Publicação: 14/10/2011 06:31 Atualização: 14/10/2011 07:13
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| Durante reunião, os vereadores cobraram do secretário Josué Valadão (na ponta direita da mesa), transparência no texto do projeto de lei |
Depois de sete sessões de greve dos vereadores de Belo Horizonte, o Executivo recuou do projeto que flexibiliza a autorização de obras na capital para a Copa do Mundo de 2014 e decidiu apresentar um substitutivo para deixar claro que não haverá aumento na verticalização do município. No texto será retirada a parte que mexia nas chamadas zonas de proteção 1 (ZP1) e incluída cláusula explicitando que as 23 áreas de diretrizes especiais (ADEs) da cidade terão os parâmetros atuais respeitados, incluindo a altura das edificações. Uma comissão com integrantes do Executivo e Legislativo foi formada ontem para elaborar o texto e não está descartada uma convocação extraordinária para acelerar a aprovação. A possibilidade de o projeto abrir brechas para verticalização de áreas de proteção ambiental e tradicionais da capital vinha sendo denunciada há duas semanas pelo Estado de Minas.
Nessa quinta, mais uma vez, a Câmara não votou nenhum projeto em pauta. Mesmo com o avanço em uma reunião dos vereadores com o secretário de Governo, Josué Valadão, eles não aceitaram votar o restante da pauta. A proposta era adiar somente o projeto que trata das obras, mas alguns preferiram não seguir com a fila para não tornar mais próxima a aprovação da matéria polêmica. Querem ver primeiro o texto do substitutivo que virá em acordo com a prefeitura.
Temendo uma possível verticalização em áreas preservadas da cidade, os vereadores optaram por obstruir as votações, derrubando o quórum das reuniões. Só restam agora três encontros antes do fechamento das sessões mensais, mas o presidente da Casa, vereador Léo Burguês (PSDB), não descarta convocar reuniões extras para liquidar a fatura. Isso porque um adiamento na aprovação poderia dificultar a eficácia da norma, pois as empresas interessadas teriam pouco tempo para protocolar seus projetos. O líder do governo, vereador Tarcísio Caixeta (PT), ironizou o pedido de detalhamento das áreas afetadas feito por Cabo Júlio. “A circunscrição do projeto é Belo Horizonte, excetuando as áreas das ADEs”, disse.
No fim da tarde, os parlamentares fecharam uma comissão com os vereadores Léo Burguês, Neusinha Santos (PT), Heleno (PHS), Hugo Thomé (PMN) e Leonardo Mattos (PV) e integrantes do Executivo. Na reunião, eles acertaram a liberação da pauta hoje, com a votação de 17 projetos. Serão apreciados quatro vetos, 11 propostas de vereadores, a criação do conselho antidrogas e a implantação da fiscalização unificada em BH. O grupo trata do substitutivo ao projeto hoje pela manhã. “Trabalhamos agora no sentido de acelerar os outros projetos”, afirmou Burguês.
Efeitos do projeto são piores
“Na Conferência Municipal de Políticas Urbanas (Compur), em 2009, a população decidiu que era preciso controlar a verticalização da cidade e o que este projeto de lei prevê é o contrário, com efeitos piores. Na ZP1, zona de proteção com ocupação rarefeita, ele abre a possibilidade de construir em até 50% da área, quando o máximo permitido é 20%. O PL também abre brecha para ocupar áreas de diretrizes especiais (ADEs), como a Pampulha. Considero que também mantém defeitos da Lei da Copa, flexibilizando os coeficientes de aproveitamento (CA) para 5. Ou seja, permite construções maiores do que hoje se permite nas áreas mais adensadas de BH. Outro problema é simplificar demais o processo de licenciamento ambiental, resolvendo tudo a toque de caixa.’
De
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Esta matéria tem: (7) comentários
Autor: Karina Salomão
Tem vereadores na mesa que não merecem o respeito da população,são eles Ronaldo Gontijo (PPS),Alexandre Gomes (PSB) e Moamed Rachid (PDT). | Denuncie |
Autor: Eugenio Assis
Finalmente um sábia decisão. Verticalizar a Pampulha e outras áreas seria um grande erro. Já chega de ficar atendendo a esses construtores safados. POr eles derrubarima a cidade inteira a cada 10 anos só para ganharem mais dinheiro. | Denuncie |
Autor: Andre Lemos
Audiência pública já,com as associações dos moradores dos bairros de B.Hte.Acabamos de vez com essa curriola,corrupta,incapaz,que só pensam neles,em vez da coletividade. MUDA B.HTE, MUDA BRASIL. CHEGA !JÁ CANSAMOS DE TANTOS DESCASO E FALTA DE MORAL DESSES DITOS REPRESENTANTES QUE COMPRARAM VOTOS!!! | Denuncie |
Autor: Paulo Rocha
É claro que os vereadores ficaram insatisfeitos, não vão mais receber propina dos construtores de luxo!!! Patrimar, Lider, Caparaó, entre outras... | Denuncie |
Autor: FERNANDO SILVA
AS ASSOCIAÇÕES DE BH E SEUS MORADORES QUEREM FALAR COM OS VEREADORES(TODOS) NO PRÓXIMO DIA 19/10/2011, EM AUDIÊNCIA PÚBLICA JÁ MARCADA NA CAMARA MUNICIPAL DE BH, ÀS 19:30 HORAS. | Denuncie |
Autor: FERNANDO SILVA
OS POLÍTICOS ETERNOS "POLÍTICOS". Não tem nenhum fator eleitoreiro. A População através das Associações de Moradores de BH é que se viram afrontadas com tamanho descaso com a cidade. AINDA TENTAM MINIMIZAR COMO SE FOSSE SÓ INTERESSE POLÍTICO. O CIDADÃO NÃO QUER OUVIR MAIS ESTAS JUSTIFICATIVAS. | Denuncie |
Autor: Lucio Nome
Até que enfim uma boa notícia. A razão deu lugar a emoção (pela grana). A ganância capitalista, cujos interlocutores são os políticos deu vez àquilo que chamamos de sensatez. BH agradece, agora é investirmos em mobilidade (Metrô) que ainda não temos e a cidade ficará um pouco melhor. | Denuncie |