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Estado de Minas COLUNA

O Brazil do Brasil: a cobiça estrangeira pelo território nacional

''Estão de olho porque já conhecem o Brazil. Nós é que não conhecemos o Brasil, por causa dos antolhos urbanos de curto''


30/12/2020 04:00 - atualizado 30/12/2020 08:04

Plataforma de exploração de petróleo no litoral fluminense: produção no pré-sal está entre os atrativos brasileiros (foto: Edson Passarinho/AFP 4/11/19)
Plataforma de exploração de petróleo no litoral fluminense: produção no pré-sal está entre os atrativos brasileiros (foto: Edson Passarinho/AFP 4/11/19)

Antes de fechar o ano, foi anunciada a descoberta mais um poço de petróleo no pré-sal e produzindo 50 mil barris/dia, a 5.540 metros de profundidade. Os 45 poços no pré-sal de Búzios, a 188 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, já respondem por 20% da produção da Petrobras.

Estamos com reservas de petróleo de alta qualidade entre as maiores do mundo. Temos abundância de energia limpa e de energia renovável. O mais importante é que temos o maior potencial do globo na produção de comida, capaz de dar garantia alimentar para a humanidade.

Comida é o item de maior valor estratégico, porque vital. Temos a maior reserva de água potável do planeta. Assim como as maiores reservas minerais e ambientais da Terra.

Também ao fechar o ano, o Senado aprovou um projeto sobre venda de terras a estrangeiros, no limite de 25% da superfície de um município.

Quer dizer, um holandês que compre 25% de Altamira será dono de uma área igual à do seu próprio país. Se comprar na divisa com São Félix do Xingu e adquirir também 25% do município limítrofe, terá uma área contínua equivalente a duas vezes sua vizinha Bélgica. Se a Câmara aprovar o projeto, o presidente da República avisou que vai vetar.

Em 1967, uma CPI das terras, de iniciativa do deputado Márcio Moreira Alves, apurou uma preocupante desnacionalização das terras brasileiras. Naquele tempo, a esquerda era nacionalista; hoje é globalista.

O mundo está de olho neste imenso, rico e inexplorado Brasil. Ainda temos 90 milhões de hectares potenciais para agricultura, além dos 60 milhões de hectares que já nos tornam campeões - e minerais de altíssimo valor estratégico.

A cobiça estrangeira é justificável; tem a ver com o bem-estar e a sobrevivência. Para eles, quanto mais fraca nossa soberania, melhor para nos explorar a custo menor. Quanto menor for nosso sentimento de posse, de ocupação, de conhecimento para explorarmos o que é nosso, melhor para os sonhos colonizadores.

Estão de olho porque já conhecem o Brazil. Nós é que não conhecemos o Brasil, por causa dos antolhos urbanos de curto alcance. E por causa da propaganda globalista para nos tolher na ocupação do território.

A ideia de internacionalizar a Amazônia tem o apoio ideológico de brasileiros que Brizola chamava de entreguistas. A Amazônia Azul, no Atlântico, do tamanho da Amazônia verde, é outra riqueza que nos importa pouco.

Os chineses estão de olho na pesca ao largo do Rio Grande do Sul. Como o conhecimento e soberania andam juntos, para os interesses externos, é conveniente o atraso em nosso ensino e pesquisa. O Brasil precisa conhecer o Brazil dos olhos alheios, para protegê-lo e desfrutar como dono.

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