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Greve na Bahia 'violou a Constituição', diz ministro da Justiça O ministro da Justiça e o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) estavam reunidos quando foram informados que o movimento havia sido encerrado

Agência Estado

Publicação: 17/04/2014 20:01 Atualização: 17/04/2014 20:25

De acordo com Cardozo, a rapidez no envio das tropas federais à Bahia foi uma demonstração da capacidade do governo federal de reagir a situações semelhantes (José Cruz/ Agência Brasil )
De acordo com Cardozo, a rapidez no envio das tropas federais à Bahia foi uma demonstração da capacidade do governo federal de reagir a situações semelhantes

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), estavam reunidos para discutir estratégias de atuação dos integrantes da Força Nacional de Segurança e do Exército enviados à Bahia para fazer o policiamento durante a greve da PM, quando foram informados que o movimento havia sido encerrado. Na saída do encontro, porém, os dois não festejaram o fim da greve.

Cardozo disse que a greve da PM no Estado foi "uma clara violação do texto constitucional" e que o governo federal está preparado para auxiliar os Estados em casos semelhantes. "Temos vários direitos constitucionais, um deles é o de segurança pública, e para garantir esses direitos a Constituição coloca certos limites a ação de agentes", explicou. "No caso da Bahia, houve uma clara violação do texto constitucional. Não é possível que nós tenhamos interesses corporativos colocados acima do interesse da sociedade, que reivindicações sejam feitas espalhando pânico e terror."

De acordo com Cardozo, a rapidez no envio das tropas federais à Bahia foi uma demonstração da capacidade do governo federal de reagir a situações semelhantes. "O governo federal tem a missão de defender a Constituição e o estado democrático de direito", disse. "Se houver uma tentativa de violação dos direitos da população, nós atuaremos", finalizou.

"A notícia nos tranquiliza muito, mas não podemos comemorar, porque ficam os traumas desses dois dias de greve", resumiu o governador Wagner. De acordo com ele, ficou combinado com o ministro que as tropas federais seguem na Bahia pelo menos até o início da próxima semana. "Nosso planejamento não se encerra aqui, temos um feriado pela frente e vamos manter a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para uma reavaliação, até ter a certeza de que a normalidade foi reconquistada."
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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Altarimo Carrillho
Essa atitude mostra a verdadeira face do PT! Como pode, um partido que tem em suas origens os movimentos grevistas, o direito de manifestação, agora caçando grevista como bandido? Mandando para prisão Líderes de Greves, ou será que o motivo desta caçada é porque o líder é um adversário político????? | Denuncie |

Autor: Facioedino oliveira
Quando há greves de outros setores como Judiciário, MP e Oficiais de Justiça é inconstitucional também? | Denuncie |

Autor: Nilson Oliveira
Estes dois canalhas petistas, tanto o Min da Justiça, quanto o governador da Bahia, ascenderam na política promovendo badernas, violando a Constituição, pregando que cofres públicos não tem limites quando reivindicavam nas greves que comandaram. Agora, com o poder nas mãos, o discurso é outro. | Denuncie |

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