia e dissolve o acúmulo de óleos, bactérias e células da pele nos poros”, explica Daniel. “Também é antibacteriano e antimicrobiano, por isso é bom para quem sofre de rosácea”, acrescenta.

No caso de pacientes com pele mais morena, sensível ou que está em período ou fase da vida onde há contraindicação, Roberta diz que é necessário recorrer às fórmulas domiciliares à base de vitamina A e seus derivados, alfa ou beta ou poli-hidroxiácidos, ácido azelaico, associados a clareadores. “Além disso, podemos alternar com cremes calmantes, nutritivos e anti-inflamatórios, com peptídeos e extratos naturais de plantas com ação multifuncional, além de vitaminas antioxidantes”, afirma a médica.

Por fim, a especialista explica que os peelings médios e profundos devem ser realizados no inverno, pois atingem a derme papilar e reticular e são contraindicados em peles morenas, com tendência a cicatrizes hipertróficas, pacientes com rosácea ou hipersensibilidade reacional, durante a gravidez ou lactação, durante a vigência de infecções ou alterações hormonais para evitar complicações como manchas (hipercromia) pós-inflamatórias, surgimento de manchas brancas, infecção herpética ou por bactérias.

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