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Morre menina baleada ao tentar defender o pai em Goiânia

Jovem de 11 anos teve morte cerebral constatada no último domingo

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postado em 06/05/2013 11:57

Lucas Rage , Fernanda Borges

O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) comunicou nesta segunda-feira a morte cerebral da jovem Kerolly Alves Lopes, baleada ao tentar defender o pai em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da cidade.

“Às 20 horas do último domingo foi concluído o protocolo de morte encefálica da menor K.A.L., que constatou a falência das atividades cerebrais”, informou o hospital em um comunicado oficial, nesta segunda-feira.

Kerolly estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 27 de abril. O protocolo de morte cerebral – cujas regras são definidas pelo Ministério da Saúde – foi aberto na tarde da última quinta-feira, 2 de maio. O exames que compõem o procedimento foram repetidos três vezes pela equipe médica do hospital, que então comunicou a morte à família.

Tiroteio durante briga

A jovem foi atingida enquanto tentava apartar uma briga entre seu pai, Sinomar Lopes, e um homem, com quem discutia na calçada. Armado, o homem mandou as meninas se afastarem do pai. Como elas não obedeceram, ele disparou, acertando a filha mais nova na cabeça. Na segunda-feira, o agressor se apresentou à polícia, confessou o crime, mas alegou legítima defesa e foi liberado. O motivo da discussão seria a demora na entrega de uma pizza.

Questionado sobre a liberação, o delegado da Polícia Civil, Rener de Sousa Moraes, afirmou ter cumprido a lei. “ Ele se apresentou espontaneamente e além disso, cedeu mais imagens que mostram o crime, não podendo a autoridade policial prender uma pessoa que está colaborando com as investigações”, explicou. O delegado disse também que espera a ordem judicial para dar continuidade ao caso.
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