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Falsário em Minas está de volta à cena para "assombrar" políticos

Nilton Monteiro teria movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão com seus golpes e achaques, preparando dossiês contra políticos

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postado em 16/12/2013 00:12 / atualizado em 16/12/2013 07:34

Estado de Minas

Renato Weil/EM/D.A Press
Denúncia do Ministério Público de Minas Gerais mostra como age o estelionatário Nilton Monteiro. Acusado de falsificação de documento, estelionato e formação de quadrilha, ele teria movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão com seus golpes e achaques. Nilton Monteiro está preso desde maio no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, no entanto, segundo matéria da revista Isto É que chega hoje às bancas, ele continua planejando golpes. De acordo com a publicação, com a chegada do ano eleitoral, políticos de diferentes partidos são seus alvos preferidos. Nilton Monteiro é acusado de ter forjado a chamada Lista de Furnas, que reúne nomes de 12 partidos (PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, Prona, PRTB, PSB, PSC, PSDB e PTB) que teriam recebido R$ 39,6 milhões da estatal para custear gastos da campanha de 2002. De acordo com a revista, o Ministério Público do Estado teria descoberto que “o falsário dispunha de outra Lista de Furnas, esta elaborada com nomes de políticos ligados ao PT”. A reportagem diz que a relação petista foi encontrada em um dos computadores do estelionatário, apreendidos com autorização judicial.

Segundo a Isto É, até a Lista de Furnas ser desmascarada, Monteiro frequentou diversos gabinetes em Brasília e costumava ser visto nos mais nobres restaurantes da capital. A partir de 2007, ele teria se aperfeiçoado na falsificação de notas promissórias, contratos de prestação de serviços e títulos públicos. “Com esses documentos falsos ele recorre ao Judiciário em busca de valores estratosféricos”, afirma a revista.

O Ministério Público pretende ainda descobrir quem são os financiadores do Novojornal, que o órgão acusa de ser o veículo usado para divulgar falsas notícias a fim de dar ares de credibilidade às cobranças que Monteiro faz na Justiça usando documentos falsos.

Monteiro teve a prisão preventiva decretada em maio a pedido da Polícia Civil depois de análise dos computadores, celulares e documentos apreendidos em seus escritórios durante busca e apreensão autorizada pela Justiça há dois anos. No computador estavam armazenados a falsificação de diversas notas promissórias, contratos de cessão de direitos e instrumentos de confissão de dívida que sustentavam o esquema bilionário de fraude. Entre os alvos de Monteiro está o espólio de Sérgio Naya (que foi deputado federal e morreu em 2009), que renderia R$ 970 milhões caso a Justiça reconhecesse seu direito.

Outros R$ 300 milhões, de acordo com as investigações, Monteiro pretendia levantar por meio de diversas ações judiciais de cobrança de títulos e créditos, apoiada em documentos falsos, em tramitação nas diversas comarcas de Minas.
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