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Estado de Minas

Polícia Federal prende ex-prefeito de Coração de Jesus, no Norte de Minas

Além de Toninho Pinheiro, tiveram a prisão preventiva decretada o ex-servidor da cidade, Valfredo Soares Barbosa e do empresário Evandro Leite Garcia


postado em 28/08/2013 19:20

Foram presos no final da tarde desta quarta-feira o ex-prefeito de Coração de Jesus, no Norte de Minas, Antonio Cordeiro Faria (PSDC) – conhecido como Toninho Cordeiro -, e o ex-servidor da cidade, Valfredo Soares Barbosa, em operação da Polícia Federal denominada Odin II. Em 2012, Cordeiro foi destaque no noticiário nacional, por ter sido monitorado pela Polícia Federal com o auxílio de uma tornozeleira eletrônica. Ele estaria tentado coagir testemunhas da investigação de desvios de recursos públicos em obras executadas pela prefeitura da cidade. Na época, ele estava no terceiro mandato da prefeitura e concorria à reeleição. O mesmo motivo provocou a prisão preventiva do prefeito e de seu ex-servidor na tarde de hoje.

A prisão de Cordeiro e de Valfredo foi pedida pelo promotor Daniel Castro, com base em denúncias de que o ex-prefeito tentou subornar uma testemunha da investigação sobre os desvios de verbas públicas destinadas ao asfaltamento de ruas do município durante a última gestão dele. O caso é investigado pela PF desde a operação Máscara da Sanidade, deflagrada em junho de 2012, que desmontou esquema de desvio de verbas pelas construtoras do empresário Evandro Leite Garcia.

A Justiça estadual também expediu mandato de prisão preventiva contra Evandro, mas ele já está preso em Montes Claros, desde junho de 2012. De acordo com informações da PF, o esquema investigado em Coração de Jesus envolve irregularidades na execução de obras de asfaltamento de ruas daquela cidade. As obras contratadas eram executadas com máquinas da prefeitura e pagas como se tivessem sido feitas pelas empresas de Evandro Leite Garcia. As investigações também apontam que os serviços executados eram menores que os efetivamente pagos.

A testemunha que relatou a tentativa de coação por parte do ex-prefeito, disse que teria recebido uma proposta de R$ 30 mil para mentir durante o inquérito. Com a recusa, teria sido ameaçada, por isso, procurou o Ministério Público para denunciar o fato. Segundo a PF, as fraudes envolve recursos da ordem de R$ dois milhões.

Além da decretação da prisão dos três homens, também foram denunciadas: Ronaldo Vilela, Valdecir Alves de Aguiar e Gilmar Albuquerque Batista. Eles faziam parte da comissão de licitação da prefeitura durante gestão de Toninho.


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