ELEIÇÕES 2026

Michelle não quer participar da campanha de Flávio, diz Valdemar

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ainda que ex-primeira dama cogita desistir de candidatura ao Senado e que impasse com senador estaria superado

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não quer participar da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e também avalia abrir mão de uma eventual candidatura ao Senado nas eleições de 2026. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (2/6) pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

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Ao comentar a participação de Michelle na campanha, Valdemar afirmou que percebe resistência da ex-primeira-dama em se envolver na articulação eleitoral. “Eu sinto que ela não quer participar”, disse o dirigente, durante entrevista à Rádio Gaúcha, acrescentando, porém, que o impasse entre Michelle e Flávio estaria superado.

Segundo Valdemar, a campanha segue normalmente após uma reunião realizada com Flávio Bolsonaro na quarta-feira (1/7). “O Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida”, afirmou.

O presidente do partido também confirmou que Michelle comunicou, na última terça-feira (30/6), sua decisão de deixar o comando do PL Mulher. Valdemar classificou a saída de Michelle da presidência do segmento feminino como uma perda para o partido, destacando o papel desempenhado por ela na legenda. “Ela me disse que queria sair da presidência do partido. Eu não tenho o que fazer, que talvez não fosse candidata a senadora”, declarou.

As declarações ocorrem pouco mais de uma semana após Michelle tornar pública a crise com Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira (24/6), ela publicou dois vídeos nas redes sociais em que afirma ter sido “maltratada” e “humilhada” pelo senador, revelando que os dois não mantêm contato desde o fim de 2025.

O desentendimento teve origem na definição do palanque do PL no Ceará. Michelle criticou a tentativa do partido de construir uma aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), posição que aprofundou o desgaste interno.

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Nos vídeos, a ex-primeira-dama também negou que tenha tornado pública a divergência com o objetivo de substituir Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Segundo ela, a manifestação foi uma resposta a “fofoqueiros vazadores” que estariam disseminando a versão de que ela teria ficado insatisfeita com a escolha do senador como presidenciável do partido.

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