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Aécio diz que demitirá diretoria da Petrobras, se eleito

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postado em 25/10/2014 03:01 / atualizado em 25/10/2014 09:30

Agência Estado

Rio de Janeiro - Em entrevista coletiva concedida depois do debate presidencial da TV Globo, nesta sexta-feira, 24, o candidato do PSDB, Aécio Neves, disse que "este governo protagonizou alguns dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil" e prometeu, se eleito, demitir toda a diretoria da Petrobras, estatal que está no centro de denúncias de desvio de dinheiro que envolvem empresas fornecedoras e partidos políticos.

"A remoção da diretoria da Petrobrás é imediata (em caso de vitória). Vamos privilegiar funcionários de carreira e profissionalizá-la. Isso serve para os bancos públicos e as grandes empresas nacionais. Os brasileiros vão encontrar no meu governo o resgate da meritocracia", afirmou o candidato. Para o tucano, "a marca desse governo é do fracasso e da intolerância".

Aécio voltou a mencionar reportagem da revista Veja segundo a qual o doleiro Alberto Youssef, um dos acusados de participação no esquema da Petrobras, disse em depoimento que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento dos casos de corrupção na maior estatal do País.

O tucano lembrou que a presidente citou denúncia do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa de que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, recebeu propina para evitar investigações da CPI da Petrobrás. "As mesmas fontes que serviram para ela fazer acusações ao ex-presidente do PSDB não servem quando as denúncias são de seu governo", afirmou. Aécio condenou ação de "vândalos" no edifício da revista, em São Paulo. "Quero deixar o meu protesto contra vândalos que atacaram o prédio do veículo de imprensa".

Aécio votou a dizer que, se eleito, criará condições para, até o fim do governo, reduzir o centro da meta de inflação de 4,5% ara 3%. "Minha equipe econômica será altamente qualificada, experiente", afirmou, ao ser questionado sobre quem seria o presidente do Banco Central em um possível governo tucano. "Vamos retomar as medidas necessárias para voltar ao centro da meta de inflação". A respeito de comércio exterior, afirmou que a China é um dos maiores parceiros comerciais do País e que é importante que a parceria seja mais qualificada. Para o tucano, a política externa do governo atual teve forte viés ideológico.

O candidato reclamou mais uma vez dos ataques dos adversários durante a campanha. "Esta foi a eleição da intolerância, da mentira", reclamou. Aécio disse lamentar "o nível da campanha dos adversários". "Foi uma campanha de muitas idas e vindas, chego ao fim da campanha leve, pela certeza de que tive oportunidade de mobilizar o Brasil", declarou.
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