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Minas reflete distribuição de votos no país

Distribuição dos votos de Dilma e Aécio por regiões do estado refletiu o cenário nacional

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postado em 28/10/2014 06:00 / atualizado em 28/10/2014 08:32

Marcelo da Fonseca , Pedro Rocha Franco

O resultado da votação presidencial no segundo turno em Minas Gerais é um reflexo da distribuição de votos no país. O mapa brasileiro que ficou marcado pela polarização entre o Norte e o Sul se repetiu no estado natal dos candidatos à Presidência da República. A presidente Dilma Rousseff (PT) recebeu 52,41% dos votos totais válidos de Minas, onde venceu em sete das 10 regiões administrativas do estado. A votação da petista foi mais expressiva no Norte e nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri, repetindo a boa performance do primeiro turno. Já o senador Aécio Neves (PSDB), que teve a preferência de 47,59% dos eleitores mineiros, recebeu mais votos no Sul.


Com 71,07% e 64,03% dos votos válidos no Norte e no Jequitinhonha e Mucuri, respectivamente, a Dilma só foi derrotada em três municípios das duas regiões: Itaipé, Taiobeiras e Santo Antônio do Jacinto. Na Zona da Mata, ela também foi a mais votada, com 64,17%. Em Juiz de Fora, a presidente reeleita obteve 186.528 votos, ou 63,45% do total válido, proporcionalmente o melhor resultado das eleições nas 18 maiores cidades do estado.

O candidato tucano foi o mais votado nas regiões Sul (57,64% dos válidos), Centro-Oeste (56,48%) e Central (53,58%), que engloba a Grande BH. Os percentuais foram semelhantes aos registrados por Aécio no Sul (58,89%), Centro-Oeste (57,42%) e Sudeste (56,17%) do país, onde o tucano recebeu mais votos do que Dilma.

O resultado da região metropolitana é reflexo da forte votação obtida por Aécio na capital mineira, onde ele teve quase dois terços dos eleitores. Ele levou a melhor em 21 dos 34 municípios, sendo que, em Lagoa Santa, o tucano conquistou, proporcionalmente, a maior votação: 70,5%.

Na capital mineira, também foi folgada a vantagem de Aécio, escolhido por 64,27% dos belo-horizontinos. Em Contagem e Betim, outras duas grandes cidades da região, a disputa foi mais acirrada. O candidato do PSDB venceu em Contagem, com 51,95%, enquanto Dilma venceu em Betim, com 56,2%. A presidente reeleita obteve vitória com certa folga em Ibirité, Nova União, Raposos e São Joaquim de Bicas, onde recebeu mais de 60% dos votos.

CAPITAL Em Belo Horizonte, o senador tucano obteve mais votos que a presidente Dilma em todas as 18 zonas eleitorais da cidade. Os destaques foram as zonas 33 e 34, com o tucano conquistando 77,05% e 76,08% dos votos, respectivamente. Pelo mapa do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), compõem a 33ª os bairros Prado, Barro Preto, Santo Agostinho, Savassi, Centro, Funcionários, Santa Efigênia e Lourdes, bairro em que o candidato vota.

Integram a 34ª zona eleitoral bairros da Região Centro-Sul, como Belvedere, Santa Lúcia, São Bento e Cidade Jardim, e alguns da Região Oeste, entre os quais Grajaú, Gutierrez e Barroca. Em contrapartida, a menor votação de Aécio foi registrada na 333ª, formada por bairros do Barreiro, como Milionários, Vale do Jatobá e Vila Pinho. Lá, o tucano foi o preferido de 51,72% dos eleitores, enquanto a petista obteve 48,28% dos votos válidos.

O que o eleitor espera

Investimentos em creches, na expansão do programa Rede Cegonha, em obras para desafogar o trânsito e uma atuação mais rígida no controle da inflação. As demandas de belo-horizontinos para o próximo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) estão em várias áreas do governo e a cobrança é por resultados rápidos. No dia seguinte à vitória da petista nas urnas, eleitores mineiros contaram o que esperam nos próximos quatro anos da administração de Dilma.

“Espero que a presidente se suavize e adote um caráter mais conciliador, como uma mãezona dos brasileiros. Que recupere esse lado mais suave das mulheres”, pediu a professora universitária Anayansi Correa, de 61 anos. Eleitora de Marina Silva no primeiro turno e de Dilma no segundo, Anayansi citou a necessidade de se fiscalizar mais de perto os investimentos na Rede Cegonha, que oferece um acompanhamento pré-natal a gestantes de renda mais baixa, e na construção de creches. “Vejo essas ações como boas iniciativas do governo Dilma. Mas espero que ela acompanhe bem de perto, para que esses programas, tão importantes para as mulheres, possam beneficiar ainda mais esse público que votou em peso para que ela conseguisse o segundo mandato”, avaliou.

Já para o aposentado Alfredo Carlos Cambroia, de 70, uma das prioridades deve ser o investimento em obras de mobilidade. “Em BH, temos obras que podem ajudar muito a liberar nosso trânsito caótico, como a construção de trincheiras que reduzam o número de sinais. Espero  um governo que tire obras importantes do papel”, disse Alfredo. Para a estudante Kátia Ribeiro, de 25, que considerou o primeiro mandato da petista ruim, uma das preocupações deve ser a inflação. “Acho que essa tolerância com a inflação atrapalha muito a maior parte da sociedade. Ela terá que se preocupar cada vez mais com isso, porque no próximo ano a inflação pode ficar ainda pior.”