POLO FARMACÊUTICO

Fábrica da Hypofarma em Montes Claros vai gerar 250 empregos diretos

Unidade vai entrar em operação em 2029. Investimentos vão chegar a R$ 1 bilhão até 2030, anuncia indústria farmacêutica

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A Hypofarma vai investir cerca de R$ 765,6 milhões na construção de uma fábrica em Montes Claros, no Norte de Minas, valor que pode chegar a R$ 1 bilhão até 2030. Serão gerados 320 postos de trabalho, imediatamente, nas obras de construção da indústria. A previsão é que a unidade industrial entre em operação completa em 2029. Nesse momento serão criados 250 empregos diretos.

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As informações foram divulgadas pela diretoria da Hypofarma em apresentação detalhada do investimento e da nova planta em encontro com o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), nesta quinta-feira (19/3). O evento, realizado no gabinete do prefeito (no prédio da antiga prefeitura de Montes Claros), contou com as presenças do presidente da Hypofarma, Jaeder Morais da Silva, da vice-presidente e representante dos acionistas do grupo, Gina Marcellini e do diretor de engenharia da empresa, Antônio Luiz Ishizaki. Também participaram vereadores, secretários municipais e representantes de entidades de classe locais. 

A instalação do novo laboratório reforça a posição de Montes Claros como um dos principais polos da indústria farmacêutica do país. A cidade já tem unidades da multinacional dinamarquesa Novo Nordisk (maior fábrica de insulina da América Latina) que recebe investimentos da ordem de R$ 6,4 bilhões em projeto de ampliação para produzir nova linha de remédios), do Laboratório Hipolabor e da indústria União Química, também em fase de ampliação.

O município está recebendo uma nova unidade da Eurofarma (maior planta do ramo de medicamentos em construção no país) e um investimento da ordem de R$ 350 milhões em nova unidade produtora do Laboratório Cristália. O laboratório é dono da patente da polilaminina, substância, ainda em fase de testes, para o tratamento de lesões medulares agudas, que espera-se que possa promover a recuperação de pessoas que perderam os movimentos. A substância resulta de estudo da pesquisadora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ainda depende de análises e de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser produzida e usada.

Fundada em 1948, a Hypofarma tem sua sede em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outra unidade está em Governador Valadares, Leste do estado. O investimento da nova unidade em Montes Claros, divulgado em primeira mão pelo Estado de Minas, foi oficializado em reunião entre o governador Romeu Zema (Novo) e os sócios do grupo farmacêutico em 11 de janeiro, no Palácio Tiradentes.

O presidente da Hypofarma, Jaeder Morais da Silva, explicou que a empresa vai investir R$ 440,2 milhões na infraestrutura da nova fábrica de Montes Claros. A unidade será instalada em um terreno de 90 mil metros quadrados, adquirido pela farmacêutica, às margens da BR 251, na saída da cidade para Francisco Sá. Outros R$ 325,3 milhões serão aplicados em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos.

A nova unidade no Norte de Minas vai produzir medicamentos orais, anestésicos, antifúngicos, antibióticos e substâncias para tratamento oncológico, todos voltados para a venda para hospitais - foco da Hypofarma desde que a empresa foi fundada há 74 anos – pelo bioquímico Irineu Marcellini, em Belo Horizonte. 

Motivo da escolha de Montes Claros

O presidente da Hypofarma, Jaeder Morais da Silva, disse que a empresa trabalha na implantação de uma nova unidade desde 2024 e que avaliou a estrutura de várias cidades para definir o local do investimento. “Nós ficamos quase um ano e meio estudando a localização. Fizemos um planejamento estratégico muito detalhado, em que a localização do nosso site precisa ter boa logística e boa mão-de-obra. Tem que ser um lugar onde exista uma sinergia também com outras indústrias locais e o fornecimento de materiais e insumos. Encontramos tudo em Montes Claros”, declarou

“A gente analisou várias cidades da Federação e, disparadamente, Montes Claros é um dos melhores lugares (para se investir) e um polo de crescimento da indústria farmacêutica, não tenho dúvida disso”, afirmou o executivo. Entre as “vantagens” da cidade-polo do Norte de Minas para receber o novo empreendimento, ele citou a formação de mão-de-obra qualificada com a presença de universidades públicas – entre elas, a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), que implantou o curso de farmácia em 2025; e de escolas técnico-profissionalizantes.

Morais disse que a fábrica do Norte de Minas também terá uma produção voltada para as exportações. ‘”Não queremos apenas abastecer o mercado brasileiro. Nossa jornada diz respeito também à exportação”, afirmou. O executivo salientou que o grupo já vende parte de sua produção em Ribeirão Neves para o mercado externo. “Mas já estamos nos preparando para um nível de exportação maior, para que a gente atenda também a outras economias, a partir de Montes Claros. Isso é algo que nos orgulha."

Previsão de faturamento para 2040

Jaeder Morais anunciou que a meta da Hypofarma é manter um cronograma de investimentos em Montes Claros para até 2040. Numa exibição detalhada de números da farmacêutica, ele também revelou dados sobre a previsão de faturamento da companhia (de capital fechado) para os próximos 14 anos. Revelou que a meta do grupo é faturar R$ 997 milhões em 2030 e alcançar faturamento de R$ 2,81 bilhões em 2040.

Queda de patentes de remédios para o tratamento do câncer

O CEO da Hypofarma salientou que existe uma previsão de que, nos próximos cinco anos, ocorra a queda de patentes de 50 medicamentos usados no tratamento de câncer no mundo. Ele ressalta que a queda das patentes vai favorecer o crescimento da indústria farmacêutica brasileira e facilitar o acesso da população aos remédios mais eficazes no tratamento do câncer, com preços reduzidos. “(Com isso) a indústria nacional tem a oportunidade de trazer a solução (do tratamento oncológico) para o mercado brasileiro. E nós escolhemos participar dessa jornada”, assegurou.

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“A nossa missão é levar saúde e bem-estar à população e aproveitar o momento que o governo –  não somente o governo do estado, mas a Federação – está incentivando para que a indústria brasileira tenha um protagonismo neste ambiente de negócio (farmacêutico). A gente aproveita o momento da queda de patentes para produzir medicamentos mais acessíveis, com preços adequados e que sustentem a saúde do país”, garantiu Jaeder Morais. 

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