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Presidente do TCE desafia conselheiro a provar irregularidades no tribunal

Cláudio Terrão, que tomou posse ontem, quer que Licurgo Mourão prove insinuações sobre nepotismo e fraudes

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postado em 16/02/2017 06:00 / atualizado em 16/02/2017 07:33

Isabella Souto /

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Empossado na tarde desta quarta-feira como presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG), o conselheiro Cláudio Terrão quer que o colega Licurgo Mourão prove a existência de nepotismo, custeio de viagens para mulheres dos conselheiros e a concessão irregular de diárias para cursos no exterior – conforme declarações feitas por ele no último dia 8, durante sessão do órgão, conforme mostrou o Estado de Minas na edição de domingo. E caso seja comprovado que as afirmações foram feitas com a intenção de constranger os demais conselheiros, Licurgo poderá sofrer sanções – que em última instância pode chegar à perda do cargo.


“Ele disse que são rumores, não trouxe concretamente nenhum caso de ilegalidade. Mas se alguém traz um fato que sabia que é ilegal, ele precisa tomar as medidas cabíveis, sob pena de prevaricação”, disse Terrão, referindo-se ao artigo 319 do Código Penal, que trata o crime como “retratar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. O conselheiro afirmou que ainda hoje vai tomar conhecimento do andamento das investigações pela Corregedoria do TCE.

Em 2015, o EM mostrou que Cláudio Terrão recebeu R$ 101 mil em diárias para fazer um mestrado em Portugal, mesmo estando licenciado do TCE. Sobre o assunto, o novo presidente disse que forneceu todas as informações pedidas pelo órgão, inclusive ao Ministério Público, e cumpriu a legislação vigente. “O TCE entendeu, com o aval do Ministério Público de Contas, que o ato de liberação e os valores concedidos foram legais”. Dias antes da viagem, o TCE aprovou uma resolução que autoriza a licença remunerada para conselheiros, titulares e substitutos.

Sobre as denúncias feitas por Licurgo Mourão – que ontem não foi à solenidade de posse –, Cláudio Terrão assegurou que não tem conhecimento de casos de nepotismo nem de despesas com viagens de esposas dos conselheiros. E assegurou que a sua gestão será pautada pela “transparência” com a sociedade e a imprensa.

Protesto Enquanto autoridades de todos os poderes participavam da solenidade de posse de Cláudio Terrão, representantes do Movimento Vem pra Rua manifestaram na porta da sede do TCE. Com apitos e cartazes, eles reclamaram da construção de um prédio anexo do TCE, que consumiu R$ 11 milhões dos cofres públicos e foi inaugurado na segunda-feira. Eles também cobraram que a nova gestão do TCE investigue as denúncias de Licurgo Mourão. Sobre o protesto, Cláudio Terrão disse que “faz parte da democracia”.

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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CARLOS
CARLOS - 16 de Ferveiro às 20:56
terrão... fazenda.... condominino... larápio do c....
 
CARLOS
CARLOS - 16 de Ferveiro às 20:56
terrão... fazenda.... condominino... larápio do c....
 
SCHUPAH
SCHUPAH - 16 de Ferveiro às 11:51
Tá tudo dominado!
 
Fernando
Fernando - 16 de Ferveiro às 11:18
Disseste bem! Tribunal de Faz de Conta! Recebem as verbas que sobram do orçamento da Assembleia Legislativa para bancar esses luxos e em troca, aprovam as contas dos Agentes Políticos.
 
Douglas
Douglas - 16 de Ferveiro às 10:53
Vcs sabiam que o playboy já indicou a mulher do Clésio Andrade para o TCE.....confere produção?
 
DamoSuzuki
DamoSuzuki - 16 de Ferveiro às 11:04
Ele fez isso para acalmar o safado do Clésio, que queria ser o indicado para sucedê-lo no governo de MG, mas o playboy já tinha se comprometido com o Anastasia (o relator do golpe).
 
Carlos
Carlos - 16 de Ferveiro às 10:02
Se investigarem vão achar coisas do arco da velha!!! Me digam: onde no Brasil não se rouba???
 
Full
Full - 16 de Ferveiro às 09:47
Basta ver como são feitas as indicações para os conselheiros do TCE, para se perceber que este Tribunal de Faz de Contas não tem credibilidade nenhuma e isenção nenhuma. Eles são piores que os políticos a quem tem que fiscalizar.
 
Adalberto
Adalberto - 16 de Ferveiro às 09:25
Chegou novo Pau Mandado do Pimentel.
 
JorgeLuiz
JorgeLuiz - 16 de Ferveiro às 08:04
Essas práticas, se forem "legais", são no mínimo imorais! Mesmo se forem "legais", não significam que não podem "ilegais", pois nem sempre leis regularmente aprovadas são revestidas das condicionantes de legalidade, o que as tornam, se devidamente questionadas nas instâncias apropriadas, "ilegais". A situação é mais crítica do que pensava, pois as esposas das excelências também viajam para "cursos" no exterior...