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Estado de Minas

Feira de flores é bom programa em BH

Diversidade de plantas nas barracas ao lado do Colégio Arnaldo agrada a quem quer enfeitar a casa ou mesmo só comprar mudas de tempero para enfeitar e usar na cozinha


postado em 15/08/2019 04:00 / atualizado em 14/08/2019 21:39

 
(foto: Son Salvador)
(foto: Son Salvador)
A corrida para manter a vida dentro de certos limites nos impede de aproveitar a cidade. Sem falar na preguiça que chega com a idade. E o que é pior, a conformação. Porque nada é igual todos os dias, até a tarefa cotidiana de tomar o café da manhã pode ter suas novidades. Como, por exemplo, o café estar quente demais ou o meu EM não ter chegado ainda para que eu fique a par das notícias do dia. Nos “idos de março”, não perdia a feira de flores que era realizada todas as sextas-feiras na Praça da Liberdade. Perdia horas e horas correndo de barraca em barraca e levei para casa muitas novidades e raridades que encontrava por lá. Adorava comprar até as flores cortadas para colocar em jarras, principalmente as perfumadas.

Depois que a feira foi parar ao lado do Colégio Arnaldo, deixei minha mania de lado. Acho que só fui lá uma vez, há muitos anos. Só que outro dia, ao ir almoçar com uma sobrinha, vi na casa dela uma jarra cheia de ramos de cerejeira, que está em plena época de floração e leva muitos visitantes ao Morro do Chapéu para apreciar o espetáculo, menos tradicional do que ocorre no Japão, mas sempre um espetáculo único, colorido e diferente. Quem distribuiu as mudas para a vizinhança foi um japonês, que trouxe para cá a tradição de seu país. As cercas cobertas por flores rosa ficam lindas e, por incrível que pareça, elas duram muito. Numa das últimas vezes em que fui a Tiradentes, trouxe uma braçada de galhos da árvore do jardim da casa de Angela Gutierrez. Ela disse que iam murchar, murcharam mesmo, no caminho. Mas quando coloquei num vaso com água, elas voltaram a abrir.

Sonhando em colorir minha casa com cerejeira no último fim de semana, me mandei para a feira de flores, aproveitando ter que ir na região, antes de minha consulta com Walter Caixeta para saber como anda meu diabetes. Só não perdi meu tempo – não tinha rastro de cerejeiras na feira – porque passei um bom tempo me distraindo com o que vi. Maioria, é mania atual, são os minúsculos vasinhos de cactus, que estão cada vez menores e são uma boa pedida para enfeitar ambientes pequenos. Mas o que há de flores diferentes nas barracas não está no gibi. Como uns vasinhos de umas plantinhas verdes, lembrando um pinheirinho, mas cheias de pequenas flores brancas. Nunca tinha visto e – mais uma vez – me arrependo de não ter comprado pelo menos um.

A variedade de flores secas, daquelas rústicas, também é enorme, prestam-se muito para arranjos que duram algum tempo – e elas estão lá, de todas as cores. Ramos de bromélias também de todas as cores estão lá e têm uma dupla utilidade: enfeitam e podem ser plantados, pegam na maior facilidade. Outra barraca legal é a que vende mudas de temperos de todas as qualidades. Já estão plantadinhas, em vasos, e podem ser usadas com sucesso e serventia em qualquer cozinha de apartamento, mesmo os pequenos. Cultivo muito esses temperos; alguns deles, que tenho em casa, trouxe há anos e anos de Paris, como as ciboulettes bem fininhas, que não existiam por aqui. É claro que esse tipo de compra tem seus truques, porque mudas de plantas vivas não passam na alfândega. Mas, quando são boas, elas chegam aqui numa boa, podem ser plantadas e se reproduzem como qualquer outra.

Gostei tanto dessa manhã passada na feira de flores que estou planejando voltar lá. Inclusive agora, quando o pé de mangas ubá do local onde estaciono meu carro está cheio de frutos, na base do amadurecimento. O rapaz que toma conta do estacionamento já me informou que em 10 dias vou encontrar mangas maduras. 


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