Polícia intensifica buscas a saqueadores em greve da PM no Recife

Comunidade no Facebook que usava foto de saqueador foi retirada do ar. Policiais monitoram redes sociais por pistas de saqueadores

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postado em 19/05/2014 15:15 / atualizado em 19/05/2014 15:26

Diário de Pernambuco

Allan Torres/Esp. DP/D.A Press

A polícia civil acionou uma ajuda relevante para solucionar os saques, arrombamentos, roubos e assaltos que ocorreram durante o período de greve da Polícia Militar de Pernambuco na semana passada. O caso está sendo tratado também pela Diretoria de Inteligência da polícia, que passou os últimos dias recolhendo vídeos, fotos, denúncias e acompanhou a movimentação nas redes sociais. Hoje, todo o material começará a ser avaliado por especialistas. As ações, concentradas entre os dias 13, 14 e 15 deste mês, resultaram em um prejuízo que ainda está sendo calculado pelo comércio pernambucano.

“Monitoramos toda comunicação relacionada aos saques, inclusive tentativas de repasse dos produtos através da internet”, explica o diretor integrado metropolitano (DIM) da Polícia Civil, Luiz Andrey. Segundo ele, fotos com os itens, mesmo as postadas em montagens ou piadas, também serão investigadas.

Talvez por medo de um processo, o criador da página Boy do Arrastão, que já contava com quase 34 mil curtidas no Facebook, retirou a comunidade do ar no início da noite de ontem. A página - utilizando uma foto retirada pela fotógrafa do Diario Blenda Souto Maior - brincava com a imagem de um garoto saindo da loja Eletroshopping, em Afogados, com uma CPU.

Veja na galeria os saques que ocorreram em Recife


Horas antes, o criador, que não quis se identificar, havia postado um texto explicando que não tinha ligação com o garoto e nem tinha a pretensão de incentivar algum tipo de debate sobre a questão dos saques. “Essa é uma página de humor. Não queremos humilhar o garoto retratado. Soubemos, inclusive, que ele foi com sua mãe devolver o produto”, dizia parte do texto.

Antes do encerramento da comunidade, porém, a reportagem do Diario conversou brevemente com o criador da página que informou estar repensando as imagens postadas. “Deveremos fazer uma ‘remodelagem’ na imagem do chamado ‘Boy do Arrastão” para que não haja riscos de um processo civil por danos morais ou outras investigações.” Um dos motivos para a cautela do administrador da comunidade pode estar também no fato de que o garoto retratado aparenta ser menor de idade.

Ainda na noite de ontem, uma outra página de nome Boy do Arrastão foi criada no Facebook. Um grupo aberto chamado Procura-se o boy do arrastão também foi criado na mesma rede.
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