Lavagem nasal é segura? O jeito certo de fazer para evitar problemas
O procedimento virou moda, mas requer cuidados para não causar infecções; especialista ensina o passo a passo correto para adultos e crianças
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O clima frio acende um alerta sobre uma prática cada vez mais popular: a lavagem nasal. A técnica, quando bem executada, é uma grande aliada no combate a alergias e sinusites, mas exige cuidados para não se tornar um risco.
O objetivo da lavagem é remover o excesso de muco, alérgenos e patógenos das vias aéreas superiores. Isso melhora a respiração e ajuda a prevenir infecções. O perigo surge quando a água ou o soro são aplicados com muita força, empurrando secreções contaminadas para dentro do ouvido médio através da tuba auditiva, canal que conecta o ouvido médio à região posterior do nariz.
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Essa pressão inadequada pode causar desde dores e inflamações simples, como a otite, até quadros mais sérios, como a mastoidite, que é uma infecção bacteriana que atinge os ossos localizados atrás das orelhas. Por isso, a execução correta do passo a passo é fundamental para garantir apenas os benefícios da técnica.
Como fazer a lavagem nasal com segurança
O primeiro passo é garantir que a solução utilizada seja segura. O ideal é usar soro fisiológico a 0,9%, que pode ser comprado pronto em farmácias. Água da torneira nunca deve ser usada, pois pode conter micro-organismos. Se for preparar a solução em casa, utilize sempre água filtrada e fervida com sal específico para lavagem.
Para aplicar, você pode usar uma seringa sem agulha ou os irrigadores nasais, também vendidos em farmácias. O volume varia conforme a idade:
Bebês: de 1 a 5 ml em cada narina;
Crianças: de 5 a 10 ml em cada narina;
Adultos: de 10 a 20 ml em cada narina.
Incline a cabeça levemente para o lado sobre a pia, com a boca entreaberta. Insira a ponta do aplicador na narina que está por cima e aplique o soro de forma contínua e com pressão suave. O líquido deve entrar por uma narina e sair pela outra. Depois, assoe o nariz delicadamente e repita o processo no outro lado.
Em crianças pequenas, o procedimento deve ser feito com elas sentadas ou em pé, nunca deitadas, para evitar que o líquido vá para a garganta ou ouvidos. A pressão deve ser ainda mais controlada. Se houver dor ou desconforto intenso, interrompa o uso e procure orientação médica.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.