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Abandonado pelo PSDB, Cunha ganha apoio de partidos da base governista

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postado em 12/11/2015 07:49 / atualizado em 12/11/2015 08:16

Agência Estado

Evaristo Sá
Brasília - O PSDB formalizou nessa quarta-feira, 11, seu rompimento com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os dois representantes da sigla no Conselho de Ética dizem que votarão a favor da cassação do mandato do deputado acusado de ser beneficiário do esquema de corrupção na Petrobras. Apesar do revés, Cunha recebeu o apoio de 13 partidos - 12 da base aliada e o Solidariedade -, que defenderem sua permanência no comando da Câmara.

Pela primeira vez, o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), subiu à tribuna para cobrar o afastamento de Cunha do cargo de presidente. Até então, entre idas e vindas, o partido havia apenas assinado uma nota sobre o assunto. Em reação ao pedido de afastamento defendido pelos tucanos, o líder do PSC na Câmara, André Moura (SE), leu em plenário uma nota de apoio Cunha. O documento foi assinado por 13 partidos que representam mais de 230 parlamentares.

No documento, líderes de siglas como PR, PMDB, PSC, PP, PSD, PTB, Solidariedade, PEN, PMN, PRP, PHS, PTN e PT do B, dizem apoiar e ter total confiança na condução dos trabalhos de Cunha na presidência da Casa. "As denúncias apresentadas seguirão o curso do devido processo legal, onde haverá condição de defesa e julgamento por instâncias próprias e o princípio da presunção da inocência."

Moura afirmou que ninguém pode ser condenado de forma antecipada e que o caso de Cunha não pode ser politizado. "Eventuais disputas políticas não podem prevalecer para paralisar o funcionamento da Casa no momento em que o País exige e espera que a Câmara dos Deputados delibere as matérias que o Brasil precisa para retomar o crescimento", afirmou.

Segundo Moura, o grupo procurou o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), para que os petistas apoiassem o documento. Ele afirmou que a nota chegou a ser encaminhada a Guimarães, mas os petistas não haviam se posicionado até o final da noite de ontem. "Se o PT resolver assinar mais para frente, será ótimo", disse.

O líder do PSDB afirmou ontem que vai esperar a apresentação da defesa de Cunha no Conselho de Ética para definir uma posição sobre a possibilidade de pedir a cassação do mandato dele. Ele garantiu a permanência dos tucanos Betinho Gomes (PE) e Nelson Marchezan Júnior (RS). Nos bastidores, os dois já adiantaram que votarão a favor da cassação de Cunha. Por ora, contudo, não irão se manifestar publicamente. O DEM e o PPS devem seguir o posicionamento dos tucanos.

Impeachment


Apesar das críticas mais enfáticas a Cunha, o PSDB ainda espera que ele delibere a favor da abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na tribuna, Sampaio usou toda a segunda parte de sua fala para defender um processo de afastamento da presidente.

O presidente da Câmara comprometeu-se a tomar uma decisão sobre impeachment até o fim deste mês. A aliados, Cunha demonstrou irritação com o PSDB. Integrantes do partido já temem sofrer retaliação, com a perda de relatorias de projetos relevantes. Como presidente, Cunha tem o poder de indicar nomes e, ao longo do ano, prestigiou o PSDB.

Outro receio dos tucanos é de que Cunha desista de prorrogar a CPI do BNDES, comissão que tem causado dor de cabeça ao governo. Hoje, deve ser aprovada a convocação do ex-secretário do Tesouro Arno Augustin, que teve papel relevante no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. O PT aceitou chamá-lo em vez de convocar o pecuarista José Carlos Bumlai, que é ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cunha afirmou que a posição do PSDB "não altera em nenhuma vírgula" sua posição sobre os pedidos de impeachment. "Não tenho prazo determinado e jamais o farei sob pressão. Minha decisão será dada de forma técnica", disse.
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Claudelson
Claudelson - 12 de Novembro às 11:41
legal, se nao querem publicar o que disse antes, onde esta a democracia? afinal, não falei nada demais........E ladrão, corrupto, e toda a corja que alimenta as empresas deste pais..........
 
Elias
Elias - 12 de Novembro às 11:25
12 partidos da base aliada, na verdade é um bando de marginais defendendo um do bando, todos tem medo de ficar contra por ter o rabo preso são ladroes igual ao cunha tem que ser todos cassados pelo povo.
 
Claudelson
Claudelson - 12 de Novembro às 11:04
Esse cara é um canalha, como podemos admitir isto, o cara ainda acha que esta certo, que pais, meu DEUS, como pode isto, ta todo mundo enrolado, não sobra immmmmmm, nos temos que agir, nos temos que dar ujm cacete nestes caras, CHEGA!!!!!!! a hora que o pau comer num deles, ae vai correr, cambada de sem vergonhas.... Aecio,Dilma são todos......pais da vergonha.....
 
Marcos
Marcos - 12 de Novembro às 10:43
É o velho toma-lá-dá-cá. Ou melhor dizendo, "um gambá cheira o outro". É uma pena que não possamos viver sem a política que mais parece uma fossa de dejetos humanos. |MP|
 
niemeyer
niemeyer - 12 de Novembro às 10:23
O PSDB desceu tarde do muro. Apoiou um corrupto (Cunha) para derrubar outros corruptos. É pior que os outros. Estrategicamente perdeu a oportunidade de dizer por que veio, por que era oposição. Aécio sumiu, ou seja, se recolheu ante atitudes descabidas.